Relatório do Ministro da Guerra, João Nepomuceno de Medeiros Mallet, em maio de 1902

"Relatório apresentado ao Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil pelo Marechal J. N. de Medeiros Mallet, Ministro de Estado da Guerra, em maio de 1902."

No que tange às fortificações, o autor menciona que a repartição de Intendência Geral de Guerra, comandada pelo general de brigada Antônio Vicente Ribeiro Guimarães, como consta na página 56, teria recebido da Europa 2.297 volumes com materiais destinados às obras no Forte Dom Pedro II do Imbuhy (RJ), à instalação de luz elétrica na Fortaleza de Santa Cruz da Barra (RJ), às obras do sistema telegráfico nos Estados do Paraná e Rio Grande do Sul, entre outros trabalhos.

Entre as páginas 57 e 58 o autor informa a venda de canhões e materiais antigos existentes nos estabelecimentos militares e fortificações, além de próprios nacionais na cidade do Rio de Janeiro, autorizada segundo a lei n. 658 de 28 de novembro de 1899. A página 70 informa que as obras nas fortificações de Tamandaré da Laje e Dom Pedro II do Imbuhy encaminhavam-se para sua conclusão, sendo a primeira inaugurada e entregue à jurisdição do comando do 4º distrito e a segunda muito próxima de ser finalizada. Para o porto de Santos, segundo o autor, teria sido iniciada a obra de construção de uma bateria armada com seis canhões de calibre 50. As fortalezas de São João e Santa Cruz da Barra, pelo que escreve o autor, deveriam receber uma bateria de torpedos para a defesa da baía da cidade do Rio de Janeiro.

Na mesma página o autor reclama a incompletude do trabalho de fortificação da Capital, devida a ausência de uma defesa forte na ponta de Copacabana (próximo ao local denominado "Igrejinha" e do atual Forte de Copacabana), que completaria o sistema de defesa da cidade juntamente com os fortes da Laje e do Imbuhy, e também das obras nos portos de Macaé e Sepetiba (relacionar fortificações). As defesas ao norte do país também foram estudadas, com especial atenção ao porto de Óbidos (PA). Ainda na página 70, o relatório registra o recebimento de oito canhões Krupp, quatro no Forte de Óbidos e quatro na Fortaleza de Nossa Senhora das Mercês da Barra de Belém (PA), remetidos ao comentado do 1º distrito em 1899.

Ao falar sobre obras militares, o relatório menciona a suspensão dos trabalhos na Bateria de Imbetiba (RJ), a instalação de iluminação elétrica (dentre tantos outros trabalhos) na Fortaleza de Santa Cruz da Barra (RJ), e outras obras são mencionadas no Forte Dom Pedro II do Imbuhy, no Forte Tamandaré da Laje e na Fortaleza de São João da Barra (RJ). Mais a frente, na página 89, o autor relata a supressão de alguns estabelecimentos de enfermaria, das quais restaram, nos estabelecimentos militares, as enfermarias da Escola Militar do Brasil, das Escolas Preparatória e de Tática do Realengo e do Rio Pardo, das fortalezas de Santa Cruz e São João da Barra e da Fábrica de Pólvora da Estrella.

Sobre as propriedades nacionais pertencentes ao Ministério da Guerra, a partir da página 256 do pdf são listadas as fortificações de São Sebastião do Castelo, de Nossa Senhora da Conceição, de São João da Barra, de Nossa Senhora da Glória de Campinho, de São Domingos de Gragoatá, de Santa Cruz da Barra, do Morro do Pico, de Dom Pedro II do Imbuhy, e também a Bateria da Praia de Fora, a Bateria do Morro da Viúva (RJ); de São Gabriel da Cachoeira, de São José da Barra do Rio Negro, de São José de Marabitanas (AM); de São Joaquim do Rio Branco (RR); de São José do Macapá (AP); de Óbidos, de Nossa Senhora das Mercês da Barra de Belém, do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém, de Santo Antônio de Gurupá (PA); de São Marcos, de Santo Antônio da Barra (MA); de Nossa Senhora da Assunção (CE); dos Reis Magos (RN); de Santa Catarina do Cabedelo (PB); de São Tiago das Cinco Pontas, de São João Batista do Brum, de Madame Bruyne (Buraco), de Santa Cruz de Itamacará (Orange), de Santo Inácio de Tamandaré, de Nossa Senhora dos Prazeres da Praia do Pau Amarelo, de São Francisco Xavier da Praia de Gaibú, do Arraial novo do Bom Jesus, de São Francisco de Olinda (PE); de Santo Antônio da Barra, de São Diogo, de São Paulo da Gamboa, de Santa Maria, de Santo Alberto (Lagartixa), de Nossa Senhora do Pópulo e São Marcelo, de São Joaquim de Jequitaia, de Nossa Senhora de Monte Serrat, de São Bartolomeu da Passagem, do Paraguassú, de São Pedro, de Santo Antônio Além do Carmo (BA); de São João, de São Francisco Xavier de Piratininga (ES); de Santo Amaro da Barra Grande, de São João da Bertioga (SP); de Nossa Senhora dos Prazeres de Paranaguá, a Colônia Jatahy (PR); de Santa Cruz de Anhatomirim, de Santo Antônio de Ratones, de Santana do Estreito, de São João do Estreito, de Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba, de São José da Ponta Grossa, Bateria da Barra de Laguna e a Colônia Militar de Santa Teresa (SC); Colônia Militar de Caseros, Forte de São Gabriel, de Dom Pedro II de Caçapava (RS); fortificações de Corumbá, Forte Novo de Coimbra (MS).

Sobre colônias militares, o autor menciona a partir da página 46 as do Alto Uruguay (RS), comandada pelo capitão de estado-maior do exército, Luiz Ferreira de Mattos; do Chapecó (SC), dirigida pelo tenente-coronel João José de Oliveira Freitas; do Chopim (PR), comandada pelo capitão José Carlos Lamaignére Teixeira; do Iguaçu (PR), cujo diretor era o major do estado maior do exército, Frederico Luiz Rozsanyi. São elencadas informações sobre a população das colônias, a educação das crianças, a cultura agrícola praticada, estado das estradas, etc.

  • Printed Document
  • João Nepomuceno de Medeiros Mallet
  • Imprensa Nacional
  • 1902
  • Rio de Janeiro
  • Portuguese
  • Relatório do Ministério da Guerra, Rio de Janeiro, 1902, 364 p. Disponível em: http://memoria.bn.br/pdf/720950/per720950_1902_00001.pdf. Acesso em: 08/05/2019.
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Updated at 19/06/2019 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Nicole Kirchner da Silva).



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