Relatório do Ministro da Guerra, Manuel José Vieira Tosta, Barão de Muritiba, em 1870

"Relatório apresentado à Assembleia Geral na segunda sessão da décima quarta legislatura pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Guerra, Barão de Muritiba (Manuel José Vieira Tosta)", datado de maio de 1870.

Em relação às fortificações, na página 7, o ministro comenta sobre a destruição das últimas fortificações paraguaias ao final da Guerra da Tríplice Aliança (Guerra do Paraguai). Comenta ainda sobre as defesas de Pirebebuy (página 15) e Guassú-guá (página 19).

Na página 27, comenta sobre o presídio de Fernando de Noronha. Nas páginas 28 e 29 , passa a abordar as Colônias Militares, e menciona a criação da primeira delas, denominada de D. Pedro II, em maio de 1840, à margem do Rio Araguari. Cita o Decreto nº 662 de 22 de dezembro de 1849, que aprovou o regulamento de fundação das Colônias Militares na Província do Pará. Posteriormente foram fundadas outras colônias militares na Província do Mato Grosso, para impor respeito nas fronteiras com o Paraguai. Menciona ainda que o governo emancipou a Colônia de Leopoldina, na Província de Alagoas (por Aviso de 18 de junho de 1867) e extinguiu a de Pimenteiras, em Pernambuco (por Decreto nº 4348 de 3 de abril de 1869). Por fim, afirma ser necessária a reorganização das colônias militares para manter a segurança nas fronteiras.

Na página 39, informa sobre as obras (baterias em casamatas) realizadas nas fortaleza de Santa Cruz e de São João da Barra. Entre as páginas 39 e 41, aborda-se o hospital militar da Corte (Rio de Janeiro) e os hospitais militares provisórios de Andaraí e Santa Catarina (Desterro, atual Florianópolis). Ainda sobre a Fortaleza de São João, na página 42, informa que a mesma serve de Depósito de Aprendizes Artilheiros, abrigando 394 soldados aprendizes.

Nas tabelas que constam como anexos ao relatório principal, encontramos referências às fortificações de Fernando de Noronha (página 65 do arquivo PDF): Fortaleza dos Remédios, Fortaleza de São José do Morro (arruinada), Fortaleza do Boldró, Fortaleza dos Dois Irmãos, Fortaleza do Sueste (também arruinada), Fortaleza do Leão (arruinada), Reduto de Santo Antônio, Reduto da Conceição, Bateria de Santana, Quartel do Comando do Presídio e Quartel de Santana (da Guarda Nacional).

A página 61 do arquivo PDF, traz dados do Laboratório Pirotécnico que funcionava no Forte do Campinho. Outro anexo, entre as páginas 125 e 131 do arquivo PDF, traz o relato de uma inspeção realizada pelo major Joaquim da Gama Lobo D'Eça no Quartel e Depósito de Artigos Bélicos de Corumbá (MS), outros edifícios civis e, em especial, no Forte de Coimbra, listando os principais danos sofridos pela fortificação após a invasão paraguaia.

No anexo que traz o Relatório da Comissão de Melhoramentos do Material do Exército, volta-se a comentar na página 135 sobre as obras das casamatas iniciadas nas fortalezas de Santa Cruz e São João, já mencionadas anteriormente. Na página 136, se informa que continuavam paradas durante todo o ano as obras nos fortes da Vigia, do Anel e Dom Pedro II. Ainda nessa mesma página, o relatório passa a abordar o armamento das fortalezas da barra do porto do Rio de Janeiro, e informa que capitão Balthazar Rodrigues Gambôa e o 1º tenente Guilherme Carlos Lassance (depois substituído pelo major Emerick) foram encarregados de realizar um "exame rigoroso em todo o material de artilharia pertencente a cada uma das fortalezas" (Santa Cruz, Praia de Fora, Pico, Laje, São João) e adequá-las a um novo projeto de armamento instituído pelo Conde d'Eu.

Entre as páginas 138 e 145, são prestadas várias informações sobre obras e armamentos das seguintes fortificações: Santa Cruz, São João, Praia de Fora, Laje e Imbuhy. Entre as páginas 153 e 157 , o anexo traz um relatório sobre o Depósito de Aprendizes Artilheiros que funcionava na Fortaleza de São João, assinado por seu comandante, Thomaz Gonçalves da Silva. Na página 169 do arquivo PDF, o "Resumo demonstrativo das obras reparadas e construídas, e das que são exigidas, que se tem executado e estão sendo executadas desde 2 de janeiro de 1869 a 3 de janeiro de 1870" menciona as importâncias gastas em consertos e obras em diversas fortificações do Rio de Janeiro.

Por fim, a partir da página 174, outro anexo traz a relação dos próprios nacionais pertencentes ao Ministério da Guerra, datada de11 de abril de 1870, onde cita, embora de forma incompleta, algumas das fortificações existentes em cada província do país e a utilização que estava sendo dada a essas construções.

  • Printed Document
  • Manuel José Vieira Tosta (Muritiba)
  • Tipografia Dezesseis de Julho
  • 1870
  • Rio de Janeiro
  • Portuguese
  • Relatório do Ministro da Guerra, Rio de Janeiro, 1870, 181 p. Disponível em: http://memoria.bn.br/pdf/720950/per720950_1870_00001.pdf; acesso em 16/08/2018.
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Updated at 17/08/2018 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Daniela Marangoni Costa).



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