O estado da arte do Forte São João do Rio Branco - RR

“O estudo dos Fortes Portugueses na Amazônia Brasileira faz parte de um trabalho de pós-doutorado finalizado em 2014. Examina o contexto histórico, as relações internacionais, a geopolítica, a sociologia da conquista produzida na região em meados dos séculos XVII e XVIII. Aproximadamente trezentos anos separam a fundação dos fortes dos dias de hoje. O objetivo deste trabalho foi verificar como se encontram atualmente esses fortes. As imagens existentes na bibliografia consultada não refletem a realidade da situação edilícia constatada. As condições criadas pelo meio físico, pelo clima e pela paisagem também entram em julgamento. Obedecem a necessidades profundas de sua comunidade, passando por circunstâncias espirituais e políticas das relações internacionais de então. Alguns se situam próximos a fronteiras em locais de difícil acesso e antigos acampamentos de tropas de resgate. Essas áreas foram escolhidas pelos portugueses em função de suas características estratégicas militares, em geral grandes platôs de desenho triangular ou quadrado vastamente irrigados, parte delas localizam-se no meio da floresta, às margens dos rios Amazonas, Negro, Solimões, Guaporé, Branco e outros.

As Fortificações na Hileia se apresentam como um marco referencial na análise da arquitetura militar, fato registrado nesse trabalho. A política portuguesa redimensionada depois do Tratado de Utrecht não perdia de vista suas fronteiras e seu domínio colonial. A defesa amazônica, e a questão dos novos limites da barra do Oiapoque, depois da renúncia francesa em 1713, são exemplos de vigilância nas relações internacionais do passado contra pretensões estrangeiras na margem norte do rio Amazonas. Um panorama abrangente das fortificações contextua a demarcação de espaços transfronteiriços subsequentes ao Tratado de Madrid (1750). A política da Coroa Portuguesa, de fortificar, demarcar, ocupar e povoar a região que lhe cabia faz parte da decisão pombalina de substituir as missões religiosas por freguesias, confiada a militares, a representantes do rei, e alguns membros do clero secular. A divisão territorial incrustada por propriedades da Igreja passou a contar com a sociedade civil.

A fundação de fortalezas por todo o vale do rio Amazonas: Forte do Presépio - PA, Fortaleza de São José da Barra do Rio Negro - AM, São Gabriel da Cachoeira - AM, São Francisco Xavier de Tabatinga - AM, Forte Príncipe da Beira - RO, Forte São Joaquim do Rio Branco - RR, Fortaleza de Macapá - AP, e outras, substituiu missões religiosas, além da construção do plano urbanístico, segundo moldes das cidades portuguesas, deram uma feição lusitana no povoamento do vale. Nesse contexto, encontra-se o Forte São Joaquim do Rio Branco, no estado de Roraima, cujo estudo pontua o estado da arte desse forte e uma recomendação para sua preservação.”

  • Article - Proceedings
  • Graciete Guerra da Costa
  • Claudia Helena Campos B. Nascimento
  • Paulina Onofre C. Ramalho
  • Rafaela Cristina Sander
  • Francisco Luciano Lima E. Barros
  • Icomos Brasil
  • 2017
  • Belo Horizonte
  • Portuguese
  • Anais do Simpósio Científico 2017 - ICOMOS Brasil. Instituto Metodista Izabela Hendrix, 13 p. Il. color. Disponível em: https://bit.ly/2Y3kq0e. Acesso em: 16/06/2020.
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Contribution

Updated at 18/06/2020 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Nicole Kirchner da Silva).



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