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Reduto de Laguna Cierva

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O “Reduto de Laguna Cierva” (em castelhano “Reducto de Laguna Cierva”), também referido como “Reducto Cierva” e “Fuerte del Estabelecimento” localizava-se na margem direita do rio Paraguai, fronteiro à Fortaleza de Humaitá, poucos quilómetros a leste da localidade de Las Palmas, em território hoje pertencente ao Departamento Bermejo, Província do Chaco, na República Argentina.

História

Foi erguido por determinação de Francisco Solano López durante a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), como um reduto que, em cooperação com a Fortaleza de Humaitá, tinha a função de fechar o acesso, por via fluvial, à capital do Paraguai, a cidade de Asunción.

À época do conflito estava defendido por 500 homens e artilhado com 9 peças.

Sofreu quatro tentativas de assalto por parte das forças aliadas no contexto da passagem de Humaitá (19 de fevereiro de 1868), em uma operação conjunta, fluvial e terrestre, esta última a cargo do 16.º Batalhão de Infantaria brasileiro e do 31.º de Voluntários da Pátria (os "capoeiras" da Corte). Destacou-se a força de seis pequenos couraçados (“monitores”) sob o comando de Delfim Carlos de Carvalho, que sob o fogo cruzado paraguaio conseguiu romper as cadeias que fechavam o curso do rio, alcançando Asunción a 24 de fevereiro de 1868, cidade que bombardeou. Por este feito Carlos de Carvalho foi agraciado por Pedro II do Brasil (1840-1889) com o título de Barão da Passagem.

De acordo com a historiografia paraguaia, após repelir o quarto assalto, esgotadas as munições, o comandante do reduto, major Antonio Olavarrieta, ordenou a retirada das tropas paraguaias nas embarcações “Tacuarí” e “Ygurey”, que apoiavam a defesa do reduto, rumo à Fortaleza de Humaitá, na margem oposta do rio.

O militar brasileiro Dionísio Cerqueira, nas suas “Reminiscências da Campanha do Paraguai”, legou-nos uma descrição do momento:

(...) Logo adiante, topamos com um fosso largo e profundo. Do outro lado, erguia-se alto portão, feito de pranchões horizontais pregados em vigas a prumo. Era a ponte levadiça do reduto que estava levantada. Os paraguaios do piquete passaram por uma pequena brecha entre o portão e o parapeito. (...). Atirei-me ao fosso com os meus homens e subimos por um laço de couro cru trançado, que pendia na escarpa, preso a uma viga do portão. A trincheira estava ainda um pouco guarnecida. Entramos na brecha por onde passou o piquete, e gritamos, com todas as forças aos nossos, que avançavam: ‘Corram, venham que não há ninguém!’ Era tarde: os paraguaios subiam, a toda, dos quartéis situados na baixada.” (CERQUEIRA, 1980:219)

Abandonado, o reduto foi ocupado pelas tropas brasileiras. As perdas aliadas foram estimadas em 1200 homens (entre mortos e feridos) e as paraguaias em 150, além das 9 peças de artilharia.

O episódio foi retratado pelo pintor italiano Edoardo De Martino, em obra hoje no acervo do Museu Naval e Oceanográfico do Rio de Janeiro.

DONATO (2001) refere esta fortificação como uma bateria. (Op. cit., p. 284)




  • Reduto de Laguna Cierva

  • Reducto Cierva, Fuerte del Estabelecimiento

  • Reduto




  • Francisco Solano López Carrillo

  • Paraguai


  • Desaparecida

  • Monumento Sem Proteção Legal





  • Desaparecida

  • ,00 m2

  • Continente : América do Sul
    País : Argentina
    Estado/Província: Chaco
    Cidade: Las Palmas



  • Lat: 27 3' 30''S | Lon: 58 30' 56''W




  • 1868: 9 peças de artilharia










Contribuições

Atualizado em 09/08/2016 pelo tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contribuições com mídias: Carlos Luís M. C. da Cruz (2).