Relatório do Ministro da Guerra, João José de Oliveira Junqueira, em 1874

"Relatório apresentado à Assembleia Geral Legislativa, na Terceira Sessão da Décima Quinta Legislatura, pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Guerra, João José de Oliveira Junqueira, 1874."

A página 13 do relatório dá início às menções sobre fortificações neste documento, informando a continuidade das obras de fortificação no porto da cidade do Rio de Janeiro, algumas nas fortalezas de São João e Santa Cruz da Barra. Na primeira, eram feitas obras para receber canhões Armstrong de grosso calibre, cedidos pelo Ministério da Marinha; na segunda, estes já se encontravam instalados e posicionados. Na página 25, o autor nos informa que toda a pólvora antes existente nas fortalezas já citadas, além da Ilha de Santa Bárbara, haviam sido transferidas para a Ilha do Boqueirão.

Sobre obras militares, a página 50 cita a construção de um edifício na Fortaleza de São João da Barra, com finalidade de receber aulas de aprendizes artilheiros; reparos na Bateria da Praia de Fora e no Forte de São Domingos de Gragoatá. Em andamento, obras nas fortalezas da Praia Vermelha e Santa Cruz da Barra (RJ), Fortaleza de Nossa Senhora das Mercês da Barra de Belém e Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém (PA), Fortaleza de São José do Macapá (AP), fortes de São Luís e São Marcos (MA), Forte dos Reis Magos (RN), Forte de Santa Catarina do Cabedelo (PB), fortes Madame Bruyne (Buraco) e São João Batista do Brum (PE), Fortaleza do Morro de São Paulo, fortes de Nossa Senhora de Monte Serrat, Santo Antônio da Barra, São Diogo e São Pedro (BA).

A página 56 aborda as fortificações das províncias do Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, onde o autor fala sobre a reconstrução do Forte Novo de Coimbra e a construção de novos fortes em Corumbá (MS), e as obras de fortificação em Tabatinga (AM). Mais a frente, na página 80, são mencionadas as propriedades nacionais pertencentes ao Ministério da Guerra e a serviço das fortificações do Império, bem como a necessidade de demarcar seus limites.

Em anexo, na página 97 do pdf, o autor fala sobre a organização dos Corpos de Artilharia do Exército e sua disposição nos quartéis e fortificações, destinados a defendê-las. Sobre a Comissão de Melhoramentos do Material do Exército, a página 134 do pdf informa as obras nas fortificações de Santa Cruz da Barra, Morro do Pico, Dom Pedro II do Imbuhy, Morro da Viúva, Tamandaré da Laje, São Domingos de Gragoatá, São João da Barra (RJ), além de mencionar o encouraçamento de casamatas e armamento das fortalezas. Nas páginas 152 e 153 do pdf, o anexo traz uma tabela listando as obras da Comissão, seu orçamento, recursos dispendidos e faltantes.

O anexo da página 258 do pdf traz uma explicação sobre as definições e características das categorias de fortificação permanente e passageira. Sobre obras nas fortificações, nas páginas 341 do pdf são mencionadas as construções em Santa Cruz e São João da Barra, Praia de Fora e São Domingos de Gragoatá. A partir da página 346 do pdf, é dado início a um relatório sobre as fortificações e obras militares na fronteira do Alto Amazonas, escrito pelo Engenheiro Emydgio Cavalcanti de Mello, onde é mencionada a fortificação de Óbidos (PA) e seus defeitos na defesa da área ocupada.

O relatório sobre o Presídio de Fernando de Noronha, iniciado na página 370 do pdf, menciona o estado em que se encontravam as fortificações de Nossa Senhora dos Remédios de Fernando de Noronha e do Morro do Francês: "um outro morro há, que também domina toda a ilha, e é conhecido pelo nome de Morro do Francês, o qual por sua posição é o mais apropriado para nele se edificar um farol que sirva de guia aos navegantes. Tem a ilha duas fortalezas, a de Remédios e a do Morro. A primeira acha-se em bom estado, e nela se conserva todo o destacamento; a segunda, que é triangular, e defende a entrada da barra pelo lado do Norte, acha-se em ruínas, porque o indiferentismo a entregou ao abandono, e o desacerto a julgou desnecessária.".

Na página 378 do pdf, há uma explicação mais detalhada sobre o cotidiano no Presídio de Fernando de Noronha, sua população habitante (listada em mapa na página 392 do pdf), suas construções, arsenais, templos, cultura agrícola, entre outras características. Mais a frente, na página 384 do pdf, são citadas as fortificações do Presídio de Fernando de Noronha: Remédios, Santo Antônio, São José, Boldró, Leão, Sueste, Conceição, Dois Irmãos e Parque de Santana.

Em anexo, na página 489 do pdf, há uma tabela listando as propriedades nacionais pertencentes ao Ministério da Guerra: construções nas fortalezas de São Sebastião do Castelo, Praia Vermelha, Nossa Senhora da Conceição e São João da Barra, no Forte de Nossa Senhora da Glória de Campinho (RJ); edifícios nos fortes de São Pedro, Santo Antônio da Barra, Nossa Senhora do Monte do Carmo e Jequitaia (BA); uma casa no Forte de São Gabriel da Cachoeira (AM); construção no Forte de Santa Catarina do Cabedelo (PB); Forte Dom Pedro II de Caçapava (RS); edifícios no Forte de São Tiago das Cinco Pontas (PE); edifícios e terreno no Quartel do Campo do Manejo, e construção no Forte de São João do Estreito (SC).

  • Printed Document
  • João José de Oliveira Junqueira
  • Typographia Universal de Laemmert
  • 1874
  • Rio de Janeiro
  • Portuguese
  • In: Relatório do Ministério da Guerra, Rio de Janeiro, 1874, 508 p. Disponível em: http://memoria.bn.br/pdf/720950/per720950_1874_00001.pdf. Acesso em: 20/02/2019.
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Updated at 19/06/2019 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Nicole Kirchner da Silva).



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