
O “Castelo de Noudar” localiza-se na freguesia e concelho de Barrancos, distrito de Beja, em Portugal.
Castelo da raia, ergue-se isolado em uma elevação escarpada dominando a planície circundante, o rio Ardila e a ribeira de Múrtega afluentes da margem esquerda do rio Guadiana.
É testemunha, juntamente com os castelos de Alandroal, Moura, Serpa e Veiros, da ação da Ordem de Avis na região.
História
Antecedentes
A primitiva ocupação da região remonta ao período Calcolítico, sucessivamente ocupada por Romanos, Visigodos e Muçulmanos, conforme os testemunhos arqueológicos.
Terão sido estes últimos os responsáveis pela fortificação do local, por volta do século X ou XI, na forma de uma pequena torre ou castelo em taipa, com a função de controlo daquele trecho da via que ligava Beja / Moura a Jerez de los Caballeros / Via da Prata, uma das mais importantes redes viárias da antiguidade a Ocidente.
A povoação de Noudar (então referida como “Nodar” ou “Noudall”) terá sido conquistada aos Muçulmanos por Gonçalo Mendes da Maia, "o Lidador", por volta de 1167, para ser perdida para as forças Almóadas sob o comando do califa Abu Iúçufe Iacube Almançor (1184-1199) na ofensiva de 1190-1191.
Voltou a mãos cristãs, agora para o Reino de Leão, tendo recebido foral de Afonso X de Leão e Castela (1252-1284), junto com Arouche, Aracena, Moura e Serpa (6 de dezembro de 1253). O soberano doou Noudar, Moura, Mourão e Serpa a D. Beatriz de Castela, sua filha, esposa de Afonso III de Portugal (1248-1279), ficando estas vilas a pertencer à coroa portuguesa (4 de março de 1283). Durante a luta que opôs D. Afonso X a D. Sancho, seu filho e herdeiro, D. Beatriz colocou estas praças fronteiriças à disposição das forças de seu pai, mas elas acabaram por ser tomadas pelos partidários do infante, futuro Sancho IV de Leão e Castela (1284-1295).
O castelo medieval
No reinado de Dinis de Portugal (1279-1325) pelos termos do Tratado da Guarda (1295), que estabeleceu a paz entre D. Dinis e Fernando IV de Castela (1295-1312), Noudar tornou à Coroa portuguesa. Nesse mesmo ano, D. Dinis outorgou foral à vila (16 de dezembro).
Mais tarde, o soberano doou a vila e os seus domínios à Ordem de Avis, determinando que os freires e o Mestre, D. Lourenço Afonso, promovessem o povoamento da região e erguessem um "castello de boo muro e façam y huum Alcaçar forte" (25 de novembro de 1307). (BARROCA, 2000:1339). No ano seguinte D. Dinis visando incentivar o povoamento desta região fronteiriça, tomou as seguintes medidas (16 de janeiro de 1308):
- Isentou os moradores da vila de serem penhorados ou constrangidos por dívidas, nas suas armas, cavalos e roupa de vestir;
- Concedeu mercê ao Mestre de Avis "(…) para ajuda do lavor de Noudar, das lutuosas que por 4 annos tem de receber dos vassalos que morrerem, e quitando-lhes as colheitas das Commendas da sua Ordem, ainda que naquelles 4 anos ahy vam"; e
- Instituiu na vila de Noudar um couto de homiziados dando "mercê de segurança real" a quem nele vivesse por cinco anos;
Data desse momento uma lápide, originalmente colocada sobre a torre de menagem, hoje desaparecida, mas referida por Gustavo de Matos Sequeira, noticiando que D. Lourenço Afonso, Mestre da Ordem de Avis, a pedido de D. Dinis fundou o castelo de Noudar e povoou a vila (1 de abril de 1308).
