Forte de São Julião da Ericeira

Mafra, Lisboa - Portugal

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O “Forte de São Julião da Ericeira”, também referido como “Reduto de São Julião”, localiza-se na freguesia da Carvoeira, concelho de Mafra, distrito de Lisboa, em Portugal.

Integrava a 2.ª das Linhas de Torres Vedras, no Distrito n.º 7, que se estendia de Casal da Pedra (Obra Militar n.º 74), no desfiladeiro de Mafra, até aqui, ao reduto de São Julião da Ericeira (Obra Militar n.º 97), junto à costa atlântica, ao sul da Ericeira. O conjunto das obras militares da Carvoeira compreendia o Forte do Zambujal (Obra Militar n.º 95), o Forte da Carvoeira (Obra Militar n.º 96) e este forte ou reduto.

História

No contexto da Guerra Peninsular (1808-1814) tinha como função a defesa das praias da foz do rio Lisandro e de São Julião apoiando a frota inglesa e o controlo da estrada entre Ericeira e Sintra. Em articulação com os restantes redutos da Carvoeira, deveria cobrir uma eventual retirada luso-britânica pela foz do Lizandro e a estrada da Carvoeira.

Em 1829 o capitão britânico John Thomas Jones, do Corps of Royal Engineers, recordou que, à época do conflito, este forte estava guarnecido por 350 soldados e artilhado com 2 peças do calibre 12. A guarnição dos fortes da zona de Mafra era constituída por milícias e ordenanças, equipadas com carabinas Baker e mosquetes Brown Bess, integrando a Divisão Lecor. O forte possuía um mastro de sinais inserido no sistema de comunicações das Linhas de Torres, sendo provável que a verga fosse rotativa para comunicar para norte (Lagoa, 80), para leste (Sonível, 77) e possivelmente para oeste, comunicando com a esquadra inglesa que poderia fundear no oceano Atlântico, junto à praia de São Julião.

Em dezembro de 1979 encontrava-se em bom estado de conservação.

Encontra-se em Vias de Classificação, incluído no processo da “1.ª e 2.ª Linhas de Defesa a Norte de Lisboa durante a Guerra Peninsular, também conhecidas como Linhas de Torres, nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa” (128 obras militares), pelo anúncio n.º 12/2013, publicado no Diário da República, 2.ª Série, n.º 9, de 14 de janeiro de 2013.

Características

Exemplar de arquitetura militar, oitocentista, de enquadramento rural, na cota de 74 metros acima do nível do mar.

Apresenta planta em estrela, com estrutura em terra. Possuía 4 canhoneiras, uma das quais posicionada na entrada.



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Contribuições

Atualizado em 02/02/2016 pelo tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contribuições com mídias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


  • Forte de São Julião da Ericeira

  • Reduto de São Julião, Obra Militar n.º 97

  • Forte





  • Portugal


  • Ruínas Abandonadas

  • Proteção Nacional
    Encontra-se em Vias de Classificação, incluído no processo da “1.ª e 2.ª Linhas de Defesa a Norte de Lisboa durante a Guerra Peninsular, também conhecidas como Linhas de Torres, nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa” (128 obras militares), pelo anúncio n.º 12/2013, publicado no Diário da República, 2.ª Série, n.º 9, de 14 de janeiro de 2013.





  • Ruínas

  • ,00 m2

  • Continente : Europa
    País : Portugal
    Estado/Província: Lisboa
    Cidade: Mafra



  • Lat: 38 -57' 47''N | Lon: 9 24' 48''W




  • 2 peças antecarga, de alma lisa, do calibre 12.



  • Fortificação das Linhas de Torres Vedras



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