Relatório do Ministro da Marinha, Alexandrino Faria de Alencar, referente ao ano de 1914

"Ministério da Marinha. Relatório apresentado ao Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil pelo almirante graduado Alexandrino Faria de Alencar, Ministro de Estado dos Negócios da Marinha, em abril de 1915".

No que se refere às fortificações da República, na página 23, cita-se o porto do Rio de Janeiro como base de operações de primeira ordem para dar suporte a esquadra de navios brasileiros e comenta-se da necessidade de aproveitar-se, da melhor forma possível, as fortificações ainda existentes na Baía da Guanabara.

Na página 103, o relatório informa que entre as repartições subordinadas ao Estado Maior da Armada, encontravam-se o Serviço Rádio-telegráfico e a Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim.

Tratando sobre o movimento dos navios da esquadra durante o ano de 1914, o relatório informa, entre as páginas 106 e 129, várias movimentações de embarcações ao longo da costa brasileira, como ocorreu, por exemplo, com o "Cruzador Rio Grande do Sul", que esteve fundeado junto à Fortaleza de Anhatomirim, em janeiro daquele ano, para serviço de sondagens (conforme descrito na página 110). Também a embarcação (Aviso) "Vidal de Negreiros" esteve fundeada no mesmo mês junto ao Forte de Coimbra, no atual estado de Mato Grosso do Sul (página 126).

Na página 135, o documento informa que a guarda do porto do Rio de Janeiro estava confiada à Fortaleza de Villegaignon, a qual necessitava da montagem de canhões de pequeno calibre e de dois canhões de calibre médio, citando como justificativa a Primeira Guerra Mundial que acontecia naquela data na Europa.

Nas páginas 164 e 165, aborda-se especificamente a Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, informando sobre o mau estado de conservação de suas muralhas e edifícios. Não havia água encanada na fortaleza, sendo a mesma trazida em latas, diariamente, do continente. O pequeno porto era muito desabrigado e castigado sem cessar pelos ventos de Sul a Oeste. Em seguida, o documento informa achar-se instalada na fortaleza uma Estação Rádio-telegráfica, cuja construção havia sido iniciada em novembro de 1913 e terminada em fevereiro de 1914. A montagem dos aparelhos da Estação foi concluída em abril, entrando em funcionamento em maio de 1914. Por fim, o relatório informa que a Fortaleza de Anhatomirim dispunha das seguintes embarcações de serviço: um rebocador (de nome Marambaia), duas baleeiras (sendo uma de quatro e outra de seis remos), um escaler de quatro remos e uma canoa de pesca.

Informando sobre as Escolas de Aprendizes Marinheiros, na página 190, o documento cita aquela do Espírito Santo, que se encontrava instalada na antiga Fortaleza de São Francisco Xavier. Na página 193, informa que a escola de Santos, por sua vez, continuava a funcionar em prédio próprio localizado em terreno do antigo Forte Augusto. Na página 207, é informado ainda que o Arsenal de Mato Grosso estava situado no recinto de uma antiga fortificação [?].

Sobre os edifícios que abrigavam as capitanias dos portos em todo o Brasil, o documento informa que aquela de Santa Catarina funcionava em um prédio construído em terreno cedido pelo Ministério da Guerra em 1862 (Forte de Santa Bárbara), estando em bom estado de conservação. Já o trapiche dessa Capitania, construído há 22 anos [1892-1893], estava em péssimo estado. Na página 258, ainda sobre Santa Catarina, informa também sobre os consertos necessários na aguada de Sambaqui e nas pontes dos depósitos de carvão na Ilha de Ratones Grande e na Ilha dos Ratos.

Nas páginas 31 e 32 do anexo D [páginas 299 e 300 do arquivo PDF], no "Mapa dos objetos entrados no Museu Naval durante o ano de 1914", constam: um modelo da bombardeira "Forte de Coimbra", remetido pelo gabinete do Sr. almirante Ministro da Marinha; dois canhões e uma porta de madeira do Forte Príncipe da Beira, ofertado pelo almirante José Carlos de Carvalho; e quatro canhões de bronze do Forte dos Reis Magos remetidos pelo Ministério da Marinha.

Outro anexo [na página 315 do arquivo PDF], traz um mapa demonstrativo de despesas efetuadas por diversos estabelecimentos da Marinha, constando entre eles os valores, mês a mês, referentes à Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim. Na página 318, informa-se ainda que a mesma fortaleza havia recebido cinco foguistas contratados.

Outro anexo [páginas 379, 389 e 392 do arquivo PDF], trazendo a regulamentação sobre cargos na Marinha, estipula que o corpo de oficiais militares servindo na Fortaleza de Anhatomirim seria composto de: um comandante (capitão-de-corveta ou capitão-tenente), um imediato (capitão-tenente), um oficial (primeiro-tenente), um médico (primeiro-tenente), e um comissário (primeiro-tenente ou segundo-tenente).

  • Printed Document
  • Alexandrino Faria de Alencar
  • Imprensa Nacional
  • 1915
  • Rio de Janeiro
  • Portuguese
  • Relatório do Ministro da Marinha, 1915, Rio de Janeiro, 521 p. Disponível em: http://ddsnext.crl.edu/titles/142#?c=0&m=111&s=0&cv=0&r=0&xywh=298%2C224%2C3123%2C2203; acesso em 20/11/2018.
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Updated at 13/12/2018 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Daniela Marangoni Costa).



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