Relatório do Ministro da Guerra, João Nepomuceno de Medeiros Mallet, em 1901

“Relatório apresentado ao Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil pelo Marechal João Nepomuceno de Medeiros Mallet, Ministro de Estado da Guerra, em maio de 1901.”

A primeira menção às fortificações nacionais no relatório aparece na página 123, quando o autor se refere ao artigo 64 da então em voga Constituição Federal de 1891, que concede à União o território de defesa do país e suas construções militares. Mais a frente, na página 153, o autor informa o recebimento de tubos almas de tiro reduzido e recalibradores para os canhões Krupp instalados nos fortes de Dom Pedro II do Imbuhy e Tamandaré da Laje (RJ).

A necessidade de se adaptar as construções de defesa do país à tecnologia militar da época se mostra mais uma vez uma preocupação, como o autor coloca na página 175, pois as fortificações não possuíam capacidade física para suportar os efeitos da artilharia moderna (argumento que ressurge na página 192). A medida tomada para lidar com o problema, segundo o autor, seria o investimento anual para modificações graduais em pontos litorâneos considerados mais importantes. Na mesma página o autor menciona uma “linha de combate avançada”, que exigiria a fortificação de pontos marítimos, a começar por Copacabana e Imbuhy (RJ).

Através do aviso de 9 de janeiro de 1901, que consta na página 176, o autor teria solicitado ao governador do Estado de Pernambuco que entregasse ao Ministério da Guerra o edifício da enfermaria construído no Reduto de Nossa Senhora da Conceição, em Fernando de Noronha. A partir da página 181, as obras executadas nos fortes Dom Pedro II do Imbuhy, Imbetiba {aqui relacionado com a Bateria de Imbetiba}, Tamandaré da Laje, Nossa Senhora do Monte do Carmo (Barbalho), Nossa Senhora de Monte Serrat, ambas na Bahia, e nas fortalezas de São João e Santa Cruz da Barra (RJ).

Sobre colônias militares, o relatório trata na página 123 dos artigos 1º da lei n. 601 de 18 de setembro de 1850 e 82 a 86 do decreto n. 1318 de 15 de janeiro de 1854, que determinam o destacamento de 10 léguas em territórios de fronteira para a distribuição de terras aos colonos. A partir da página 132 são mencionadas as colônias militares de Chapecó (SC), Chopim (PR), Iguaçu (PR) e Alto Uruguay (RS).

A página 167 informa o estabelecimento de uma linha telegráfica entre o município de Cruz Alta e a Colônia Militar do Alto Uruguay (RS), de acordo com a conformidade de n. 14 do artigo 15 da lei n. 746 de 29 de dezembro de 1900. A Colônia do Iguaçu também receberia ligação telegráfica com Guarapuava (PR), de acordo com a mesma lei, e também uma estrada estratégica, cuja construção estaria a cargo do major de estado-maior, Frederico Luiz Roszanyi, como consta na página 171. O autor informa ainda, na página 186, que as colônias militares teriam passado à direção do Estado-Maior do Exército a partir da promulgação da lei n. 733 de 21 de dezembro de 1900.

Em anexo, na página 274 do arquivo PDF, se encontra o decreto de n. 733, que reorganiza as colônias militares.

  • Printed Document
  • João Nepomuceno de Medeiros Mallet
  • Imprensa Nacional
  • 1901
  • Rio de Janeiro
  • Portuguese
  • Relatório do Ministério da Guerra, Rio de Janeiro, 1901, 506 p. Disponível em: http://memoria.bn.br/pdf/720950/per720950_1901_00001.pdf. Acesso em: 24/04/2019.
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Updated at 22/05/2019 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Nicole Kirchner da Silva).



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