Castle of Soria

Soria, Soria - Spain

Search for fortification's images

Date 1 Date 2

Medias (1)

Images (1)

O “Castelo de Sória” localizava-se no chamado "Cerro del Castillo", na atual cidade de Sória, capital da província homónima, na Comunidade Autónoma de Castela e Leão, no centro-norte de Espanha.

A cidade medieval, com uma superfície de mais de um quilómetro quadrado, era envolvida por uma dupla cerca, com barbacã, tendo, em posição dominante sobre um monte - primitivamente denominado como "monte Oria" de acordo com alguns autores -, sendo considerado como um dos melhor defendidos na Espanha no início do século XII.

História

Antecedentes

A primitiva ocupação de seu sítio remonta pelo menos à Idade do Bronze, quando ali existiu um castro dos Celtiberos, conforme o atestam os vestígios arqueológicos. Bartolomé de Torres, na sua obra "Topografía de la ciudad de Numancia", assegura que o castelo desta cidade recebeu o nome de "Oria" devido a um cavaleiro grego de nome "Dórico", chefe dos Dórios, que terá chegado a Sória vindo da Acaia. Desta notícia deduzem alguns historiadores que os primeiros povoadores da atual Sória foram os dórios. Essa hipótese, entretanto, não tem suporte arqueológico, e, para outros estudiosos os primeiros povoadores de Sória foram os Suevos, cujos reis, de acordo com Pedro Tutor y Malo no seu "Compendio historial de las dos Numancias", aqui estabeleceram uma das suas Cortes. Ambas as hipóteses vieram a ser descartadas com o passar do tempo, uma vez que nenhuma fonte as apoia de modo fidedigno.

À época da Romanização aqui existiu uma aldeia de pouca expressão.

Após a invasão muçulmana da península aqui terá existido uma simples atalaia ou pequena fortificação com a função de vigia deste trecho do rio Douro e defesa avançada da praça de Medina-Sória.

O castelo medieval

A construção do castelo é tradicionalmente atribuída ao conde Fernão Gonçalves, o que não é plausível, uma vez que, no contexto da Reconquista cristã da região, Sória foi conquistada definitivamente no início do século XII por Afonso I de Aragão (1104-1134), casado com Urraca I de Leão e Castela (1109-1126). O filho de ambos, Afonso VII de Leão e Castela (1126-1157) foi o responsável pela construção da cerca interior da povoação, e Sancho IV de Leão e Castela (1284-1295) pela cerca exterior.

Um par de iconografias do castelo no século XVIII pode ser apreciada, sob a forma de afrescos, na Igreja de San Saturio, na cidade.

O “Plano de Sória” de autoria de Dionisio Badiola datado de princípios do século XIX, retrata com fidelidade o castelo, em alçado, planta e perfil, antes de ter sido destruído.

Da destruição aos nossos dias

No contexto da Guerra Peninsular (1808-1814) o general José Joaquín Durán y Barazábal fez explodir o antigo castelo e as muralhas da cidade em 1812, visando evitar que as forças francesas ali se viessem a fortificar. Após o conflito, as ruínas permaneceram abandonadas.

Chegaram aos nossos dias apenas as ruínas da torre de menagem, o recinto muralhado interior e restos da cerca exterior com o seu acesso flanqueado por dois cubelos cilíndricos.

Atualmente localizam-se no "Cerro del Castillo" um parque público, os reservatórios de água potável da cidade, a piscina municipal (que aproveita o algibe do antigo castelo), e o Parador Nacional de Antonio Machado.

Características

Exemplar de arquitetura medieval, em estilo gótico.

O castelo apresentava planta trapezoidal irregular, com torres nos vértices. O Portão de Armas era defendido por uma torre e, no lado oposto, a leste, erguia-se a torre de menagem. Junto a esta, na praça de armas, abria-se o algibe e erguiam-se as dependências de serviço. A muralha interior cobria o perímetro do monte. Foi neste espaço, ao abrigo do castelo, que a cidade nasceu.

Com o crescimento da mesma tornou-se necessário erguer uma nova cintura de muralhas, agora com planta aproximadamente retangular, com mais de oito quilómetros de perímetro, abrangendo a maior parte do casco antigo da atual cidade. Ela desenvolvia-se para o sul, a partir do primitivo recinto, passando pelo cemitério, prosseguindo em curva pela pelas ruas de Santa Clara, Alberca e Portas de Pro para o oeste, infletindo para o norte, passando por Santo Tomé e continuando a subir até à Praça do Rosário. Na altura do Passeio do Mirón, toma a direção leste buscando a Ermida da Virgem do Mirón e desce pela ladeira do monte até ao rio Douro, de onde inflete novamente para o sul, margeando o rio e retornando ao "Cerro del Castillo". De todo este vasto recinto à época, apenas nos restam alguns troços e alguns cubelos na altura do Passeio do Mirón, na descida para o Douro, e o chamado "Postiguillo", além de alguns restos, pouco reconhecíveis em alguns casos, inseridos no casario da cidade.

Outra muralha iniciava-se a partir do oeste e envolvia a anterior apenas pelo lado voltado para a cidade até à entrada principal do castelo, e que já se encontrava em ruínas no início do século XIX. Dentro do recinto amuralhado encontra-se a Igreja de San Salvador, que foi utilizada para serviço dos habitantes do castelo e que se encontrava em ruínas já no início do século XVII. Neste espaço também se localizava uma das duas alfamas de Sória (a outra localizava-se ao lado da Plaza Mayor) cuja actividade intelectual, económica e comercial foi notável.



Related entries 


 Print the Related entries

Contribution

Updated at 11/01/2016 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


  • Castle of Soria


  • Castle





  • Spain

  • 1812 (AC)

  • Conserved Ruins






  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Spain
    State/Province: Soria
    City: Soria



  • Lat: 41 -46' 19''N | Lon: 2 27' 31''W










Print the contents


Register your email to receive news on this project


Fortalezas.org > Fortification > Castle of Soria