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Forte de São Leopoldo de Sepetiba

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O Forte de São Leopoldo de Sepetiba, hoje desaparecido, estava localizado na ponta de terra que separa as atuais praias do Cardo (antiga praia de Arapiranga) e de D. Luiza (considerada como parte da praia do Piahi), sobre o Morro de Sepetiba, no Rio de Janeiro.

De acordo com Souza (1885), o Forte de São Leopoldo foi erguido em 1818 para defesa daquele ancoradouro (SOUZA, 2009: 114).

Adler Homero menciona que o Forte foi construído no plano de defesa de 1822, contexto da independência do Brasil e do medo de uma possível invasão portuguesa (CASTRO: 2009, p.359).

Sua construção objetivava impedir o desembarque inimigo no local, pois, Sepetiba por ser calma e próxima à Fazenda de Santa Cruz, era considerada um provável local de risco (Idem).

Os trabalhos ficaram sob responsabilidade do Tenente do estado-maior José Antônio Alves, com mão-de-obra feita pelos Henriques (milicianos negros) e escravos da fazenda de Santa Cruz (Ibidem, 360).

Em posição dominante, de faxina e taipa, revestido de grama, apresentava duas baterias, uma artilhada com cinco peças, batendo praia de Sepetiba e as ilhas da Pescaria e do Tatú, e outra, artilhada com quatro peças, batendo o terreno até a um alagadiço que então existia no extremo da praia. Cooperava com o Forte de São Paulo de Sepetiba, com quem cruzava fogos (Op. cit., 1885: 114). Homero descreveu de forma mais detalhada a construção da bateria, de acordo com o historiador se tratava de uma bateria alta, a 15 metros do nível do mar, os parapeitos era revestidos internamente de alvenaria, com algumas plataformas de canhões feitas em tijolo. Das 4 peças existentes todas eram de calibre 12 e havia uma caronada de 18 libras. Junto a essa posição existia um entrincheiramento baixo, com traçado italiano (com dois baluartes) de 110 metros, estava artilhada com 4 caronadas de 18 libras, feita de taipa, com três metros de espessura (Op. cit., 2009: 360).

Garrido acrescenta que todas as fortificações entre a barra de Guaratiba e Sepetiba (litoral sul do então Distrito Federal, antigo Município da Corte), se encontravam, em 1838, sob o comando único do Capitão Inácio Luiz Sodré (GARRIDO, 1940: 127). As fortificações de São Pedro, São Paulo, São Leopoldo e mais Piahi, Uripiranga e Lameiro, se encontram relacionadas entre as defesas do setor Sul ("Fortificações de Sepetiba") no "Mapa das Fortificações e Fortins do Município Neutro e Província do Rio de Janeiro" de 1863, no Arquivo Nacional (CASADEI, 1994/1995:70-71).

Ao longo do século XIX o Forte de São Leopoldo e as demais fortificações na região foram perdendo a importância defensiva, e somado com as explorações e aterros que se fizeram na região, o forte estava em ruínas em 1885 (Op. cit., 1885: 114). Hoje não há nenhum vestígio da fortificação.

 




  • Forte de São Leopoldo de Sepetiba

  • Forte de São Leopoldo

  • Fort

  • 1823 (AC)




  • Brazil

  • 1885 (AC)

  • Missing
    Hoje não há nenhum vestígio da fortificação.






  • Disappeared

  • ,00 m2

  • Continent : South America
    Country : Brazil
    State/Province: Rio de Janeiro
    City: Rio de Janeiro

    O Forte de São Leopoldo de Sepetiba, hoje desaparecido, estava localizado na ponta de terra que separa as atuais praias do Cardo (antiga praia de Arapiranga) e de D. Luiza (considerada como parte da praia do Piahi), sobre o Morro de Sepetiba, no Rio de Janeiro.


  • Lat: 22 58' 39''S | Lon: 43 41' 55''W




  • Apresentava duas baterias, uma artilhada com cinco peças, batendo praia de Sepetiba e as ilhas da Pescaria e do Tatú, e outra, artilhada com quatro peças, batendo o terreno até a um alagadiço que então existia no extremo da praia (SOUZA, 2009: 114).
    Das 4 peças existentes todas eram de calibre 12 e havia uma caronada de 18 libras. Junto a essa posição existia um entrincheiramento baixo estava artilhada com 4 caronadas de 18 libras (CASTRO: 2009, p.360).

  • Em posição dominante, de faxina e taipa, revestido de grama (SOUZA, 2009: 114).
    Segundo Castro, se tratava de uma bateria alta, a 15 metros do nível do mar, os parapeitos era revestidos internamente de alvenaria, com algumas plataformas de canhões feitas em tijolo. Junto a essa posição existia um entrincheiramento baixo, com traçado italiano (com dois baluartes) de 110 metros (CASTRO: 2009, p.360).









Contribution

Updated at 23/05/2013 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Amilton Matos).

With the contribution of contents by: Carlos Luís M. C. da Cruz.