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Forte Duque de Caxias de Itaipu

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O “Forte Duque de Caxias de Itaipu”, popularmente referido apenas por “Fortaleza de Itaipu”, localiza-se na Ponta de Itaipu, em Praia Grande, dominando a barra de São Vicente, no litoral do estado de São Paulo.

Constitui-se num complexo integrado por três fortificações denominadas Duque de Caxias, Jurubatuba e General Rego Barros.

História

No contexto da Revolta da Armada de 1893, o 2.º presidente do estado de São Paulo, Bernardino José de Campos Júnior (1892-1896), teve a oportunidade de constatar, em pessoa, a precariedade do sistema defensivo da barra de São Vicente, acesso ao porto de Santos, à época constituído apenas pela Fortaleza de Santo Amaro e pelo Forte Augusto. Decidiu-se assim modernizar aquela defesa.

O projeto do novo forte data de 1896. 

Em 1901 foram encomendados à Alemanha, seis canhões Krupp 150 mm L/50.

Os trabalhos tiveram início no ano seguinte (1902), em decorrência do Aviso n.º 5 do Plano de Defesa de Santos, por ordem do 4.º Presidente do Brasil, Manoel Ferraz de Campos Salles (1898–1902). Para esse efeito, a Comissão passou a contar com o auxílio do 24.º Batalhão de Infantaria, acampado na Praia Grande, sob o comando do capitão Tude Bastos Neiva Lima, tendo se desenvolvido as obras de infraestrutura (contenção de encostas, abertura de estradas e construção de pontes de acesso e de um viaduto com vão livre de 20 metros e flecha de seis metros).

A partir de 1903 teve início a construção da primeira bateria, que tinha a função de assegurar a defesa do conjunto contra um ataque terrestre. Inaugurada em 1909 com a designação de Bateria Gomes Carneiro, era composta por um Paiol, um Posto de Observação e canhoneiras. Situa-se na curva do cotovelo da estrada que demandava para a Ponta de Itaipu.

As obras foram executadas sob a direção do Coronel Ximeno Villeroy (GARRIDO, 1940:135).

Em 5 de novembro de 1918 foi inaugurada a Segunda Bateria do 5.º Distrito da Artilharia de Costa, denominada Forte Duque de Caxias.

Em 3 de outubro de 1919 foi inaugurado o aquartelamento da Primeira Bateria, vindo a receber canhões franceses Schneider-Canet de 150mm (com alcance de 9 quilómetros) em 12 de junho de 1920, passando a ser designado como Forte Jurubatuba, em homenagem à Ponta de mesmo nome, onde se localizava. No mesmo ano, a fortificação constituída pelas baterias Gomes Carneiro, Duque de Caxias e Jurubatuba recebeu a designação de 3.º Grupo de Artilharia de Costa - Fortaleza de Itaipu.

No contexto da Revolução Constitucionalista de 1932, a guarnição do forte esteve ao lado dos revolucionários que lutavam contra o governo do presidente Getúlio Vargas (1930-1945) (GARRIDO, 1940:136). Na ocasião, bombardeado por uma esquadrilha de hidroaviões Savoia-Marchetti S.55 governistas, a guarnição substituiu estrategicamente os canhões Schneider-Canet por réplicas de madeira pintada, e embarcou a verdadeira artilharia e munição no chamado "Fantasma da Morte", um trem adaptado pelos revolucionários, utilizado na linha de combate.

Em 24 de maio de 1934 o 3.º Grupo de Artilharia de Costa passou a ser designado como 5,º Grupo de Artilharia de Costa.

Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foram realizados estudos visando o aperfeiçoamento do sistema de defesa existente, que indicaram a necessidade de aumentar o poder de fogo da fortaleza. Como decorrência teve início a construção da Terceira Bateria, denominada de Forte General Rego Barros. Em estado de alerta, assegurando a navegação naquele trecho das águas territoriais brasileiras, em 1942 os antigos canhões foram substituídos por peças Vickers-Armstrong de 152,4mm, modelo de 1917, adquiridos aos Estados Unidos. Cada peça pesava cerca de 11 toneladas, tinha alcance de tiro de até 18.000 metros e cadência de até 3 tiros por minuto (MORI, 2003:211).

Na década de 1950 o forte encontrava-se guarnecido pelo 5.º Grupo de Artilharia de Costa, ainda artilhado com os Schneider-Canet de 150mm (BARRETTO, 1958:267).

