Relatório do Ministro da Guerra, Manuel José Vieira Tosta, Barão de Muritiba, em 1869

"Relatório apresentado à Assembleia Geral na Primeira Sessão da Décima Quarta Legislatura, pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Guerra, Barão de Muritiba, 1869."

No que tange às fortificações do Império, este relatório faz referência, na página 12, às construções de Tebiquary (RS), que em certo momento da Guerra do Paraguai teriam servido de abrigo para as tropas inimigas, até que o comandante das tropas aliadas que ocupavam a região do Chaco mandou-as atacar. A Fortaleza de Humaitá (Paraguai) é citada na página seguinte, também em um contexto de enfrentamento militar. O resultado é divulgado na página 14, quando o autor afirma ter o exército inimigo abandonado tal fortaleza, que ficara sob os cuidados do Marechal Alexandre Gomes de Argollo Ferrão (Visconde de Itaparica).

Em seguida, a Fortaleza do Timbó (Argentina) é mencionada como tendo sido abandonada e incendiada pelo exército inimigo que antes a ocupava. A página 15 dá continuidade à narrativa sobre os eventos da Guerra do Paraguai, agora falando da tomada da Bateria de Angostura e das fortificações de Lomas Valentinas (Paraguai), até então ocupadas por tropas paraguaias, evento que integra a famosa Batalha do Avaí. A página 23 encerra a discussão sobre os acontecimentos da guerra na cidade de Villeta.

O relatório informa, na página 26, a extinção da colônia militar de Pimenteiras e sua nova administração imperial, de acordo com o Decreto n. 4348 de 3 de Abril de 1869. A mesma página aborda o tema dos presídios imperiais, reiterando a tranquilidade em que se encontrada o Presídio de Fernando de Noronha e dando outros detalhes sobre o funcionamento do local; em seguida, na página 27, há uma lista quantitativa de sentenciados civis em cada província. Na página 28, o Forte Novo de Coimbra (MS) aparece como alvo do exército paraguaio, que o tentara demolir e fora mal sucedido. O Forte da Vila de Miranda (MS) também foi atacado pelas tropas paraguaias, que desta vez conseguiu atingir a construção de maneira efetiva. A colônia militar de Dourados (MS) também é mencionada como estando abandonada, sem vestígios de ter sido um dia habitada.

Sobre a Comissão de Melhoramentos do Material do Exército e as obras a ela encarregadas, na página 36, o relatório informa que os procedimentos nas fortalezas de Santa Cruz e São João da Barra (RJ) haviam prosseguido desde o ano anterior, mas que as reformas no Forte Dom Pedro II do Imbuhy (RJ) estavam interrompidas. Há ainda a preocupação com o armamento das fortificações, sendo ressaltada pela Comissão a necessidade de se substituir a antiga artilharia por um sistema moderno de calibre único, algo pouco viável por conta da grande despesa que a mudança acarretaria.

Na página 41, o autor presta contas dos valores dos trabalhos executados pela Diretoria das Obras Militares, citando obras nas fortalezas de São João da Barra, Santa Cruz da Barra e Praia Vermelha, no laboratório pirotécnico instalado no Forte de Nossa Senhora da Glória de Campinho, e em alguns outros edifícios oficiais, todos no Rio de Janeiro.

Em anexo, na página 124 do arquivo PDF, um mapa demonstra as despesas do Ministério da Guerra entre o ano e 1867 e 1869. Na página 127, há um mapa listando os prisioneiros de guerra paraguaios existentes em todo o Império, informando o cargo que ocupam no Exército, o local e situação em que se encontram.

  • Printed Document
  • Manuel José Vieira Tosta (Muritiba)
  • Typographia do Diário do Rio de Janeiro
  • 1869
  • Rio de Janeiro
  • Portuguese
  • Relatório do Ministério da Guerra, Rio de Janeiro, 1869, 127 p. Disponível em: http://memoria.bn.br/pdf/720950/per720950_1869_00001.pdf. Acesso em: 04/02/2019.
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Updated at 22/05/2019 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Nicole Kirchner da Silva).



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