De 3 de março de 1307 a 14 de abril de 1311 D. Aires Afonso ocupou o cargo de Comendador-mor da Ordem de Avis e promoveu obras no castelo, como comprova a inscrição gravada numa lápide outrora localizada no castelo e hoje depositada na Câmara Municipal de Barrancos (a data critica atribuída a esta inscrição por BARROCA é o ano de 1308).
Por carta de quitação passada por D. Dinis a D. Gil Martins, então Mestre da Ordem de Avis (26 de abril de 1319) esta ficou livre da dívida que havia contraído para a construção dos castelos de Noudar, Veiros e Alandroal (BARROCA, 2000:1341).
Pouco depois, em 1322, D. Dinis doou à Ordem de Avis, na pessoa do seu mestre, D. Vasco Afonso, o senhorio da vila e as rendas das igrejas de Serpa, Moura e Mourão para ajuda na construção do castelo (BARROCA, 2000:1340).
Em 1339 o nobre castelhano D. Diego Fernandez, da Ordem de Santiago, cercou e tomou o castelo, que só foi devolvido a Portugal em 1372 pelo casamento de Fernando I de Portugal (1367-1383) com D. Leonor Teles.
No contexto da crise de sucessão de 1383-1385 a povoação e seus domínios retornaram à posse de Castela.
Sob o reinado de João I de Portugal (1385-1433) celebrou-se o 2.º Tratado de Monção (29 de novembro de 1389), por cujos termos celebravam-se tréguas por três anos com João I Castela (1379-1390) e fazia-se a restituição mútua de terras conquistadas: Portugal cedia a Castela Salvaterra de Miño e Tuy, e recebia desta Mértola, Noudar e Olivença, no Alentejo, e Castelo Melhor, Castelo Mendo e Castelo Rodrigo, no Ribacoa. Ainda neste reinado, visando reforçar o povoamento desta zona fronteiriça, o soberano renovou o estatuto de couto de homiziados a Noudar (1406).
Em abril de 1491 João II de Portugal (1481-1491) ordenou que fossem demarcados os termos da vila de Noudar com a vila de Moura, trabalho que viria a ser executado por João Jorge. No ano seguinte (1492), enviou a Castela Vasco Fernandes como seu procurador para com os representantes daquele reino definir os termos de Noudar com os de Anzina Sola, hoje conhecida como Encinasola.
Sob o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521) a vila e seu castelo encontram-se figuradas por Duarte de Armas no “Livro das Fortalezas” (c. 1509). Os desenhos registam o castelo com uma barbacã de planta irregular, adossada e parcialmente integrada a sudeste do muro da vila, este parcialmente arruinado e provido de torres quadrangulares também muito destruídas, tal como os remates de merlões. A barbacã possuía dupla cintura de muralhas a nordeste e 2 torres retangulares a sudoeste, uma das quais "no andar do muro" e outra com esbarro, ambas cobertas com telhado e integrando simultaneamente a muralha do castelejo, irregular, de forma aproximada a um trapézio, onde se salientam para além destas torres, 2 cubelos semicilíndricos voltados a sudeste "na altura do andar do muro", sem remate, uma torre quadrangular no cunhal leste com cobertura de telhado e outra, retangular, no cunhal norte, que estava "derribada". A noroeste. a torre de menagem, quadrangular, abobadada, provida de cisterna e "tem em cima um aposentamento bom" iluminado por fresta e era rematada por merlões piramidais. Junto à torre de menagem abria-se uma dupla entrada para a praça de armas, centrada por pátio longitudinal com 2 cisternas em redor do qual se dispunham os "aposentamentos térreos" e outras dependências que compunham a alcáçova.
Em carta enviada a D. Manuel por Manuel Velho, visitador das obras dos castelos de Portel, Moura e Mourão, referem-se obras no castelo "de Noudall" (20 de fevereiro de 1510). Pouco depois a vila recebeu do soberano o “Foral Novo” (17 de outubro de 1513).
