Relatório do Ministro da Guerra, João José de Oliveira Junqueira, em 1875

"Relatório apresentado à Assembleia Geral Legislativa na quarta sessão da décima quinta legislatura pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Guerra, João José de Oliveira Junqueira (1875)".

Relativo às fortificações, na página 13, o relatório informa que a Comissão de Exame da Legislação do Exército tinha a seu encargo o projeto de regulamentos para as fortalezas do Império.

Diz o relatório (página 75 e 76 do arquivo PDF) que a organização de um regulamento para as fortificações do Império, quer consideradas no estado de paz, quer no de guerra e sitio é uma necessidade para o país. As fortificações são as chaves dos portos do Império e de algumas das nossas fronteiras, e, para o futuro, o serão de todas. Entretanto, ainda não se acha regulado o seu serviço, dependente hoje só da vontade e zelo dos respectivos comandantes, não havendo, por conseguinte, a necessária uniformidade. Nem ao menos estão elas devidamente classificadas. Um projeto de regulamento nesse sentido, organizado pela 3ª secção, depois de examinado e estudado com todo o cuidado em diversas conferências, já tem sido discutido em vários de seus artigos pela Comissão Geral, e acha-se por isso adiantado e brevemente será aprovado.

Nas páginas 14 a 16, cita um relatório anexo de autoria do Marechal de Campo José de Victória Soares de Andréa, abordando as obras de fortificação da Barra e do Porto do Rio de Janeiro, e mencionando estudos para utilizar torpedos nas fortificações e uma série de outros modernos armamentos (ver também nas página 86 a 114 do arquivo PDF, nos anexos do relatório, detalhada descrição sobre esses temas).

Na página 30, o documento informa que o Arsenal de Guerra construiu dois reparos de ferro do sistema Scott para dois canhões de calibre 120 do sistema Whitworth que encontravam-se desmontados na Fortaleza de Santa Cruz (RJ). Em seguida, cita as oficinas de coronheiros e espingardeiros instalada na Fortaleza da Conceição (RJ).

Na página 32, menciona o Forte do Buraco, localizado no istmo entre Recife e a cidade de Olinda.

Na página 40 do relatório, ao falar sobre as Obras Militares, cita-se os reparos efetuados nas fortificações do Rio de Janeiro: São João da Barra, Santa Cruz, Laje, Praia de Fora e Imbuí, entre outros serviços em quartéis e demais edifícios militares.

Entre as páginas 42 e 44, são relacionadas as obras realizadas nas fortificações das demais províncias do Império, entre outros edifícios militares: Forte de São Joaquim do Rio Branco (Boa Vista/RR), Tabatinga e Içá (Amazonas) Forte do Castelo (Belém/PA), Forte de Óbidos (Pará), fortes de São Luís, de São Marcos e de Santo Antônio (São Luís/MA), Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção (Fortaleza/CE), Forte dos Reis Magos (Natal/RN), Fortaleza do Cabedelo (Paraíba), fortes das Cinco Pontas e do Brum (Recife/PE), fortes de Santo Antônio da Barra e de São Diogo (Salvador/BA), forte (talvez Nossa Senhora do Monserrate) junto à Alfândega (Santos/SP), Hospital Militar da Boa Vista e Quartel do Campo do Manejo (na atual Florianópolis/SC).

Nas páginas 44 e 45, o relatório comenta sobre a proteção de fronteiras e as obras realizadas nas fortificações de Mato Grosso, Amazonas e Rio Grande do Sul e na página 49, o documento destaca a Colônia Militar de Itapura (São Paulo).

Na página 83 do arquivo PDF (nos anexos do relatório) é informado que o major Ernesto Augusto da Cunha Mattos, em janeiro de 1874, foi nomeado para a Commissão de Engenheiros encarregada de fortificar a campanha da Provincia do Rio Grande do Sul.

Na página 84 do PDF, o documento informa que, em dezembro de 1874, o coronel Luiz Guilherme Woolf foi nomeado comandante da Fortaleza de São João da Barra (RJ) e do Corpo de Aprendizes Artilheiros.

Na página 162 do arquivo PDF, o relatório menciona o Forte do Morro do Castelo, no Rio de Janeiro.

Um quadro demonstrativo dos prazos de terras concedidos nas colônias militares e civis (na página 256 do arquivo PDF) cita as seguintes colônias: Dom Pedro II, Óbidos e São João de Araguaya no Pará; São Pedro de Alcântara no Maranhão; Pimenteiras em Pernambuco; Leopoldina em Alagoas; Ilhéus na Bahia; Santa Leopoldina, Timbuí e Rio Novo no Espírito Santo; Santa Isabel e Januária em Goiás; Itapura, Cananéia e Avanhandava em São Paulo; Jatahí e Assunguy no Paraná; Príncipe Dom Pedro, Santa Teresa e Blumenau em Santa Catarina; Caseros no Rio Grande do Sul; Urucu e Mucuri em Minas Gerais.

  • Printed Document
  • João José de Oliveira Junqueira
  • Typographia Carioca
  • 1875
  • Rio de Janeiro
  • Portuguese
  • Relatório do Ministro da Guerra, 1875, Rio de Janeiro, 258 p. Disponível em: http://memoria.bn.br/pdf/720950/per720950_1875_00001.pdf; acesso em 28/09/2018.
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Updated at 03/10/2018 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Daniela Marangoni Costa).



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