Fortim da Areosa

Viana do Castelo, Viana do Castelo - Portugal

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O “Fortim da Areosa”, também referido como “Fortim da Vinha”, “Forte da Areosa”, “Forte da Vinha” e “Castelo Velho”, localiza-se no lugar de Rego de Fontes, ao sul da enseada de Vinha, na povoação e freguesia de Areosa, no concelho e distrito de Viana do Castelo, em Portugal.

História

Com o fim da Guerra da Restauração (1640-1668), foi um dos 4 fortins edificados no litoral entre Caminha e Viana do Castelo com o objetivo de reforçar a defesa da costa do Alto Minho. Os demais foram o Forte de Montedor em Carreço, e os fortes do Cão e da Lagarteira em Vila Praia de Âncora. Juntos complementavam a defesa proporcionada pelo Forte da Ínsua, erguido durante aquele conflito para defesa da barra sul do rio Minho.

GUERRA (1926) situa este forte na paróquia da “Ariosa”, e denomina-o como “Forte de Rego de Fontes”, a 2 km desta cidade, concluído em 1701. Esclarece que era conhecido em Viana como "Castelo Velho" uma vez que se encontrava abandonado e que o seu primeiro governador foi o capitão António de Sousa de Meneses. Complementa que a função destes fortes era a de coibir as incursões de piratas argelinos e saletinos, então frequentes na costa portuguesa, em busca de cativos. Estas fortificações, em tempo ordinário, estavam guarnecidas por paisanos. (Op. cit., p. 689)

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 251/70, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 129, de 3 de junho.

A intervenção da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) teve lugar em 1972, quando foi construída a porta de acesso e consolidados troços em mau estado. Novas campanhas de obras tiveram lugar no ano seguinte (1973) com a consolidação das bases dos cunhais do lado oeste (atingidos pela ação do mar), e a consolidação do paramento da muralha em vários pontos, incluindo aplicação de alvenaria irregular de pedra em falta, e em 1978 (trabalhos de consolidação).

O forte foi transferido para a Comissão Regional de Turismo do Alto Minho por auto de cessão de 21 de fevereiro de 1983.

Em torno do ano 2000 o arquiteto Luís Teles elaborou um projeto para instalação, nas dependências do forte, do Centro de Interpretação e Apoio a Percursos Ambientais.

Características

Fortificação marítima abaluartada, de pequenas dimensões e alçados simples. Apresenta planta estrelada no estilo maneirista, sendo constituído por 4 baluartes desiguais em cantaria de granito. A face voltada ao mar é de forma curva, nela se localizando a bateria, sendo a face oposta côncava. Nesta rasga-se o portão de armas, em arco de volta perfeita, de aduela central mais saliente.

Nos muros, em talude, corre em toda a extensão moldura curva, já sem parapeitos.

Interiormente erguiam-se as dependências de serviço e a rampa de acesso ao adarve.

A sua tipologia estrutural apresenta semelhanças com os fortes de Montedor e do Cão, cuja planimetria constituiu, à época, um avanço no sistema de defesa e vigia. Acredita-se que este conjunto de fortes litorâneos possa ter sido delineado pelo mesmo arquiteto. (FERNANDEZ NUNEZ, Estanislao. "Teoria y proyeto sobre las fortificaciones militares al nuerte del Duero". Vila Nova de Gaia, 1987.)

Bibliografias relacionadas 


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Contribuições

Atualizado em 05/10/2020 pelo tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contribuições com mídias: Carlos Luís M. C. da Cruz (12).


  • Fortim da Areosa

  • Fortim da Vinha, Forte da Areosa, Forte da Vinha, Castelo Velho, Forte de Rego de Fontes

  • Fortim


  • 1701 (DC)



  • Portugal


  • Restaurada e semi-conservada

  • Proteção Nacional
    Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 251/70, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 129, de 3 de junho.


  • Comissão Regional de Turismo do Alto Minho



  • Sem uso definido

  • ,00 m2

  • Continente : Europa
    País : Portugal
    Estado/Província: Viana do Castelo
    Cidade: Viana do Castelo

    Marginal, Viana do Castelo, Portugal


  • Lat: 41 -42' 1''N | Lon: 8 51' 23''W



  • Encontra-se aberto à visitação pública pela falta de portas que o cerrem, encontrando-se o seu interior em estado de abandono, com lixo e mato, sem sinalizações, acessos ou proteções apropriadas.



  • Alvenaria de pedra argamassada.

  • 1972: construção da porta de acesso e consolidação de troços em mau estado;
    1973: consolidação das bases dos cunhais do lado oeste (atingidos pela ação do mar), e consolidação do paramento da muralha em vários pontos, incluindo aplicação de alvenaria irregular de pedra em falta;
    1978: trabalhos de consolidação.




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