O “Livro das Terras das Ordes - Povoação de entre Tejo e Guadiana” (1532) refere que o comendador da vila, que "he do Mestrado d'Avis" é o marquês de Torres Novas (então D. João de Lencastre) e o seu Alcaide, Luís Dantas. Tinha então uma freguesia e cerca de 6 moradores. No termo da vila ficava a aldeia de Barrancos com 73 moradores, dos quais nove eram viúvas, dois clérigos e o resto "sam castelhanos".
No século XVI a igreja paroquial era denominada de Nossa Senhora de Entre Ambas as Águas, evocando a ribeira da Murtéga e o rio Ardila que abraçam a leste e a oeste a vila. Em 29 de novembro de 1557 apresenta-se à paróquia o licenciado Bartolomeu Rodrigues, o mais antigo prior da igreja documentado.
Mais tarde, em 1577, as Comendas de Noudar e Barrancos pertencem a D. Jorge de Lencastre, 2.º duque de Aveiro. Essas comendas passaram para a Casa de Linhares (17 de abril de 1590) e, posteriormente, para a Casa de Cadaval (1610).
No século XVII a vila de Noudar possuía 400 vizinhos, Santa Casa de Misericórdia, hospital e 3 ermidas.
Da Guerra da Restauração da independência aos nossos dias
No contexto da Guerra da Restauração da Independência portuguesa (1640-1668) o castelo sofreu grandes estragos, sendo mesmo ocupado por tropas espanholas em 1644.
Ao final do século XVII a igreja paroquial tinha como orago Nossa Senhora do Desterro, sendo prelado D. Prior Mor de Avis.
Posteriormente, no contexto da Guerra da Sucessão Espanhola (1701-1714), foi novamente ocupado por tropas espanholas (1707). O Castelo de Noudar e o seu concelho apenas seriam formalmente restituídos a Portugal (juntamente com a Colónia do Sacramento, na América do Sul) pelo Artigo V do segundo Tratado de Utrecht (6 de fevereiro de 1715).
Na sequência deste conflito formulou-se um projeto para a construção de uma fortaleza de grandes dimensões, na colina a sul, para substituir o antigo castelo, porém, embora João V de Portugal (1706-1750) tenha ordenado a sua construção, jamais chegou a sair do papel.
Em 1708 Noudar possuía cerca de 400 habitantes. Nessa altura, constituía uma paróquia sob a invocação de Nossa Senhora do Desterro, tendo como prelado o prior da Ordem de Avis. Dispunha de uma Santa Casa da Misericórdia, com hospital, assim como de três ermidas. Nessa época, nas suas imediações, eram cultivados trigo, cevada e centeio e era criado gado. (Padre António Carvalho da Costa, Corographia portugueza e descripçam topographica do famoso Reyno de Portugal, Tomo II, 1708)
Em 1740 Noudar contava com 200 fogos. Em 1769 era prior da igreja Frei Ignácio da Costa Inverno.
Data de 1755 uma planta da Praça de Noudar por Miguel Luiz Jacob, na qual se mostra a localização de um reduto de planta estrelada que se projetava construir no morro de São Gens, fronteiro ao castelo, do seu lado sudeste, que também nunca chegou a materializar-se. A planta mostra uma cortina e redentes frente aos troços sudeste e nordeste da cerca, e um revelim a proteger o cubelo oeste. Na alcáçova assinala-se a torre de menagem, que servia então como armazém de pólvora, armazéns demolidos a sudoeste e no exterior do ângulo norte da muralha noroeste quartéis arruinados
Data de 1758 uma planta da Praça de Noudar riscada por João António Infante, praticante de número da Academia Militar da Província do Alentejo.
Data de 1795 uma planta da Praça de Noudar por Lourenço Homem da Cunha de Eça.
O concelho de Noudar foi extinto em 1825, transitando a sede municipal para Barrancos. Ao longo do século XIX a vila foi abandonada pela população.
