Relatório do Ministro da Guerra, Luís Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias (1876-1877)

"Relatório apresentado à Assembleia Geral Legislativa na Primeira Sessão da Décima Sexta Legislatura pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Guerra, Duque de Caxias, (1876-1877)".

No que se refere às fortificações do Império, na página 12, o relatório informa que algumas das baterias das fortalezas do porto do Rio de Janeiro estavam guarnecidas com artilharia de costa de grosso calibre, dos sistemas Whitworth e Armstrong.

Na página 19, o documenta menciona obras em andamento em algumas das fortificações do Rio de Janeiro, entre elas um quartel à prova de bomba na Fortaleza de Santa Cruz e um caminho de acesso às baterias casamatadas da Fortaleza de São João.

Na página 29, o relatório informa que cinco canhões de calibre 120 do sistema Whitworth estavam instalados nas baterias da Fortaleza de Santa Cruz, montados sobre reparos de ferro destinados a grandes bocas de fogo, fabricados diretamente pelo Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro. O documento salienta a qualidade e ineditismo da fabricação própria desses reparos, antes importados da Inglaterra. Na página seguinte, cita-se que duas oficinas de coronheiros e espingardeiros estavam funcionando a contento na fábrica de armas instalada na Fortaleza da Conceição.

Na página 39, o documento menciona as fortificações que se mandou construir e já se encontravam concluídas e armadas: Tabatinga, Corumbá e Uruguaiana. Na página 40, o relatório aborda as colônias e presídios militares: Óbidos, no Pará; São Pedro de Alcântara do Gurupy, no Maranhão; Avanhandava, em São Paulo; Urucú, em Minas Gerais; Jatahy, no Paraná; e Santa Teresa, em Santa Catarina.

Nos anexos do relatório [na página 56 do arquivo PDF], há a informação sobre um batalhão de artilharia instalado na Fortaleza de Santa Cruz (Niterói) que forneceria as guarnições para as fortalezas da Barra e porto do Rio de Janeiro. Outros dois batalhões de artilharia, um em Mato Grosso e outro no Amazonas, dariam as guarnições para as fortificações das respectivas fronteiras.

Também nos anexos [entre as páginas 68 e 71 do arquivo PDF] se menciona o projeto de regulamentação das fortificações do Império, que se encontrava quase concluído, aguardando um capítulo referente à aplicação do sistema penitenciário às prisões das fortalezas.

Outro anexo [à página 82 do arquivo PDF] menciona uma inspeção realizada nas fortificações do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, em 1875, pelo capitão José Pereira da Graça Júnior.

Entre as páginas 82 e 84 são descritas em detalhes as obras realizadas e armamentos instalados na Fortaleza de Santa Cruz, na Fortaleza da Praia de Fora (Jurujuba), no Forte do Pico, no Forte de Dom Pedro II (Imbuí), na Fortaleza de São João, no Forte da Laje, no Forte de Gragoatá e no Forte do Morro da Viúva. As despesas com essas obras estão discriminadas às páginas 97 e 98 dos anexos do relatório.

Já entre as páginas 85 e 89, o relatório aborda o armamento utilizado em algumas das fortificações, descrevendo as peças de artilharia e detalhando os diversos tipos e procedências dos reparos utilizados pelos canhões de grosso calibre.

Nas páginas 89 e 90, o relatório apresenta um sumário de diversos outros assuntos estudos no âmbito da Comissão de Melhoramentos do Material do Exército, entre outros: exame da planta da parte concluída das fortificações que se executavam na Vila de Corumbá (sob a direção do major Joaquim da Gama Lobo d'Eça); a determinação de padrões para os sacos dos diferentes canhões em serviço nas fortificações Império; projeto de uma doca do porto da Fortaleza de Santa Cruz; informações sobre o Forte de São João, em Vitória; informações sobre o armamento mais conveniente para a Fortaleza de Anhatomirim; organização de tabela de cargas para canhões em uso nas fortaleza; parecer sobre a memória escrita pelo major Manoel José Pereira Júnior, tendo como título: "Questão sobre o emprego dos presos sentenciados das fortalezas...", entre outros temas.

Nas páginas 90 e 91, o relatório aborda as espécies e calibres da artilharia de campanha em serviço no Exército. Entre as página 91 e 97, se aborda diversos assuntos referentes a reparos, diversos tipos de armas, pólvoras, entre outros assuntos pertinentes.

Entre as páginas 141 e 164, o relatório traz uma relação de próprios nacionais pertencentes ao Ministério da Guerra, separados por província, no qual diversas fortificações são mencionadas: Forte do Morro do Castelo, Fortaleza da Praia Vermelha, Fortaleza de São João, Forte de São Gabriel, Forte D. Pedro II [Caçapava], incluindo-se também algumas fortificações passageiras construídas em Caçapava em função da Guerra do Paraguai, Forte de São João [do Estreito], Quartel do Campo do Manejo, Novo Depósito de Artigos Bélicos, entre outros.

Em anexo também, foi publicado o "Relatório apresentado à Assembleia Geral Legislativa na Segunda Sessão da Décima Sexta Legislatura pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Guerra, Duque de Caxias", referente ao ano de 1877 [entre as páginas 166 e 189 do arquivo PDF].

Entre as páginas 170 a 172 o relatório faz um histórico dos aperfeiçoamentos realizados no material de artilharia que guarnecia as fortificações do litoral.

Nas páginas seguintes repetem-se algumas informações já apresentadas no relatório anterior.

  • Printed Document
  • Luís Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias)
  • Empresa do Figaro
  • 1877
  • Rio de Janeiro
  • Portuguese
  • In: Relatório do Ministério da Guerra, Rio de Janeiro, 1877, 189 p. Disponível em: http://memoria.bn.br/pdf/720950/per720950_1877_00001.pdf; acesso em 27/11/2018.
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Contribution

Updated at 13/12/2018 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Daniela Marangoni Costa).



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