Castle of Cardiga

Santarém, Santarém - Portugal

O “Castelo da Cardiga” localizava-se na margem direita do rio Tejo, na atual Quinta da Cardiga, na vila e concelho da Golegã, distrito de Santarém, em Portugal.

História

Os domínios onde a atual Quinta da Cardiga se inscreve foram doados por Afonso I de Portugal (1143-1185) aos cavaleiros da Ordem do Templo em 1169. Originalmente constituíam-se em terras de arroteamento e cultivo, vindo a nelas ser erguido um castelo que, conjuntamente com os castelos de Almourol, de Ceras e do Zêzere, constituía a cintura de defesa do rio Tejo, a chamada “linha do Tejo”.

Com a extinção da Ordem do Templo (1312), a propriedade passou para o domínio da Ordem de Cristo (1321), que aí edificou a uma granja de veraneio por volta de 1540-1542. O projeto do conjunto da quinta, que inclui o palacete, o celeiro, a capela e o claustro, é atribuído à traça do arquiteto João de Castilho (SERRÃO, 2002:61).

A importância da propriedade era de tal ordem que em 1550, João III de Portugal (1521-1557) terá autorizado o seu irmão a proceder à mudança do curso do rio Tejo, fazendo-o passar pela Cardiga.

No contexto da Dinastia Filipina (1580-1640) Filipe II de Espanha (1554-1598) aqui pousou no regresso das Cortes de Tomar (1581), a caminho de Lisboa.

Com a extinção das Ordens Religiosas no país (1834), a propriedade passou para as mãos de diversos particulares.

Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 38.673, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 57, de 12 de março de 1952.

Características

À semelhança do Palácio da Bacalhoa, a Quinta da Cardiga apresenta uma solução "nacionalizada", ou vernacular, do modelo clássico do palácio-fortaleza.

Do antigo castelo templário resta a torre de planta quadrangular dividida internamente em seis pisos.

O palacete traçado por Castilho apresenta uma estrutura de palácio-fortaleza renascentista, ladeado por torreões circulares rematados por cúpulas, de planimetria longitudinal que integra pátios interiores, galerias e diversas dependências. O ritmo da fachada principal é marcado pela disposição simétrica de janelas nos dois pisos em que se divide. O portal principal possui moldura retangular simples encimada por frontão com enrolamento, no qual foi inserido medalhão com Cruz de Cristo sustentado por dois “putti”. Na fachada principal foi ainda edificado um portal festonado decorado com motivos "grutescos".

O celeiro, de planta quadrangular, é coberto por abóbadas de aresta assentes em colunas monolíticas.

A capela, sob a invocação de Nossa Senhora da Misericórdia, desenvolve-se em planta longitudinal de nave única com capela-mor quadrangular coberta por abóbada de arestas. O altar-mor é definido por arco de volta perfeita assente sobre pilares jónicos. Sobre o altar foi colocado um retábulo de mármore, atribuído à oficina de João de Ruão (SERRÃO, 2002:61), figurando a Virgem da Misericórdia.

Bibliografia

SERRÃO, Vitor. "História da Arte em Portugal - o Renascimento e o Maneirismo". Lisboa, 2002.



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Contribution

Updated at 02/04/2014 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.


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    Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 38.673, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 57, de 12 de março de 1952.







  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Santarém
    City: Santarém



  • Lat: 39 -27' 19''N | Lon: 8 26' 58''W







  • Castelo Templário



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