Em 1879 o proprietário da Herdade da Coitadinha, José Bonifácio Garcia Barroso, apresentou um requerimento a Luís I de Portugal (1861-1889) para que o Castelo de Noudar, então em ruínas, passasse para o Ministério da Fazenda, a fim de ser vendido em hasta pública:
"José Bonifácio Garcia Barroso, negociante em Lisboa e proprietário em Barrancos, que tendo uma propriedade denominada Coitadinha, que circunda as ruínas do Castelo de Noudar pertencentes a este concelho, outras dentro das mencionadas ruínas, as quais são uma casa na rua de ardila, dois assentos de casas na rua de Múrtega e outras; e não havendo utilidade alguma na conservação das ditas ruínas, porque para nada servem. Pede a V.ª Mde. para que as mencionadas ruínas do castelo de Noudar passem ao Ministério da Fazenda a fim de serem vendidas em hasta pública como bens nacionais, segundo as leys de amortização."
As ruínas do castelo foram vendidas em 1893 pelo Estado, em hasta pública, a João Barroso Domingues, proprietário em Barrancos, que, mais tarde, o vendeu a José Augusto Fialho e Castro, lavrador e proprietário de Barrancos. O imóvel passou depois, por herança, para Maria das Dores Blanco Fialho Garcia, sua proprietária na década de 1990.
Em 1896 Noudar possuía apenas 11 habitantes e 5 habitações, encontrando-se completamente desabitada em 1919.
Gustavo de Matos Sequeira refere em 1909 as duas inscrições outrora localizadas na torre de menagem do castelo e cujas fotografias publica: uma delas esteve durante alguns anos guardada na Herdade da Coitadinha, onde o autor a viu.
O “Castelo de Noudar / Fortificação de Noudar” encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo n.º 136, de 23 de junho. Encontra-se incluído no Plano Sectorial da Rede Natura 2000 como “Sítio de Interesse Comunitário Moura/Barrancos” (PTCON0053).
A Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais procedeu à demolição de paredes recentes, consolidação das mais antigas, e reconstrução de abóbodas e coberturas (1944). Posteriormente tiveram lugar trabalhos de consolidação de muralhas (1979).
Em 1981 nova campanha de intervenção efetuou a recuperação de muralhas em ruína, o restauro da capela, e, no Verão, teve início um programa de intervenção integrada a cargo do Campo Arqueológico de Mértola, sob a direção de Cláudio Torres. Essas escavações revelaram vestígios que testemunham a ocupação humana contínua do lugar desde o Calcolítico, constatando-se, para além da alcáçova, uma outra zona de ocupação, a norte. A área entre a torre e a zona habitacional não foi ocupada em época islâmica.
Em 1985 efetuaram-se obras de construção civil.
A 25 de junho de 1997 teve lugar a assinatura do contrato de Promessa de Compra e Venda do castelo por José Augusto Fialho à Câmara Municipal de Barrancos, e a venda à EDIA da Herdade da Coitadinha.
No ano 2000 foi organizado no castelo, pela Câmara Municipal e pelo Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul, com o apoio da Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, e recursos do Fundo Social Europeu através do Programa Leonardo da Vinci, um estaleiro-escola de formação em restauro e conservação, com equipas de jovens oriundas de França, Itália e Espanha. À época procedeu-se à reconstrução da Igreja e de duas edificações, empregando-se as técnicas originais de construção.
De 2000 a 2001 a EDIA procedeu a recuperação do Monte da Coitadinha no âmbito do Projecto Parque da Natureza de Noudar.
A Câmara Municipal procedeu obras de recuperação da torre sudoeste do castelo (c. 2010).
Em 20 de agosto de 2012 procedeu-se o encerramento temporário ao público do recinto por decisão do município, devido ao perigo de derrocada de partes do monumento.
Características
Exemplar de arquitetura militar, gótico e abaluartado, de enquadramento rural, isolado, no extremo oeste da Herdade da Coitadinha, na cota de 275 metros acima do nível do mar.
