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Santa Teresa Fortress

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A Fortaleza de Santa Teresa está localizada no departamento de Rocha, distante aproximadamente 300 Km de Montevidéu, no Uruguai, a pouco mais de 50 Km da divisa com o sul do Brasil.

A fortificação, embora em terras do domínio espanhol, teve origem portuguesa. Após 12 dias de marcha, por terra, do Rio Pardo ao Chuí, um contingente do legendário Regimento dos Dragões do Rio Pardo, sob comando do Coronel Thomaz Luiz Osório, atingiu os domínios da Espanha em 10 de setembro de 1762. Havia na tropa 400 homens e 10 canhões pequenos. No dia 10 de outubro de 1762, o Coronel Osório, ao saber que o General espanhol Pedro Cevallos havia cercado a Colônia de Sacramento, dá início à construção de uma fortaleza no local conhecido como Castilhos. Batizou-a com o nome de Santa Teresa, no dia 15 de outubro, data em que se comemora a festa dessa padroeira (BENTO, 1996: 22). Em 19 de abril de 1763, a ofensiva do General espanhol tomou posse do baluarte lusitano. Santa Teresa é reedificada por Cevallos como uma fortificação de grande envergadura, com a forma de um pentágono irregular de 642 metros de perímetro, possuindo cinco baluartes, e sendo erguida em pedra lavrada a partir dos projetos do engenheiro Francisco Rodriguez Cardozo e, em seguida, do engenheiro Juan Bartolomé Howel, verdadeiro criador da Fortaleza atual, concluída em 1776.

A Fortaleza de Santa Teresa era um dos pontos que demarcava as duas vias de penetração espanhola: pelo litoral e pela campanha (interior). A via do litoral era demarcada pelo eixo atual: Montevidéu – Maldonado – Forte de Santa Teresa – Arroio Chuí – Taím – Rio Grande – São José do Norte – Estreito – Porto Alegre. Esta via foi usada, efetivamente, pelo General Cevallos para invadir o Rio Grande em 1763, e alcançou até São José do Norte.

A via de campanha (pelo interior) era demarcada pelo eixo atual: Montevidéu – Santa Teresa – Mello (antigo Forte Cerro Largo, em 1801) – Ageguá – Bagé – Torquato – Severo – Lavras do Sul – Caçapava do Sul – Encruzilhada do Sul – Rio Pardo. A construção da fortaleza, numa estreita faixa de terra entre o pântano e o mar, tinha por objetivo assegurar o avanço espanhol ao longo destas duas vias (BENTO, 1996: 334).

A Fortaleza de Santa Teresa recebeu um acabamento mais acurado devido à existência no local de pedras de granito. Devido as suas dimensões e localização, é considerada mais importante que o Forte de São Miguel, também no Chuy, porém localizado mais próximo da divisa com o Brasil.

Santa Teresa apresenta planta em forma de um pentágono quase regular (as condições topográficas provavelmente foram a causa do emprego de uma geometria imperfeita), com baluartes nos vértices. Sólidas plataformas construídas internamente ao longo das muralhas serviam tanto para plano de manobras dos canhões, como para proteção a um amplo pátio interno. Para o deslocamento das peças de artilharia, os diversos planos eram ligados por rampas. Na periferia do pátio, e por trás da muralha interna, estavam convenientemente distribuídas as várias construções, necessárias ao funcionamento da fortificação: a Casa do Comandante, a Capela e Quartel dos Oficiais, a Casa da Pólvora, o Alojamento dos Soldados, a Cozinha, o Depósito de Mantimentos e as diversas oficinas. Entre os edifícios e a muralha haviam espaços reservados à guarda dos cavalos. Ainda não foi descoberto onde estava localizado o poço de água, indispensável ao abastecimento, em especial no caso da fortaleza estar sitiada.

A Fortaleza retorna a mãos portuguesas a partir de 1811. Permanece até 1828 sob o domínio agora brasileiro (a partir da independência do Brasil, em 1822), quando é retomada pelas forças de emancipação uruguaia.

Com a perda de sua importância militar permanece praticamente abandonada até 1895, quando foi convertida em um presídio. O processo de restauração definitiva da fortaleza, bem como do parque ambiental que a envolve, toma impulso em 1927, a cargo da Comissão Restauradora, formada pelos arquitetos Baldomir e Capurro, e pelo historiador Horácio Arredondo.

A Fortaleza de Santa Teresa, hoje restaurada e bem conservada, abriga um museu sobre a história da própria fortaleza e sobre o funcionamento de sua força militar no século XVIII. Localizada entre os povoados de pescadores "Punta del Diablo" e o Balneário "La Coronilla", no Departamento de Rocha, Rota 9, Km 303, integra o Parque Nacional Santa Teresa e pode ser visitada durante todos os dias, no verão, das 10:00 às 19:00h. No inverno, é necessário confirmar horário.




  • Santa Teresa Fortress

  • Forte de Santa Teresa

  • Fortress

  • 1762 (AC)

  • 1797 (AC)

  • Juan Bartolomé Howel

  • Pedro Antonio Cevallos Cortes y Calderon

  • Portugal


  • Restored and Well Conserved
    Encontra-se bem conservada e restaurada pelo governo do Uruguai.

  • Other: tell us by e-mail
    Encontra-se bem conservada e restaurada pelo governo do Uruguai.

  • Ejército Nacional del Uruguay

  • Ejército Nacional del Uruguay

  • (598) 477 2101/02

  • sepae@ejercito.mil.uy

  • Historical military museum
    Abriga hoje um museu sobre a história da própria fortaleza e sobre o funcionamento de sua força militar no século XVIII.

  • ,00 m2

  • Continent : South America
    Country : Uruguay
    State/Province: Rocha
    City: Chuy

    Localizada numa estreita faixa de terra entre o pântano e o mar, no Uruguai, a Fortaleza faz parte do Parque Nacional de Santa Teresa, no departamento de Rocha, entre os povoados de pescadores "Punta del Diablo" e o Balneário "La Coronilla". No Chuy, distante aproximadamente 300 Km de Montevidéu, no Uruguai, a pouco mais de 50 Km da divisa com o sul do Brasil.


  • Lat: 33 58' 22''S | Lon: 53 32' 56''W


  • Localizada entre os povoados de pescadores "Punta del Diablo" e o Balneário "La Coronilla", no Departamento de Rocha, Rota 9, Km 303, integra o Parque Nacional Santa Teresa.

  • Aberta à visitação. Pode ser visitada durante todos os dias, no verão, das 10:00 às 19:00h. No inverno, é necessário confirmar horário.



  • Primeiramente foi construída uma trincheira de terra e pau-a-pique e em seguida um forte.
    Recebeu um acabamento mais acurado devido à existência no local de pedras de granito.
    Santa Teresa é reedificada por Cevallos como uma fortificação de grande envergadura, com a forma de um pentágono irregular de 642 metros de perímetro, possuindo cinco baluartes, e sendo erguida em pedra lavrada. Recebeu um acabamento mais acurado devido à existência no local de pedras de granito.

  • O processo de restauração definitiva da fortaleza, bem como do parque ambiental que a envolve, toma impulso em 1927, a cargo da Comissão Restauradora, formada pelos arquitetos Baldomir e Capurro, e pelo historiador Horácio Arredondo.