Relatório do Ministro da Guerra, José Antônio Correia da Câmara, Visconde de Pelotas, em 1880

"Relatório apresentado à Assembleia Geral Legislativa na Terceira Sessão da Décima Sétima Legislatura pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Guerra, Visconde de Pelotas [José Antônio Correia da Câmara], em 1880".

No que se refere às fortificações do Império, na página 7, o relatório menciona o Decreto nº 7669, de 21/02/1880, que aprovou o Regulamento para o serviço das fortificações do Império e guarnições, estabelecendo as normas de funcionamento das fortificações e criando escolas e oficinas nas fortalezas, "afim de tirar da ociosidade os presos militares e dar-lhes instrução". Esse documento é apresentado na íntegra, no anexo F do relatório [entre as páginas 52 e 88 do arquivo PDF].

Em seguida informa que foi estabelecido na Fortaleza de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, um depósito de disciplina de 1ª ordem, destinado ao recolhimento de soldados que fossem considerados incorrigíveis.

Na página 16, o ministro argumenta sobre a necessidade de transferir o Depósito de Aprendizes Artilheiros, então instalado na Fortaleza de São João da Barra, tendo em vista que uma fortaleza de 1ª ordem igual àquela não deveria ser guarnecida por aprendizes artilheiros.

Na página 17, o relatório menciona alguns canhões Armstrong e Krupp, de grosso calibre, existentes nas baterias das fortalezas de São João e Santa Cruz. Na página 20, o relatório aborda o Laboratório Pirotécnico do Campinho [que funcionava no Forte de Nossa Senhora da Glória].

Entre as páginas 21 e 23, o documento aborda as obras realizadas em quartéis existentes nas diversas províncias do Império, em especial no Rio Grande do Sul, informando ainda que foram realizadas obras no Forte de São Luís, no Maranhão, indispensáveis para evitar-se o seu desmoronamento, sendo o referido forte desarmado.

Na página 24, o relatório informa sobre a criação da Colônia do Alto Uruguai, fundada em 25 de dezembro de 1879, a qual deveria ser organizada com o pessoal da extinta Colônia de Caseros, ambas no Rio Grande do Sul. A fundação da nova colônia esteve sob a responsabilidade do major Antônio Florêncio Pereira do Lago.

Na página 25, o relatório informa que a comissão encarregada de elaborar um novo plano para colônias militares e presídios, relatou a existência de 16 colônias militares naquela data, entre elas: São João de Araguaia e Pedro II, na Província do Pará; Itapura, em São Paulo; Jatahy, no Paraná; Santa Teresa, em Santa Catarina; Alto Uruguai, no Rio Grande do Sul; Itacayú, Conceição, Miranda e São Lourenço, em Mato Grosso; e Santa Bárbara, Santo Antônio, Jurupensem, São José do Araguaya, Santa Maria e São José dos Martírios, em Goiás. A mesma comissão também recomenda a criação de outras sete colônias, sendo elas: Xagú, Campo Erê e Salto das Sete Quedas, no Paraná, sendo a última estabelecida no local onde existiram as colônias de Vila Rica e Outiveros; Maracajú e Apa, no Mato Grosso; Içá e São Joaquim, no Amazonas.

  • Printed Document
  • José Antônio Correia da Câmara
  • Tipografia Nacional
  • 1880
  • Rio de Janeiro
  • Portuguese
  • In: Relatório do Ministério da Guerra, Rio de Janeiro, 1880, 130 p. Disponível em: http://memoria.bn.br/pdf/720950/per720950_1880_00001.pdf; acesso em 29/11/2018.
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Contribution

Updated at 20/12/2018 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Daniela Marangoni Costa).



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