Defendido naturalmente, é dificilmente acessível por norte, sul e oeste. O seu único acesso é a partir de Barrancos. O local foi escolhido pela sua condição de defesa natural, e pelo aproveitamento de uma nascente de água potável, a Fonte da Figueira, localizada a cerca de 250 metros a leste do castelo, no cerro denominado da Forca. Na proximidade do Castelo existem, terras boas para a agricultura e extensos montados para o pastoreio do gado.
O conjunto é composto por castelejo e barbacã, reforçados por cubelos a espaços mais ou menos regulares, com torre de menagem quadrangular.
De acordo com Santiago Macias a primitiva estrutura militar consistiria numa "simples torre (burda) ou atalaia que servia de proteção a um pequeno povoado, cuja função pode ter sido a de controlar a entrada neste limite da kura" podendo ser do período islâmico o pano de muralha em taipa e xisto a sul da alcáçova, sendo inequívoco "pela diferença de cota entre o interior da alcáçova e o seu exterior, que a linha onde aquela estrutura foi edificada corresponde ao limite meridional do burdj"; a torre implantava-se no ponto mais elevado do local, posteriormente ocupado pela alcáçova cristã (MACIAS, 2012).
O conjunto fortificado apresenta planta hexagonal irregular, de eixo longitudinal noroeste-sudeste, onde se definem dois espaços: o do castelo (alcáçova, a sudeste) e o da cerca da antiga vila de Noudar. Esse perímetro amuralhado corresponde à campanha dionisiana dos inícios do século XIV. Existem vestígios de cortina a sudeste e de redente a sul.
O castelo apresenta planta trapezoidal e a sua muralha sudeste é em taipa revestida a alvenaria de xisto. Na sua muralha noroeste, defendendo ativamente a entrada, ergue-se a torre de menagem, de planta quadrangular, com cerca de 17,5 metros de altura, coroada por ameias. A torre é acedida por duas portas em arco quebrado: uma no piso inferior, rasgada na parede sudeste, e outra rasgada na parede nordeste, no 2.º piso, com acesso por escada exterior. A cobertura é em terraço e coroamento de merlões de remate piramidal. No interior da torre existe uma cisterna e outras duas na praça de armas onde são visíveis alguns vestígios de estruturas murárias das dependências que compunham a antiga alcáçova. Existiram nesta torre duas inscrições:
- Inscrição comemorativa da construção do Castelo de Noudar, gravada numa lápide, em letra Inicial capitular carolino-gótica (leitura de Gustavo de Matos Sequeira): “ERA Mª CCCª XLª VI ANOS PRIMO DIA D' ABRIL DOM LOURENÇO AFONSO MESTRE D'AVIS FUNDOU ESTE CASTELO DE NOUDAR E POBROU [POVOOU] A VILA PARA DOM DINIS REI DE PORTUGAL NESTE TEMPO.”
- inscrição comemorativa de uma obra no castelo efetuada durante a comendadoria de D. Aires Afonso, gravada num silhar que inclui uma cruz da Ordem de Avis florenciada acompanhada por dois pássaros e dois frutos, uma vieira e um escudo de Portugal Antigo. O campo epigráfico está delimitado superior e lateralmente e é regrado; a pedra, de calcário, está mutilada inferiormente o que dificulta a leitura da última linha. Possui as dimensões de 65,5 x 28 x 19 cm, com campo epigráfico de 23,5 x 27 cm. O tipo de letra é inicial capitular carolino-gótica: “TETES(?) AIRES AFONSO COMENDADOR MOR D'AVIS GONÇALO VASQUID(?) (...)”
As duas encontram-se atualmente no Museu Municipal de Barrancos.
A cerca é percorrida ao alto por adarve, reforçada por 12 cubelos de planta retangular e quadrangular (3 comuns ao castelejo), e rasgada por 2 portas, em arco quebrado: a Porta da Vila, a leste, junto ao muro do castelo; outra a oeste, protegida por pequena torre retangular, pouco saliente.
Dentro da cerca localiza-se a Igreja de Nossa Senhora do Desterro, reconstruída na década de 1980, e a Casa do Governador.
No exterior troços de revelins de forma estrelada.
