Fort of Nossa Senhora da Conceição das Velas

Velas, Autonomous Region of Azores - Portugal

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O “Forte de Nossa Senhora da Conceição” localiza-se na freguesia e concelho das Velas, costa sul da ilha de São Jorge, na Região Autónoma dos Açores, em Portugal.

Em posição dominante a oeste sobre a baía das Velas, constituiu-se em uma fortificação destinada à defesa deste ancoradouro contra os ataques de piratas e corsários, outrora frequentes nesta região do oceano Atlântico. Cruzava fogos, a leste, com o Forte de Santa Cruz.

História

Por Provisão Régia datada de 4 de junho de 1572, Sebastião I de Portugal (1557-1578) determinou fossem executadas obras de fortificação nas ilhas do Faial e de São Jorge. (REZENDES, 2010(a))

Desse modo, e em resultado de uma inspeção às ilhas efetuada pelo Desembargador Fernão de Pina Marecos, que nas palavras de FRUTUOSO "Veio a estas ilhas dos Açores, por mandado de el-rei Dom Sebastião, que estê em glória, por presidente do desembargo e com outros cárregos supremos, que executou como estremado senador, zeloso da honra de Deus, serviço de el-rei e bem dos povos." (Op. cit., Livro VI, cap. XII), foi enviado a São Jorge o encarregado das fortificações do Reino, Álvaro Fernandes, com a missão elaborar projetos e executá-los. Para garantir os recursos necessários, aplicou-se um imposto de 2% para a construção das fortificações e muralhas ao longo da orla das vilas. (AVELLAR, 1902:238)

Em 16 de março de 1576, Luís Gonçalves Cota, fidalgo cavaleiro e mestre das obras das fortificações, dirigiu-se às Velas como empreiteiro para "feitorar o forte que estava abalisado". Entretanto, como era muito dispendiosa a balisagem do forte do modo que o dito mestre ordenava, a Câmara Municipal e os Vereadores, tendo em atenção a muita pobreza da terra, e não quererem os concelhos da Calheta e do Topo contribuir para essas obras, deliberaram em sessão de 11 de agosto de 1576 não fazer a obra e que se mandasse um homem ao reino a pedir a sua Alteza para deixar os dízimos da ilha, tendo em vista a muita carestia que então havia na terra.

Mais tarde, havendo notícia de inimigos, a Câmara com o povo acordaram, em 15 de março de 1578, que no porto principal da vila se devia colocar artilharia, que se fizesse uma trincheira com dois traveses e a cortina pela banda de terra, uma vez que, pela banda do mar havia altura de sobra para, atrás desta cortina se recolher toda a arcabuzeria e bombardeiros. E que no porto do mar de Bairros, hoje do Pocinho, se fizesse uma estância para nela jogarem duas peças de artilheria, e na ponta da Senhora da Conceição, outra estância onde jogassem algumas peças de artilharia, sendo isto o que havia necessidade de se fortificar na vila e porto para que os inimigos não desembarcassem.

No contexto da Dinastia Filipina (1580-1640), em 1617 havendo o soberano notícia de que em Argel se havia juntado uma quantidade de velas, no ano seguinte (1618) remeteu, para fortificação das ilhas dos Açores, o capitão Marcos Fernandes de Teive. Este, achando-se nas Velas a 14 de maio do mesmo ano, mandou sustar a construção de uma cortina atrás do Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição, por ser costa brava e não poder ali o inimigo entrar. Traçou então a cortina de muralhas do porto do mar de Bairros, que se estendiam do castelo de Santa Cruz, até à estância na Senhora da Conceição, cobrindo o porto das Caravelas. (PEREIRA, 1987:129) Estas obras estavam concluídas em 1621, encontrando-se em progresso a fortificação junto ao poço de beber. Nestas duas obras, despenderam-se 541$105 réis.

No contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa (1640-1664), o forte foi reedificado em 1644 (PEREIRA, 1987:128) sobre o lugar onde anteriormente se erguiam a primitiva Igreja de Nossa da Conceição das Velas e outro antigo forte, esse remontando a 1641.

No contexto da Guerra da Sucessão Espanhola (1702-1714) a sua defesa foi insuficiente quando do assalto do corsário francês René Duguay-Trouin (20 de setembro de 1708). Na ocasião, uma força de 200 homens desembarcou e invadiu a vila das Velas onde, diante da fuga dos moradores, reabasteceu-se dos víveres de que necessitava. (Arquivo Nacional da Torre do Tombo. "Manuscritos da Livraria", n.º 2641, fls. 11-12, Relação das "ilhas debaixo", elaborada pelo emissário-régio António do Couto de Castelo Branco, Horta, 1710. In: MENESES, Avelino de Freitas de. Estudos de História dos Açores (vol. II). Ponta Delgada (Açores): Jornal de Cultura, 1995. p. 38) À época, encontra-se referido pelo marechal Castelo Branco na relação "Fortificações nos Açores existentes em 1710" como "A Fortaleza de Nossa Senhora da Conceiçam.". (Op. cit., p. 180)

SOUSA (1995), em 1822, ao descrever o porto de Velas refere: "(...) o [castelo] da Conceição de 12 [peças], (...).". (Op. cit., p. 103)

A "Relação" do marechal de campo Júlio José Fernandes Basto, 1.º barão de Basto, comandante da 10.ª Divisão Militar (Açores), em 1862 informou que se encontrava em bom estado, e complementou:

"Por officio do Ministro da Guerra de 4 de Fevereiro de 1859 forão mandados conservar devidamente guardados. Defendem bem o porto que é o principal da Ilha, e contribuem para lhe certo respeito e importância; com tudo não há forma militar para os guarnecer, e somente ali existe um Official de Veteranos, e duas praças que vegião pela sua conservação." (BASTOS, 1997:273)

Do “Tombo” de 1883 apenas foi possível localizar e publicar a planta. (PEGO, 1998:163-166)

Um forte temporal e a consequente ressaca marinha causaram sérios danos à estrutura em 1896. (S. Jorge/Açores: Guia do Património Cultural. s.l.: Atlantic View - Actividades Turísticas, Lda, 2003. ISBN 972-96057-2-6. p. 66)

Foi cedido, por volta de 1912, à Câmara Municipal (REZENDES, 2010(a)) para ser utilizado como mercado de gado. (REZENDES, 2009)

Em 1928 contava com oito canhoneiras e a guarita, (REZENDES, 2010(a)) ano em que foi vendido à Empresa Elétrica Velense. (REZENDES, 2009)

Durante muitos anos votado ao abandono, foi requalificado no início do século XXI, com a recuperação de grande parte das suas muralhas. Em seu interior foi erguido o Auditório Municipal e Centro Cultural das Velas.

Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado.

De acordo com a planta do "Tombo" de 1883, apresentava planta no formato de um polígono irregular com cinco lados. Nas muralhas voltadas ao mar rasgavam-se sete canhoneiras. Em seu terrapleno, adossada ao muro pelo lado de terra, erguia-se a edificação de serviço, com dois compartimentos.

  • Fort of Nossa Senhora da Conceição das Velas


  • Fort

  • 1578 (AC)




  • Portugal


  • Featureless and Well Conserved

  • Monument with no legal protection





  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Autonomous Region of Azores
    City: Velas



  • Lat: 38 -41' 18''N | Lon: 28 12' 27''W










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