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Forte do Arroio de Rio Grande

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O Forte do Arroio (ou Arroyo), hoje desaparecido, estava localizado às margens do Arroio Taim, próximo à Ilha do Marcial (ou Marçal), a sudoeste da antiga Vila de São Pedro, na atual cidade de Rio Grande, no litoral do Rio Grande do Sul.

O Forte de Arroio foi estabelecido por José da Silva Paes, em 1737, para proteger a Vila de Rio Grande por terra. O forte foi ampliado sob domínio espanhol, quando recebeu a denominação de São João Batista da Guarda do Arroio. Nesta época foi seu comandante espanhol o Tenente Paulo Desfile. O Comandante de Artilharia, em Rio Grande, era o Tenente-Coronel Francisco Bethezebé, ajudado pelo Tenente-Coronel Antônio Monier (BENTO, 1996: 295-295).

No entanto, em 1º de abril de 1776, o forte já pertencia novamente à Coroa portuguesa, juntamente com as demais fortificações localizadas na margem esquerda (ou margem norte) do canal da Barra, na ocasião em que as fortificações da margem direita (sul) foram conquistadas aos espanhóis, juntamente com a Vila de São Pedro (que esteve de posse espanhola desde a invasão de 1763).

O Tenente-General João Henrique Böhn tornou o Forte do Arroio centro de gravidade da defesa do Rio Grande, que estava sob ameaça do espanhol Cevallos, após a reconquista portuguesa de Rio Grande (1776). O Forte do Arroio defendia à Vila do Rio Grande por terra sobre as direções estratégicas vindas do Arroio Chuí e de Canguçu, ponto obrigatório de passagem para quem viesse do Rio Camaquã desde Rio Pardo e Santa Tecla. Ali, Böhn resolveu concentrar toda a Infantaria (BENTO, 1996: 290).

Esta fortificação está relacionada também pelo Coronel Rêgo Monteiro como integrante das defesas de Rio Grande em 1777 (GARRIDO, 1940:149). Aparece ainda identificada no mapa publicado pelo Visconde de Porto Seguro (Planta do Rio Grande do Sul e das posições das tropas beligerantes antes da vitória alcançada no dia 1º de abril de 1776, Tomo quarto, página 250 da História Geral do Brasil, 3ª edição). ver imagem nº 1556, onde consta “Forte e Guardas do Arroyo”, sendo identificada nesta época como uma posição portuguesa.

Outra iconografia (ver imagem nº 1541), mostra planta e perfil do forte, em 1777, quando foi “consertado e acrescentado com uma estrada coberta, conforme o projeto do Marechal Funck, e a execução do Capitão Montanha”, desenho publicado nas memórias do General Böhn. Interessante notar a existência de fosso, contra-escarpa, estrada coberta e glacis, repertório pouco utilizado nas fortificações do sul do Brasil.

No entanto, as mais detalhadas informações sobre essa fortificação estão no levantamento de Correia Rangel, de 1786, juntamente com outras fortificações existentes naquela Barra (RANGEL, 1786: 37) (ver imagem nº 1467). Em seu mapa, junto ao Forte, Rangel localiza ainda o "Campo do Arroyo em que estiveram abarracados no tempo da guerra os treze Regimentos da Europa, Moura, Chimorro e Bragança".

Rangel também apresenta a planta e elevação do Forte (ver imagem nº 1481), uma fortificação abaluartada, informando ainda que, à época, possuía quatro canhões de bronze de calibre 6 libras e quatro canhões de ferro, sendo três deles de calibre 12 lb e um de calibre 3 lb (RANGEL, 1786: 52-53).




  • Forte do Arroio de Rio Grande

  • Forte de São João Batista da Guarda do Arroio

  • Fort

  • 1737 (AC)

  • 1776 (AC)



  • Portugal

  • 1786 (AC)

  • Missing






  • Disappeared

  • ,00 m2

  • Continent : South America
    Country : Brazil
    State/Province: Rio Grande do Sul
    City: Rio Grande

    O Forte do Arroio (ou Arroyo), estava localizado às margens do Arroio Taim, próximo à Ilha do Marcial (ou Marçal), a sudoeste da antiga Vila de São Pedro, na atual cidade de Rio Grande, no litoral do Rio Grande do Sul.


  • Lat: 32 4' 33''S | Lon: 52 11' 58''W




  • Segundo o levantamento de Correia Rangel (TONERA&OLIVEIRA, 2015), o Forte do Arroio possuía, em 1786, quatro canhões de bronze de calibre 6 libras e quatro canhões de ferro, sendo três deles de calibre 12 lb e um de calibre 3 lb (RANGEL, 1786: 53).