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Forte Duque de Caxias (Leme)

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O Forte Duque de Caxias localizado no alto do Morro do Leme, no bairro do mesmo nome, na zona sul da cidade (e Estado) do Rio de Janeiro.

Foi erguido a aproximadamente 100 m acima do nível do mar, no local do antigo Forte do Morro do Vigia (ou do Espia), que sucede, e do qual conservou o portal de cantaria, no Mirante da Bandeira.

Ergue-se no local do antigo Forte da Vigia, que sucede, e do qual conserva o portal de cantaria, acima do Mirante da Bandeira. Suas obras iniciaram-se em 1913, conforme projeto do então Major Augusto Tasso Fragoso, e foram dirigidas pelo Capitão Arnaldo Paes de Andrade (GARRIDO, 1940:123). Ao contrário do Forte de Copacabana, o então Forte do Leme não recebeu canhões, e sim obuses, cujos projéteis transpõem as elevadas barreiras constituídas pelos morros da Urca e do Pão de Açúcar.

No contexto da 1ª Guerra Mundial (1914-18), ainda sem que suas obras houvessem sido concluídas, foi guarnecido pela 11ª Bateria do 4º Grupo de Artilharia de Costa (GACos), sob o comando do Capitão Manoel Pedro de Alcântara (GARRIDO, 1940:123). O efetivo de três oficiais e trinta e dois praças, foi alojado provisoriamente em barracões de madeira. Declarada a guerra pelo Brasil à Alemanha (out/1917), os técnicos alemães, alí instalando os sistemas elétrico e de armas, foram afastados, retomando as atividades somente a partir de 1918, findo o conflito. Procede-se então, a instalação de quatro obuseiros giratórios Krupp de 280 mm (alcance efetivo de 12.000 m), em dois poços escavados na rocha, protegidos por casamatas de concreto. Concluídas as obras do Quartel de Paz, que abriga a guarnição no sopé do morro, e do Quartel de Guerra, no alto do morro, mas com a artilharia ainda em fase final de instalação e montagem, o forte foi inaugurado em 09/jan/1919.

Em 05/jul/1922, o forte foi atingido por dois tiros de canhão do Forte de Copacabana, quando este último se revoltou (04 a 06/jul/1922) (Nosso Século, v. 2:207). Um dos tiros atingiu o refeitório dos oficiais, matando quatro praças e ferindo outros quatro; o outro atingiu a muralha frontal do edifício do setor oeste, destruindo a Casa da Guarda.

No contexto dos levantes tenentistas de 1924, o forte dispara contra o Cruzador São Paulo da Marinha brasileira, que, amotinado sob a liderança do tenente da Marinha Hercolino Cascardo (04/nov), forçou a barra da baía da Guanabara rumo a Montevidéu, onde os rebeldes obtiveram asilo político (Nosso Século, v. 2:223).

Em plena Revolução de 1930, participou da ação de interceptação do navio alemão Baden, que tentava abandonar o porto do Rio de Janeiro sem permissão (out?). Ignorando as ordens de rádio para retornar ao porto, forçou a barra da baía da Guanabara, recebendo dois tiros de advertência pelo Forte do Leme. Insistindo na manobra, foi alvejado por um disparo real, que lhe destroçou o mastro principal, obrigando-o a retornar.

Pelo Decreto nr. 305 de 22/jul/1935, recebe do presidente Getúlio Vargas (1930-45) o nome de Forte Duque de Caxias, em homenagem ao Patrono do Exército, Luís Alves de Lima e Silva (1803-80). Quando da Intentona Comunista (27-28/nov/1935) permaneceu fiel às forças legalistas, tendo seu efetivo participado do cerco aos rebeldes do 3º Regimento de Infantaria na Praia Vermelha, e com a função secundária de impedir o reforço ou fuga via marítima, daquela unidade rebelada.

Foi guarnecido pelas seguintes unidades (BARRETTO, 1958:247-249):

11ª Bateria do 4º Grupo de Artilharia de Costa (1917-31)

2ª Bateria do 6º Grupo de Artilharia de Costa (1931-??)

2ª Bateria de Obuses de Costa (19??-58)

Quando da Revolução de 1964, ao lado das forças militares, ocupou o Forte de Copacabana, que ainda não havia aderido ao movimento. Tendo seus obuseiros recebido tubos de redução de 105 mm, encontra-se desativado desde 24/abr/1965, seus quartéis passando a abrigar o Centro de Estudos de Pessoal do Exército. Encontra-se aberto à visitação pública aos sábados e domingos, das 9 às 17h, com acesso pela Praça Almirante Júlio de Noronha s/nr., no Leme. O entorno do forte é mantido como Área de Proteção Ambiental (APA do morro do Leme), e do seu alto desfruta-se de uma vista panorâmica incomparável da barra da baía da Guanabara e da praia de Copacabana e suas ilhas fronteiras.

 




  • Forte Duque de Caxias (Leme)

  • Forte do Leme

  • Fort

  • 1913 (AC)

  • 1919 (AC)

  • Augusto Tasso Fragoso


  • Brazil


  • Restored and Well Conserved






  • Military Active Unit

  • 2,00 m2

  • Continent : South America
    Country : Brazil
    State/Province: Rio de Janeiro
    City: Rio de Janeiro

    Localizado no alto do Morro do Leme, no bairro do mesmo nome, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro


  • Lat: 22 57' 48''S | Lon: 43 9' 44''W



  • Encontra-se aberto à visitação pública aos sábados e domingos, das 9 às 17h, com acesso pela Praça Almirante Júlio de Noronha s/nr., no Leme. O entorno do forte é mantido como Área de Proteção Ambiental (APA do morro do Leme), e do seu alto desfruta-se de uma vista panorâmica incomparável da barra da baía da Guanabara e da praia de Copacabana e suas ilhas fronteiras.


  • A partir de 1918, finda a 1ª Guerra Mundial (1914-18), com o auxílio de técnicos alemães, quatro obuseiros giratórios Krupp de 280 mm (alcance efetivo de 12.000 m), são finalmente instalados em dois poços escavados na rocha, protegidos por casamatas de concreto.