Relatório do Ministro da Guerra, João Nepomuceno de Medeiros Mallet, em 1900

"Relatório apresentado ao Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil pelo Marechal J. N. Medeiros Mallet, Ministro de Estado da Guerra, em maio de 1900."

Sobre o assunto das fortificações nacionais, o relatório fala na página 55 do recebimento de oito canhões Krupp para o Estado do Pará, sendo quatro enviados à Fortaleza de Nossa Senhora das Mercês da Barra de Belém e quatro ao Forte de Óbidos. O Forte de Nossa Senhora do Monteserrate de Santos também recebeu dois destes canhões com munição completa. A página seguinte fala da aquisição de dois canhões Krupp de calibre 40 após a Revolta da Armada (1893) em uma das fortalezas {não mencionada} e de cúpulas encouraçadas para os fortes de Tamandaré da Laje e Dom Pedro II do Imbuhy (RJ), tendo a primeira fortificação recebido também munição, como consta na página 57.

Mais a frente, na página 63, ressurge a reclamação da impropriedade de defesa das fortificações do país, quase todas ainda em modelos coloniais e pouco modificadas para acompanhar a tecnologia das artilharias modernas. A página 65 volta a falar sobre as medidas tomadas nos portos litorâneos da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, após a Revolta da Armada, e os trabalhos feitos para a instalação de cúpulas encouraçadas em Tamandaré da Laje e Dom Pedro II do Imbuhy (RJ). Além das cúpulas e munições para canhões, a página 66 fala sobre o Imbuhy ter também recebido iluminação e ventilação elétricas e chapéus de cobertura dos ventiladores, portas e janelas de aço.

A página 68 do relatório fala sobre um recurso de 20:000$000 utilizado para a instalação de iluminação elétrica na Fortaleza de Santa Cruz da Barra. A mesma página afirma que apesar das obras em Tamandaré da Laje e Dom Pedro II do Imbuhy, a construção de uma fortaleza em Copacabana seria necessária para a defesa do litoral sul da cidade do Rio de Janeiro, assim como algumas obras em Imbetiba.

O autor retoma detalhadamente as obras feitas sob comando da 2ª seção da Direção Geral de Engenharia, na página 71, onde menciona o Forte Dom Pedro II do Imbuhy, o Forte Tamandaré da Laje, as fortalezas de Santa Cruz e São João da Barra, o Forte de Imbetiba (que se havia mandado construir, mas por falta de verba teve as obras interrompidas), o Forte de Copacabana (referido aqui como Fortaleza da Ponta de Copacabana, na Igrejinha), alguns quartéis, hospitais e edifícios oficiais.

Sobre colônias militares, consta na página 82 do relatório que os territórios de colônias então extintas pelo governo estariam sendo irregularmente utilizados pelos estados em que estavam localizados, apesar de serem propriedades federais. Na página seguinte é mencionada a situação das colônias militares de Chopim (PR), Chapecó (SC), Iguaçu (PR), e Alto Uruguay (RS). Algumas de posição mais estratégica, outras menos, mas a maioria delas – a exceção da última – possuindo problemas relacionados às vias de comunicação, poucas estradas e embargo do desenvolvimento comercial por conta disso.

  • Printed Document
  • João Nepomuceno de Medeiros Mallet
  • Imprensa Nacional
  • 1900
  • Rio de Janeiro
  • Portuguese
  • Relatório do Ministério da Guerra, Rio de Janeiro, 1900, 363 páginas. Disponível em: http://memoria.bn.br/pdf/720950/per720950_1900_00001.pdf. Acesso em: 22/04/2019.
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Updated at 22/05/2019 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Nicole Kirchner da Silva).



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