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Fortim da Ilha da Restinga

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O Fortim da Ilha da Restinga localizava-se na ilha da Gamboa, mais tarde denominada ilha da Conceição (atual ilha da Restinga), na foz do rio Paraíba do Norte, atual município de Cabedelo, no litoral do Estado da Paraíba.

SOUZA (1885) menciona a existência de uma defesa, que denomina como Bateria de São Bento, em uma ilha de areia na foz do rio Paraíba do Norte, entre o Forte de Santo Antônio e o Forte do Cabedelo, com os quais colaborava à época das invasões holandesas (op. cit., p. 78-79).

BARRETTO (1958) menciona que, no contexto da conquista da Paraíba, uma expedição foi armada pelo governo da Capitania de Pernambuco. Partindo de Olinda sob o comando de João Tavares (1579), ergueu uma fortificação de campanha em uma ilha na foz do rio Paraíba do Norte, mais tarde denominada sucessivamente de ilha da Gamboa, ilha da Conceiçã ou ilha da Restinga. Esse fortim, em madeira, na ponta fronteira à barra, serviu-lhe de apoio contra as investidas dos indígenas da região, tendo sido abandonado em seguida, quando os remanescentes da expedição se retiraram para Pernambuco (op. cit., p. 111).

O mesmo autor, a propósito do Forte de São Filipe, erguido em 1584, no contexto da expedição do Almirante D. Diogo Flores de Valdés e do Capitão-mor da Paraíba Frutuoso Barbosa (e que computa como em 1582), refere que à época, o proprietário da ilha, Manoel Azevedo, nela teria erguido uma tranqueira (Tranqueira de Manoel Azevedo), com a função de vigilância (op. cit., p. 112).

No contexto da Guerra Holandesa (1630-54) a defesa existente na ilha (Bateria da ilha da Restinga) cai em poder dos holandeses (09/dez/1634), que na ocasião aprisionam o seu comandante, Capitão Pedro Ferreira de Barros, e a guarnição de 40 homens que a defendia (op. cit., p. 112).

Ocupada, será reformada por determinação do Conde Johan Maurits van Nassau-Siegen (1604-79), quando de sua visita em 1637. BARLÉU (1974) relata as providências, confiadas a Elias Herckman, diretor da Paraíba:

"Mandou que os soldados cercassem com paus e estacas uma fortificaçãozinha - a Restinga -, (...) procurando garantí-los contra os súbitos assaltos do inimigo." (op. cit., p. 76)

Sobre esta estrutura, Nassau, no "Breve Discurso" de 14/jan/1638, sob o tópico "Fortificações", informa:

"A velha obra dos portugueses na [ilha da] Restinga, que fica ao meio do rio [Paraíba do Norte], foi destruída, e substituída no mesmo lugar por um bom reduto com meios-baluartes, tendo uma bela bateria na cortina que dá para o lado do canal do rio, por onde os navios devem passar. Este lugar é tão forte como nenhum outro no Brasil; está quase a um tiro de colubrina da ilha, e é cercado d'água."

O "Relatório sobre o estado das Capitanias conquistadas no Brasil", de autoria de Adriaen van der Dussen, datado de 04/abr/1640, complementa:

"Um pouco adiante [do Forte Margarete], rio acima, em uma coroa de certa ilhazinha, está o forte da Restinga, que é um reduto grande, com meios-baluartes suficientemente elevados e com uma paliçada em volta. Entre esse forte e a terra firme da ilha há uma distância de cerca de dois tiros de mosquete e, por esse trecho, corre um braço do mar, de modo que a passagem só é possível na vazante; com a maré todo esse trecho fica inundado e impossibilitada então a passagem a vau. Neste forte estão 4 peças de bronze e 3 de ferro, a saber: 2 de 16 libras, 2 de 10 lb, sendo as de ferro 1 de 8 lb, desmontada e 2 de 4 lb."

BARLÉU (1974) transcreve essa informação, computando apenas as peças montadas: "(...) o da Restinga, que se ergue na praia, com sua paliçada, com quatro peças de bronze e duas de ferro;" (op. cit., p. 144). Com relação à paliçada, foi esta novamente determinada por Nassau na iminência do ataque de uma frota espanhola ao nordeste holandês (c. 1639): "(...) Ele próprio, dirigindo-se à Paraíba, mandou restaurar as fortificações arruinadas, providenciando cuidadosamente todo o necessário à defensão desta província. (...) Cercou também com uma paliçada semelhante [à do forte Margarida] o forte da Restinga, fronteiro ao porto." (op. cit., p. 159)




  • Fortim da Ilha da Restinga

  • Bateria de São Bento

  • Fortin

  • 1579 (AC)




  • Portugal


  • Missing






  • Disappeared

  • ,00 m2

  • Continent : South America
    Country : Brazil
    State/Province: Paraíba
    City: Cabedelo

    Localizava-se na ilha da Gamboa, mais tarde denominada ilha da Conceição (atual ilha da Restinga), na foz do rio Paraíba do Norte, atual município de Cabedelo, no litoral do Estado da Paraíba.


  • Lat: 6 59' 46''S | Lon: 34 51' 25''W




  • O "Relatório sobre o estado das Capitanias conquistadas no Brasil", de autoria de Adriaen van der Dussen, datado de 04/abr/1640, afirma: "Neste forte estão 4 peças de bronze e 3 de ferro, a saber: 2 de 16 libras, 2 de 10 lb, sendo as de ferro 1 de 8 lb, desmontada e 2 de 4 lb."

  • Inicialmente constituído de madeira.
    Sobre esta estrutura, Nassau, no "Breve Discurso" de 14/jan/1638, sob o tópico "Fortificações", informa: "A velha obra dos portugueses na [ilha da] Restinga, que fica ao meio do rio [Paraíba do Norte], foi destruída, e substituída no mesmo lugar por um bom reduto com meios-baluartes, tendo uma bela bateria na cortina que dá para o lado do canal do rio, por onde os navios devem passar. Este lugar é tão forte como nenhum outro no Brasil; está quase a um tiro de colubrina da ilha, e é cercado d'água."
    O "Relatório sobre o estado das Capitanias conquistadas no Brasil", de autoria de Adriaen van der Dussen, datado de 04/abr/1640, complementa: "(...) é um reduto grande, com meios-baluartes suficientemente elevados e com uma paliçada em volta".

  • Foi reformada por determinação do Conde Johan Maurits van Nassau-Siegen, em 1637, quando estava ocupada por forças holandesas.








Contribution

Updated at 23/05/2013 by the tutor Roberto Tonera.

With the contribution of contents by: Carlos Luís M. C. da Cruz.