Forte do Trinta

Sobral de Monte Agraço, Lisboa - Portugal

Pesquisa de Imagens da fortificação

Data 1 Data 2

Mídias (1)

Imagens (1)

O “Forte do Trinta” (“Obra Militar n.º 16"), também referido como "Forte da Direita", localiza-se na freguesia de Santo Quintino, concelho de Sobral de Monte Agraço, distrito de Lisboa, em Portugal.

Integra um conjunto de oito fortificações (fortes e redutos) no concelho que, no contexto da Guerra Peninsular (1808-1814), faziam parte do Distrito n.º 2 da 1.ª Linha do sistema defensivo das Linhas de Torres Vedras: Alqueidão, Caneira, Machado, Moinho do Céu, Novo ou Galhofos, Simplício, Trinta e Patameira. Estas fortificações cruzavam fogos entre si sobre os acessos à serra, transformando-a num grande entrincheiramento que teve um papel dissuasor decisivo na retirada das tropas francesas sob o comando de André Masséna.

História

Foi erguido de 1809 a 1810, com a função de servir como forte avançado do Monte Agraço e, em conjunto com os fortes do Machado (n.º 15) e do Simplício (nº 17), era complementar do forte do Alqueidão, fazendo com ele fogo cruzado sobre os acessos à serra.

Em 1810 o Major Brandão de Sousa deu a designação de "Serra Olmeiro" a esta obra militar.

Em 1829 o capitão britânico John Thomas Jones, do Corps of Royal Engineers, recordou que, à época do conflito, a guarnição deste forte era de 250 homens e, a sua artilharia, 1 peça do calibre 12, 2 de calibre 9 e 1 obus 5 1/2.

Findo o conflito, o conjunto caiu em abandono até aos nossos dias, quando o património das Linhas de Torres voltou a ser revalorizado.

Em junho de 1980, R. W. Bremner visitou o forte que se encontrava em razoável estado de conservação e se apresenta muito coberto pela vegetação.

Foi declarado em Vias de Classificação, incluído no processo da “1.ª e 2.ª Linhas de Defesa a Norte de Lisboa durante a Guerra Peninsular, também conhecidas como Linhas de Torres, nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa” (128 obras militares), pelo anúncio n.º 12/2013, publicado no Diário da República, 2.ª Série, n.º 9, de 14 de janeiro.

O conjunto das fortificações das Linhas de Torres Vedras foi declarado património nacional pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) no dia 1 de março de 2018, sendo classificado como Monumento Nacional em 21 de março de 2019.

Das oito fortificações das Linhas de Torres no concelho de Sobral de Monte Agraço quatro estão visitáveis (Alqueidão, Machado, Novo e Simplício) integrados num circuito de visita – “Circuito de Visita do Alqueidão” – situado na serra do Olmeiro (ou de Montagraço). O circuito dispõe de sinalética, estacionamento e zona de lazer.

Características

Exemplar de arquitetura militar oitocentista, de enquadramento rural, isolado, na cota de 432 metros acima do nível do mar.

Apresenta planta poligonal irregular.

  • Forte do Trinta

  • Forte da Direita, Forte da Serra do Olmeiro, Obra Militar n.º 16

  • Forte

  • 1809 (DC)

  • 1810 (DC)


  • Maria I de Portugal

  • Portugal


  • Ruínas Semi-conservadas

  • Proteção Nacional
    O conjunto das fortificações das Linhas de Torres Vedras foi declarado património nacional pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) no dia 1 de março de 2018, sendo classificado como Monumento Nacional em 21 de março de 2019.





  • Centro Turístico-Cultural

  • ,00 m2

  • Continente : Europa
    País : Portugal
    Estado/Província: Lisboa
    Cidade: Sobral de Monte Agraço



  • Lat: 38 -60' 57''N | Lon: 9 8' 59''W




  • 1809-1810: 1 peça do calibre 12, 2 de calibre 9 e 1 obus 5 1/2.



  • Fortificação das Linhas de Torres Vedras



Imprimir o conteúdo


Cadastre o seu e-mail para receber novidades sobre este projeto


Fortalezas.org > Fortificação > Forte do Trinta