Relatório do Ministro da Guerra, Francisco de Paula Argollo, em 1897

"Relatório apresentado ao Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil pelo General de Brigada, Francisco de Paula Argollo, Ministro de Estado dos Negócios da Guerra, em maio de 1897."

No que se refere ao tema das fortificações, o relatório menciona na página 10 os trabalhos feitos pela Comissão de Fortificações e Defesa do Litoral do Brasil, chefiada pelo tenente-coronel do Corpo de Engenheiros, Nicolau Alexandre Moniz Freire. No Forte Dom Pedro II do Imbuhy (RJ) são retomadas obras que estiveram interrompidas por quase duas décadas. Na página 11 consta que o Forte Tamandaré da Laje (RJ) também recebeu obras de construção e aumento de sua estrutura. É falado sobre a Fortaleza de Santa Cruz da Barra (RJ) e a necessidade de modernizá-la, levantando e nivelando o desenho das baterias casamatadas, levantando uma fachada entre esta fortificação e o Pico, construindo uma rampa e um cais.

Na página 12, o documento menciona os trabalhos executados na Fortaleza de São João da Barra (RJ): a reconstrução completa do paiol de um canhão Armstrong de 556 toneladas, levantamento de planta de casamatas, reconstrução de uma parte da muralha de sustentação da fortaleza. Ainda na mesma página, afirma-se a necessidade de se construir uma fortificação entre a Pedra do Relógio, em Guaratiba, e a Ponta dos Caranguejos, em Mangaratiba. Sobre as obras militares, na página 34, informa-se sobre a necessidade de melhoramentos nos fortes de Óbidos (PA), Reis Magos (RN), São João Batista do Brum, São Francisco da Barra (PE), Nossa Senhora do Pópulo e São Marcelo, São Lourenço na Ponta da Ilha de Itaparica, Nossa Senhora do Monte do Carmo (Barbalho) e São Paulo da Gamboa (BA).

Sobre as colônias militares, na página 49, o relatório aborda a Colônia Militar de Chapecó (SC), dirigida pelo coronel do Corpo de Estado-Maior de 1ª classe, José Bernardino Bormann, a qual necessita de melhoramentos e novas construções de depósitos, fortificações e paiol. Como consta na página 50, a colônia possuía fortificações construídas durante a Revolução Federalista (1893-1895), que poderiam ser de bom uso em caso de defesa da mesma. O estado das estradas de acesso não era bom e os recursos para melhorá-las eram inexistentes.

Na página 51, o relatório aborda a Colônia Militar do Iguaçu (PR), uma das mais importantes em relação às fronteiras com as repúblicas argentina e paraguaia. Além do engenho de serrar, da olaria e de diversos prédios, a colônia estaria recebendo várias obras para casa de diretoria, quartel, etc., além dos trabalhos para se abrir uma estrada para comunicação com a Colônia Militar de Chopim (PR). Por sua vez, esta última colônia, embora desenvolvida na atividade agrícola por sua terra fértil, também apresentava problemas de comunicação com outras colônias.

  • Printed Document
  • Francisco de Paula Argollo
  • Imprensa Nacional
  • 1897
  • Rio de Janeiro
  • Portuguese
  • Relatório do Ministério da Guerra, Rio de Janeiro, 1897, 125 p. Disponível em: http://memoria.bn.br/pdf/720950/per720950_1897_00001.pdf. Acesso em: 08/04/2019.
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Updated at 23/05/2019 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Nicole Kirchner da Silva).



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