Castle of Assumar

Monforte, Portalegre - Portugal

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O "Castelo de Assumar" localizava-se na vila e freguesia de Assumar, concelho de Monforte, distrito de Portalegre, em Portugal.

Situava-se na linha que separa a ribeira de Assumar e a ribeira da Torre, esta última afluente do rio Caia, sensivelmente a meio caminho entre Monforte e Arronches.

História

Antecedentes

A região foi habitada desde época pré-histórica, como atestam os abundantes testemunhos líticos, principalmente na área do Monte Velho e da Ribeira do Freixo. À época da ocupação romana verificou-se um notável progresso em toda a região de Monforte. É possível que neste período Assumar se tenha designado como “Ad-Septem-Arae” ou “Septem-Arae”, constituindo uma pequena estação nas proximidades da via imperial romana que ligava “Olisipo” (Lisboa) à então capital, “Emérita Augusta” (Mérida).

À época da Reconquista cristã, esta região foi conquistada aos muçulmanos em data incerta por Afonso I de Portugal (1145-1185), voltando a cair na posse daqueles, para ser definitivamente recuperada por Sancho I de Portugal (1185-1211), também em data incerta.

No reinado de Sancho II de Portugal (1223-1248), em 1226 Assumar já possuía termo próprio, figurando como limite no Foral de Marvão.

Em 1262 Afonso III de Portugal (1248-1279) concedeu o padroado da Igreja de Santa Maria de Assumar e de Arronches aos frades do Convento de Santa Cruz de Coimbra.

O castelo medieval

À época do reinado de Dinis I de Portugal (1279-1325), a povoação de Assumar recebeu carta de foral (1298) e, diante do seu crescimento, concedeu liberdade aos moradores e habitantes da vila, desanexando-os do termo de Monforte (1314). O seu filho e sucessor, Afonso IV de Portugal (1325-1357), fez erguer, em 1332, uma pequena fortificação para a defesa das suas gentes, conforme inscrição epigráfica atualmente na fachada sul da igreja paroquial:

"Em nome de Deus amem. Era de mil CCCLXX anos se fez este castelo em senhorio do mui nobre Rey Dom Affonso de Portugal e do Algarve filho do mui nobre Rey Deniz. Me Francisco, M."

Em 1365 Pedro I de Portugal (1357-1367) concedeu amplos privilégios aos moradores da vila e termo de Assumar, os quais foram sucessivamente confirmados pelos reis portugueses até ao século XIX.

À época da crise de sucessão de 1383-1385, o Condestável D. Nuno Álvares Pereira, à frente das forças portuguesas, ter-se-á detido na Igreja de Nossa Senhora dos Milagres de Assumar após a vitória sobre as forças castelhanas na batalha dos Atoleiros (1384). Como forma de agradecimento, em 1427 João I de Portugal (1385-1433) doou-lhe a posse da vila de Assumar.

Em 1482 João II de Portugal (1481-1495) doou a Gonçalo Alvarez a alcaidaria-mor da vila e o Castelo de Assumar e, em 1486, concedeu-lhe ainda a posse do reguengo e a portagem da vila.

Sob o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521), a povoação e seu castelo encontram-se figurados por Duarte de Armas no “Livro das Fortalezas” (c. 1509), em duas vistas (fls. 35 e 36, ANTT). Era seu alcaide, à época, Gonçalo Álvares de Abreu (1480-1512). A vila recebeu o Foral Novo em 29 de março de 1511, estando então incluída no termo e vila de Portalegre.

Em 1552 João III de Portugal (1521-1557) confirmou a posse da vila de Assumar a Teodósio II, 7.º duque de Bragança.

Do século XVII aos nossos dias

Durante a Dinastia Filipina (1580-1640) foi criado o título de conde de Assumar, associado a duas grandes casas senhoriais portuguesas, os Ferreira e os Almeida. Após ter sido interrompida durante um curto período, a atribuição deste título honorífico foi reiniciada pela Casa dos Almeidas de Portugal, ligando-o a feitos militares, especialmente à expansão portuguesa no oceano Índico. Dos diversos detentores deste título destacaram-se Pedro de Almeida (1630-1679), 1.º conde de Assumar; João de Almeida Portugal (1663-1733), 2.º conde de Assumar; Pedro Miguel de Almeida Portugal (1668-1756), 3.º conde de Assumar e 1.º marquês Alorna; João de Almeida Portugal (1727-1802), 4.º conde de Assumar e 2.º marquês de Alorna; Pedro José de Almeida Portugal (1754-1813), 5.º conde de Assumar e 3.º marquês de Alorna; João de Almeida Portugal, 6.º conde de Assumar; Miguel de Almeida Portugal, 7.º conde de Assumar; e Leonor de Almeida, 8.ª condessa de Assumar e 4.ª marquesa de Alorna.

No contexto da Guerra da Restauração (1640-1668), em 1662 Assumar sofreu a ocupação das tropas espanholas sob o comando de D. Juan José de Austria, tendo o castelo sofrido extensos danos na ocasião.

No contexto da Guerra da Sucessão de Espanha (1701-1713/1715) em 1701 foi ocupada por tropas inimigas vindo a sofrer novos danos nas suas defesas.

No século XIX ainda se encontrava de pé uma parte da fortificação. Nessa fase, esses restos foram demolidos e a inscrição epigráfica transferida para a torre da Igreja. Chegou até aos nossos dias um pequeno troço do pano da sua primitiva muralha. Estes vestígios não se encontram classificados pelo poder público português.

Características

Exemplar de arquitetura militar, em estilo gótico, implantado numa plataforma de suave declive, quase plano, que corre à cota de 326 metros acima do nível do mar. É o caso mais evidente, em toda a linha de fronteira portuguesa, de um castelo de planície, embora não possa ser verdadeiramente considerado um castelo, uma vez que não possuía alcáçova. Com pouca capacidade militar, incapaz de resistência em caso de cerco, afirmava-se mais como uma cerca para controlo da população e do comércio local.

A cerca muralhada representada por Duarte d’Armas no início do século XVI era de planta quadrangular, solução não aplicada durante a Idade Média e que faz lembrar traçados militares de épocas anteriores, romanas ou muçulmanas. A muralha era rasgada, para além da Porta de Armas, por quatro portas localizadas próximo das medianas dos lados. O sistema defensivo de defesa era simples, sem barbacã e nem torres de flanqueamento. Apresentava bastante fragilidade devido ao elevado número de portas.

A Porta de Armas rasgava-se na muralha sul, e era defendida pela única torre do recinto, fronteira ao alçado lateral da Igreja Matriz, estando a capela-mor desta adossada à muralha. A porta era construída em silhares de pedra à vista, incluindo a pedra de armas que sobrepujava o arco de entrada.

A vila medieval estava integralmente compreendida dentro das muralhas e deveria ter uma área com 50 m x 60 m. Três ruas, conjugadas com o largo da Igreja Matriz definem o espaço do antigo castelo.



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Contribution

Updated at 15/07/2017 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (2).


  • Castle of Assumar


  • Fence

  • 1332 (AC)



  • Afonso IV of Portugal

  • Portugal

  • 1900 (AC)

  • Missing

  • Monument with no legal protection





  • Disappeared

  • 3000,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Portalegre
    City: Monforte



  • Lat: 39 -9' 31''N | Lon: 7 23' 33''W










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