Em 31 de março de 1960, o 5.º Grupo de Artilharia de Costa, composto pelas baterias Gomes Carneiro, Jurubatuba e Duque de Caxias, foi extinto. A partir de 1 de abril do mesmo ano, o 6.º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado (6º GACosM), que possuía a sua sede em Santos, ocupou as instalações da fortaleza.

A partir de 1994 as suas instalações foram abertas à visitação pública.

Em 1999, os Vickers-Armstrong foram substituídos pelo sistema de saturação de área ASTROS II, de origem brasileira, considerado uma cortina de defesa virtual.

Em 2004 o 6.º GACosM deixou a fortaleza. O complexo encontra-se sob jurisdição do Governo Federal, administrado pelo Exército Brasileiro, e sedia o 2.º Grupo de Artilharia Antiaérea (2.º GAAAe) – “Grupo José Bonifácio e Fernando de Noronha”.

Características

Exemplar de arquitetura militar, acasamatado, edificado em concreto, enquadrado num exuberante trecho de Mata Atlântica preservada.

A Bateria Gomes Carneiro esteve artilhada com peças Krupp de 75mm.

O Forte Duque de Caxias apresenta terrapleno voltado para o mar aberto e dependências de apoio subterrâneas. Esteve artilhado com artilhado com quatro Schneider-Canet de 150 mm

O Forte da Ponta de Jurubatuba apresenta terrapleno voltado para o interior da baía e dependências de apoio subterrâneas. Esteve artilhado com dois Schneider-Canet de 150 mm.

O Forte General Rego Barros, totalmente subterrâneo, apresenta planta em forma de "U" definindo os dois acessos.




  • Forte Duque de Caxias de Itaipu

  • Fortaleza de Itaipu

  • Fortress

  • 1902 (AC)


  • Erico Augusto de Oliveira


  • Brazil


  • Restored and Semiconserved




  • +55 13 3473-3223


  • Military Active Unit

  • ,00 m2

  • Continent : South America
    Country : Brazil
    State/Province: São Paulo
    City: Praia Grande

    Av. Mal. Mallet, 01 - Canto do Forte,
    Praia Grande - SP, 11700-405, Brasil


  • Lat: 24 1' 53''S | Lon: 46 23' 60''W



  • Atualmente, as instalações do forte encontram-se abertas à visitação pública, aos sábados, domingos e feriados (diariamente durante a temporada de verão) das 10h00 às 18h00.
    Como chegar:
    1 - Partindo do centro de Praia Grande: Av. Presidente Castelo Branco - Rua Gaspar Viana - Av. Mal. Mallet.
    2 - Vindo pela Rodovia Pe. Manoel da Nóbrega, de São Vicente ou da Rodovia dos Imigrantes: ao chegar ao trevo de entrada de Praia Grande, entrar na Av. Mal. Mallet, seguindo até seu final.


  • Foi artilhada, inicialmente, com seis canhões Krupp 150mm L/50.
    O Forte Duque de Caxias foi artilhado com quatro canhões Schneider-Canet de 150 mm; o Forte da Ponta de Jurubatuba, concluído em 1920, foi armado com dois canhões também Schneider-Canet de 150 mm. Havia ainda a Bateria Gomes Carneiro, armada com canhões Krupp de 75 mm.
    Em 1942 os modelos antigos de canhões foram substituídos por Vickers-Armstrong de 152,4 mm, comprados nos Estados Unidos, modelo de 1917, pesando cerca de 11 toneladas, com alcance de tiro de até 18.000 metros e cadência de até 3 tiros por minuto (MORI, 2003:210-11).

  • Possui o estilo "cortina invisível", por apresentar construção subterrânea.
    A partir de 1903, inicia-se a construção da primeira bateria, e em seguida, entre 1904 e 1906, são levantados o Quartel, o Paiol, a Casa do Comandante e outras edificações. A partir de 1909 é iniciada a segunda bateria, de obus (Bateria General Carneiro), e no ano seguinte as obras complementares. As suas obras foram executadas pelo Coronel Ximeno Villeroy (GARRIDO, 1940:135). Inaugurado, o forte foi posteriormente ampliado e melhorado.
    Entre 1911 e 1917, deu-se a construção do Forte Duque de Caxias. Em seguida, outros fortes foram construídos: Jurubatuba, em 1919, e General Rego Barros, em 1942.









Contribution

Updated at 20/05/2019 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

With the contribution of contents by: Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Projeto Fortalezas Multimidia (Mayra) (1), Projeto Fortalezas Multimidia (Elisangela) (1).