A sua defesa é complementada pela Atalaia da Forca, a 200 metros do castelo.
A lenda da serpente de Noudar
Uma curiosa lenda local narra que, no interior do castelo, habita uma serpente adornada por um monho (penteado característico de senhoras idosas) de trança na cabeça. Esta serpente, uma princesa moura encantada, sai apenas durante a noite.
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Após efetuar o link, utilize o comando Voltar do Navegador de Internet para retornar a página de visualização da fortificação. • Abaixo do box Personagens relacionados encontra-se o box intitulado: Bibliografias relacionadas, onde são listados o título, o autor e o tipo (acompanhados de uma imagem) das bibliografias que possuem alguma relação com a fortificação visualizada. Clique sobre o título para acessar os dados do mesmo, remetendo-se à seção Bibliografias do Website fortalezas.org. Após efetuar o link, utilize o comando Voltar do Navegador de Internet para retornar a página de visualização da fortificação. • Abaixo do box Bibliografias relacionadas encontra-se o box intitulado: Links relacionados, onde são listados o título, a sinopse e o endereço de Internet (URL) dos websites (Links) que possuem alguma relação com a fortificação visualizada. Clique sobre o título ou endereço do link para remeter-se ao respectivo website, que será aberto em uma nova janela de navegação. • Abaixo do box Links relacionados encontra-se o box intitulado: Textos relacionados, onde são listados o título, o autor e o resumo do texto postado na seção Forum e que possuem alguma relação com a fortificação visualizada. Clique sobre o título para acessar os dados do mesmo, remetendo-se à seção Forum do Website fortalezas.org. Após efetuar o link, utilize o comando Voltar do Navegador de Internet para retornar a página de visualização da fortificação. • No alto e na base da página, o sistema informa, entre parênteses, o número total de resultados (registros) encontrados na pesquisa anteriormente realizada, e o número do registro que está sendo visualizado. • No alto e na base da página, também estão disponíveis os comandos para avançar (Próxima) e retroceder (Anterior) de uma fortificação para outra, dentre os resultados (registros) encontrados na pesquisa anteriormente realizada. • No alto e na base da página, ainda está disponível o link denominado "Listagem" para retornar a página com os demais resultados (registros) encontrados na pesquisa anteriormente realizada. • Abaixo do box Textos relacionados, encontra-se a tabela de "Contribuições", onde consta o nome do "Tutor do item", que é o usuário responsável pelo cadastro desta fortificação. Abaixo do nome do tutor, são listados os nomes dos demais usuários que contribuíram com o tutor na edição, revisão ou ampliação das informações sobre essa fortificação. • Ao lado do nome do Tutor é informada a data da realização da última atualização dos dados desta fortificação. Ao lado do nome do contribuinte é informada a data em que ocorreu a contribuição daquele usuário. • Logo abaixo, no sub-item "Mídias", são listados os usuários que contribuíram com o Tutor, adicionando algum tipo de mídia a essa fortificação: imagem, vídeo, panorâmica ou desenho CAD. Ao lado do nome do usuário, o número entre parênteses informa a quantidade de arquivos de mídias adicionados por aquele respectivo contribuinte. • Clique sobre o nome do Tutor ou sobre o nome dos demais contribuintes para visualizar as informações disponíveis sobre esses usuários. • Somente para os usuários contribuintes, conectados ao Website fortalezas.org (logados na área restrita do ambiente de edição), está disponível a opção Editar, onde o Tutor do registro pode alterar os conteúdos cadastrados e os demais usuários podem colaborar, contribuindo com uma informação adicional sobre a referida fortificação. • Na parte superior da página, o ícone em forma de impressora abre uma nova janela do Navegador de Internet onde é possível imprimir todo o conteúdo disponível sobre a fortificação visualizada. Na impressão do conteúdo total sobre a fortificação, estarão também listados os dados das mídias, sem as imagens correspondentes. Para imprimir as imagens, veja acima, os item Box de Mídias – Imagens. |