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Forte de Nossa Senhora do Carmo

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O Forte de Nossa Senhora do Carmo de Coimbra, hoje desaparecido, estava localizado na margem esquerda do Rio Paraguai, em posição dominante sobre o estreito de São Francisco Xavier, em Corumbá, no Estado de Mato Grosso do Sul.

Segundo Souza (1885), o 4º governador e Capitão-general da Capitania de Mato Grosso, Luís de Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres, visando dar suporte à ocupação portuguesa diante da crescente presença espanhola, bem como controlar as razias dos índios Paiguá que interrompiam as comunicações fluviais com os distritos auríferos de Cuiabá, determina a construção de uma fortificação no médio curso do rio Paraguai. É designado para a missão o Capitão Mathias Ribeiro da Costa, que partiu de Cuiabá à testa de uma expedição de 245 homens, distribuídos em 15 canoas, divididas em três grupamentos, guiada por um índio velho (22/jul/1775). Apesar das instruções para se dirigir a um local conhecido como Fecho dos Morros, a 20 dias de canoa de Cuiabá, próximo à atual cidade de Porto Murtinho, 292 Km ao sul da atual posição do forte, Ribeiro da Costa se fixou no estreito de São Francisco Xavier, à margem esquerda do rio Paraguai (13/set/1775), incorreção que lhe custou o posto, e sobre a qual nasceriam algumas lendas locais: uma delas reza que São Tomé passou por Fecho dos Morros em direção ao Peru, tendo por isso o local sido considerado como solo sagrado, e lhe vedada qualquer intenção bélica; outra, conta que o Capitão foi inspirado pela santa padroeira do forte, Nossa Senhora do Carmo (comemorada a 16/jul), que lhe iluminou o local do estabelecimento.

A primitiva estrutura, uma estacada de faxina e terra no formato de um polígono retangular com cerca de 40 braças pelo lado maior, foi erigida sob a invocação de Nossa Senhora do Carmo (Forte de Nossa Senhora do Carmo), sendo inaugurada em 17/set. Nos vértices erguiam-se quatro pequenos baluartes: São Gonçalo (N), São Tiago (L), Sant'Ana (S) e Nossa Senhora da Conceição (O). No interior, erguiam-se as edificações de serviço (Casa de Comando, Quartel da Tropa, Casa da Palamenta, Armazéns). A artilharia foi recebida por via fluvial desde Belém, no Pará, uma vez que a Coroa espanhola não permitia a passagem de material bélico português pela bacia do rio da Prata. Após a inauguração, o comando foi entregue ao Sargento-mór Marcelino Rodrigues de Campos (GARRIDO, 1940:159-160).

Também conhecido como Presídio de Coimbra, em poucos meses sofre um incêndio que o danifica sériamente, sendo atacado em 1777 pelos índios Guaicurus. O novo governador e Capitão-general da Capitania de Mato Grosso, João de Albuquerque, incumbiu em 1789 o Sargento-mór Joaquim José Ferreira, comandante da praça de Coimbra, de pacificar os índios, o que foi alcançado em 1789, com os chefes João Queima e Paulo Ferreira (SOUZA, 1885:134).

Após o ataque de indios Guaicurús em 1791, que dizima 54 homens da guarnição (GARRIDO, 1940:160), a estrutura será sucedida pelo Forte Novo de Coimbra.




  • Forte de Nossa Senhora do Carmo

  • Presídio de Coimbra; Forte de Nossa Senhora do Carmo de Coimbra

  • Fort

  • 1775 (AC)



  • Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres

  • Portugal


  • Missing






  • Disappeared

  • 0,00 m2

  • Continent : South America
    Country : Brazil
    State/Province: Mato Grosso do Sul
    City: Corumbá

    Localizado na margem esquerda do Rio Paraguai, em posição dominante sobre o estreito de São Francisco Xavier, em Corumbá, no Estado de Mato Grosso do Sul.


  • Lat: 19 55' 14''S | Lon: 57 47' 32''W




  • A artilharia foi recebida por via fluvial desde Belém, no Pará, uma vez que a Coroa espanhola não permitia a passagem de material bélico português pela bacia do rio da Prata.

  • Estacada de faxina e terra no formato de um polígono retangular com cerca de 40 braças pelo lado maior.









Contribution

Updated at 05/12/2008 by the tutor Roberto Tonera.

With the contribution of contents by: Carlos Luís M. C. da Cruz.