Relatório do Ministro da Guerra, Manuel Luís Osório, Marquês de Herval, em 1878

"Relatório apresentado à Assembleia Geral Legislativa na Primeira Sessão da Décima Sétima Legislatura pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Guerra, Marquês de Herval [Manuel Luís Osório], em 1878".

No que se refere às fortificações, o relatório informa, na página 14, que a Comissão de exame da legislação do Exército finalizou o "Projeto de regulamento para as fortificações do Império".

Na página 23, o documento menciona seis reparos de ferro para canhões Whitworth de calibre 120, fabricados no Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro e instalados Fortaleza de Santa Cruz da Barra.

Na página 26, o relatório cita que o Laboratório Pirotécnico do [Forte do] Campinho estava em condições de suprir as munições e artifícios necessários para o serviço de todos os corpos e fortalezas do Império.

Na página 29, o documento informa que 1º batalhão de artilharia a pé passou a estar aquartelado na Fortaleza de Santa Cruz (RJ). Ainda nessa página, menciona-se que estão em andamento as obras de construção das Trincheiras da cidade de Rio Grande, sob o comando do major Ernesto Augusto da Cunha Mattos.

Na página 30, o relatório menciona que as fortalezas de São João e Santa Cruz, na barra do Rio de Janeiro, tiveram suas principais baterias acasamatadas e a antiga artilharia lisa foi substituída por grossos canhões Whitworth e Armstrong. As demais fortificações do Império continuavam nas mesmas condições anteriores, tanto de instalações quanto de armamentos.

Na página 31, o relatório informa que o Arquivo Militar voltava a ser o único centro de obras militares em todo o Império, incluindo as obras em fortificações.

Na página 34 e 35, o documento comenta sobre a comissão encarregada de formular um plano de organização para todas as colônias e presídios militares. Informa-se ainda que: o Presídio de Fernando de Noronha foi transferido do Ministério da Guerra para o da Justiça; foram emancipadas do regime militar, as colônias militares de Avanhandava (SP), Urucú (MG) e Caseros (RS); e foi extinta a colônia militar de São Pedro de Alcântara do Gurupy (MA).

Nos anexos do relatório [página 48 do arquivo PDF], informa-se que o Ministério economizou com os vencimentos que deixaram de ser pagos ao comandante do Forte de Gragoatá, que se encontrava desarmado, a um oficial honorário da Fortaleza de Santa Cruz, ao pessoal dos escaleres das fortalezas de Santa Cruz e São João, aos ajudantes das colônias militares de São Lourenço e Itacayú, em Mato Grosso, e Jatahy, no Paraná.

O anexo L do relatório [entre as páginas 131 e 155 do arquivo PDF] traz uma relação de todos os próprios nacionais pertencentes ao Ministério da Guerra, incluindo diversas fortificações: Forte do Morro do Castelo, Fortaleza da Praia Vermelha, Fortaleza de São João, Forte de São Gabriel, Forte D. Pedro II [Caçapava], incluindo-se também algumas fortificações passageiras construídas em Caçapava em função da Guerra do Paraguai, Forte de São João [do Estreito], Quartel do Campo do Manejo e Depósito de Artigos Bélicos, em Santa Catarina, entre outros.

  • Printed Document
  • Manuel Luís Osório
  • Tipografia Nacional
  • 1878
  • Rio de Janeiro
  • Portuguese
  • In: Relatório do Ministério da Guerra, 1878, Rio de Janeiro, 155 p. Disponível em: http://memoria.bn.br/pdf/720950/per720950_1878_00001.pdf; acesso em 28/11/2018.
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Contribution

Updated at 17/12/2018 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Daniela Marangoni Costa).



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