Dos castelos às Ordens Militares: os espaços da vida religiosa e comunitária

Para quem se interessa pelas ordens militares e pelo seu ideal de vida religiosa, que unia a profissão das armas à vida monástica, não surpreende que elas senhoreassem tantas estruturas fortificadas. O seu compromisso com a protecção dos fiéis e com a guerra contra os muçulmanos — “ecclesiam Dei defendere, sarracenos inpugnare”, era como a regra de Santiago resumia a missão dos freires —, tornava as ordens especialmente aptas a que os monarcas lhes confiassem diversos castelos de fronteira e nelas depositassem boa parte do esforço de guerra contra o Islão. Por certo conscientes dessa obrigação, os mestres não se esqueciam de registar, em lápides comemorativas, os castelos que tinham erguido ou melhorado, como sucedeu em Tomar, em Pombal e em Almourol, mas igualmente em Avis e em Mértola, ou em Veiros, em Noudar e no Alandroal. Também não deixavam de recordar os combates e as conquistas que tinham protagonizado, quer no reino como na Terra Santa, nem as fortalezas de menor dimensão que haviam construído para organizar o povoamento nos territórios castrais à sua guarda. Foi o que fizeram os freires de Santiago por volta de 1318, data em que evocaram as estruturas erguidas nos vastos termos de Palmela, de Alcácer e de Aljustrel, ao mesmo tempo que lembravam o seu empenho na defesa das fronteiras do reino.

  • Article - Proceedings
  • Luís Filipe Oliveira
  • Direção-Geral do Património Cultural (DGPC)
  • 2014
  • Lisboa
  • Portuguese
  • In: Actas de Encontro Internacional Castelos das Ordens Militares. Isabel Cristina F. Fernandes (Coord.). Vol. II, p. 389-407. ISBN: 978-989-8052-61
  • Download

Contribution

Updated at 17/07/2020 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Jéssica Pedrini).



Print the contents


Register your email to receive news on this project


Fortalezas.org > Bibliography > Dos castelos às Ordens Militares: os espaços da vida religiosa e comunitária