As fortificações abaluartadas de Elvas

Segundo o autor, “a Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas, na província alentejana, destaca-se no panorama nacional e internacional pelo seu conjunto de fortificações abaluartadas classificadas Património Mundial da Humanidade pela UNESCO desde 2012. A sua posição fronteiriça, em confronto direto com a cidade espanhola de Badajoz, revelou-se determinante para o seu papel defensivo desde a fundação da nacionalidade, já que este era um local facilmente penetrável do território português e apetecível por ser o que dava contacto mais próximo com a capital do país, funcionando como praça-forte e sendo muitas vezes designada como a ‘Chave do Reino’.

Como forma de travar as tropas espanholas, durante a Guerra da Restauração (1640-1668), houve um enorme investimento no que diz respeito à construção ou restruturação das antigas fortificações medievais, numa linguagem cada vez mais moderna e inovadora e com sistemas mais complexos, instituindo-se, para isso, o Conselho de Guerra, que, em 1641, vai distribuir os seus engenheiros militares pelo território e avaliá-los, ainda que para esta restruturação da defesa da fronteira nacional tivesse sido necessário, para D. João IV, recorrer a especialistas em risco de fortificações estrangeiros, de origem francesa, flamenga e italiana. (SERRÃO, 2003, p. 138; ROSSA, CONCEIÇÃO e TRINDADE, 2008, p. 16)”

  • Monograph
  • Tiago Candeias
  • Universidade do Algarve – Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
  • Faro
  • Portuguese
  • Estudo realizado para a disciplina de História da Arte Moderna Portuguesa, da FCHS da Universidade do Algarve, sob orientação da Profª Drª Renata Araújo. 10 p.
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Updated at 19/09/2019 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Jéssica Pedrini).



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