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Atalaia de Belmonte

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A “Atalaia de Belmonte”, também referida como “Castelo de Belmonte” e “Baluarte de Belmonte”, localiza-se na margem esquerda do rio Almansor (ribeira de Santo Estevão ou ribeira de Canha), a cerca de 10 quilómetros de Samora Correia, na freguesia de mesmo nome, concelho de Benavente, distrito de Santarém, em Portugal.

Integrava uma rede defensiva mais ampla que compreendia outras fortificações medievais na região, como os Castelo de Almada, Castelo de Cabrela, Castelo de Coina-a-Velha, Castelo de Palmela, Castelo de Sesimbra e o Castelo de Setúbal.

História

Em fins do século XII, enquanto comenda da Ordem de Santiago, vinculada ao termo de Palmela, Belmonte adquiriu alguma projeção sob os pontos de vista militar, eclesiástico e administrativo. Constituía o seu ponto estratégico mais avançado a noroeste e definia os limites com Coruche, através da ribeira de Canha ou de Santo Estevão. A individualização de Benavente, promovida pelos freires de Santa Maria de Évora (posteriormente Ordem de Avis), e materializada na outorga da carta de foral (25 de março de 1200), conduziu ao desmembramento desta do Castelo de Coruche, passando a ribeira a delimitar os termos de Palmela e de Benavente.

A atalaia, erguida anteriormente a 1207 conforme a documentação coeva, que a refere como “Castelo de Belmonte”, constituiu um elemento essencial na consolidação e posse das terras marginais do Baixo Tejo, reconquistadas pelos cristãos.

O surgimento de um núcleo urbano, mais a norte, denominado “Çamora” (atual Samora Correia), com carta de foral datada de 1510, conduziu ao abandono quase sistemático deste local.

No entanto, ainda no século XVI a atalaia de Belmonte fez concentrar em torno de si um conjunto de casas térreas, uma construção de maiores dimensões que constituiria a morada dos Comendadores e uma ermida sob a invocação de São João, conforme referido na documentação relativa a uma Visitação do século XVI.

No século XVIII, as “Memórias Paroquiais”, compiladas pelo padre Luís Cardoso em 1758, referem a existência de Belmonte como um dos lugares de Samora Correia com doze vizinhos.

O conjunto chegou aos nossos dias em ruínas, tendo sido objeto de campanhas de prospecção arqueológica nos anos de 1995 a 1997.

Características

O conjunto, de planta quadrangular, constitui-se por uma sólida estrutura torreada de planta circular, em torno da qual se dispõe casas baixas para a guarnição, uma casa de maiores dimensões para o comendador, uma ermida e um túnel para o rio. Em sua construção foi empregada a matéria-prima mais abundante na região, os calhaus rolados, toscamente argamassados.

Bibliografia

AMARO, Clementino; GONÇALVES, Cristina. “A atalaia de Belmonte na fronteira dos territórios da Ordem de Santiago”. In: “Mil Anos de Fortificaçoes na Península Ibérica e no Magreb (500-1500): Simpósio Internacional sobre Castelos 2000”, Castelos, 2002, ISBN 972772308X , p. 477-484.




  • Atalaia de Belmonte

  • Castelo de Belmonte, Baluarte de Belmonte

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  • Portugal


  • Abandoned Ruins

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    Encontra-se compreendido na Reserva Natural do Estuário do Tejo.





  • Ruins

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Santarém
    City: Benavente



  • Lat: 38 -56' 22''N | Lon: 8 53' 24''W





  • Calhau rolado, toscamente argamassado.









Contribution

Updated at 13/07/2017 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.