
As chamadas "Linhas de Torres Vedras" localizam-se no distrito de Lisboa, em Portugal. Constituem um dos exemplos clássicos de obras militares de seu tipo.
História
Antecedentes
Napoleão Bonaparte ascendeu ao poder, na França, em 1799.
Já como imperador (coroado pelo Papa Pio VII em 2 de dezembro de 1804), pelo decreto de Berlim (21 de novembro de 1806) Napoleão instituiu o chamado “Bloqueio Continental”, que proibia a navios do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda o acesso a portos dos países então submetidos ao domínio do Primeiro Império Francês (1804-1814).
Uma vez que Portugal não obedeceu aos termos do decreto, a França e a Espanha assinaram o Tratado de Fontainebleau (27 de outubro de 1807), que previa a invasão e subsequente divisão do território português em três reinos. Nesse mesmo ano, em novembro, tropas francesas sob o comando do general Jean-Andoche Junot invadiram Portugal; a diplomacia portuguesa solicitou o apoio do Reino Unido; a 29 de novembro a Família Real portuguesa abandonou o país, retirando para o Brasil.
No contexto da Guerra Peninsular (1807-1814), as tropas luso-britânicas, sob o comando do general britânico Arthur Wellesley, futuro duque de Wellington, venceram os franceses nas batalhas da Roliça (17 de agosto de 1808) e do Vimeiro (21 de agosto de 1808), forçando a rendição de Junot (junho de 1808).
Em março de 1809 tropas francesas, sob o comando do marechal Nicolas Jean-de-Dieu Soult, efetuaram uma segunda invasão, tendo avançado para o sul da cidade do Porto antes de serem repelidas por tropas luso-britânicas, e também forçadas a retirar.
As Linhas de Torres Vedras
Na expectativa de uma nova invasão francesa, no Outono de 1809 Arthur Wellesley ordenou o reconhecimento dos terrenos a Norte de Lisboa, com o objetivo de estabelecer um sistema defensivo para proteger a capital portuguesa. A 15 de outubro de 1809, o seu comandante de engenheiros, o tenente-coronel Richard Fletcher, do Corps of Royal Engineers, comunicou-lhe que o único local onde um pequeno destacamento poderia cobrir o embarque de todo o exército inglês, caso necessitasse retirar de Portugal, era a pequena baía a Leste de São Julião da Barra. Em 20 de outubro, Wellesley enviou uma nota a Fletcher, delineando em grandes traços um conjunto de linhas fortificadas que tinha como objetivo principal garantir a defesa de Lisboa. Esse sistema de fortificações, guarnecido por tropas de primeira linha, milícias e ordenanças, deveria reforçar os obstáculos naturais do terreno, mas também permitir uma comunicação com o mar de forma a salvaguardar a possibilidade de um embarque das tropas britânicas no caso de uma eventual retirada.
A ideia não era original: o major do Real Corpo de Engenheiros José Maria das Neves Costa, já havia demonstrado, com outros oficiais portugueses, a importância da orografia da região de Torres Vedras para a defesa da capital, mas foram os engenheiros britânicos, apoiados por colegas e mão-de-obra portugueses, que levaram a cabo o aproveitamento dessas possibilidades.
A construção de uma tripla ordem de linhas fortificadas começou em 3 de novembro de 1809, pelo forte de São Julião da Barra. Nos dias seguintes arrancam também os trabalhos no Forte Grande da Serra (Alqueidão, Sobral de Monte Agraço) e Forte de São Vicente, em Torres Vedras, seguindo-se as obras de fortificação de Mafra, Montachique, Bucelas e Vialonga. As obras e indenizações aos donos de terrenos custaram 400 mil reis, tendo sido interrompidos na iminência do ataque francês. Em outubro de 1810, quando o exército napoleónico chega à vista das fortificações, o avanço da construção materializava-se em duas linhas de defesa: a primeira, numa extensão de 46 quilómetros, ia de Alhandra à foz do rio Sizandro, em Torres Vedras. O rio Tejo era defendido por uma flotilha de lanchas canhoneiras, fundeadas perto do mouchão de Alhandra. Esta linha protegia a linha principal, situada à sua retaguarda, que numa extensão de 39 quilómetros ia desde as salinas perto do Forte da Casa até Ribamar, em Mafra. Essas duas linhas contavam então com 126 redutos artilhados com 427 bocas-de-fogo, peças e pólvora fornecidas pelo Arsenal da Marinha, em Lisboa. Estes números viriam a elevar-se, em 1812, a 152 e a 628, respetivamente, demandando quase 40.000 homens para a sua guarnição: artilheiros portugueses e britânicos, e companhias de ordenanças e milícias de várias regiões do país.
Embora muitos desses redutos se constituíssem em obras novas, de raiz, algumas estruturas, como o Castelo de Torres Vedras, foram adaptadas para o efeito. Os redutos apresentavam diferentes formas e dimensões, consoante os seus objetivos e posições a defender. Nalguns pontos aproveitaram-se defensivamente os próprios moinhos existentes no alto das colinas e, para dificultar as passagens, colocaram-se troncos de árvores aguçados, paliçadas, e outros obstáculos. Abriram-se estradas militares ligando os pontos fortificados, que, por outro lado, comunicavam entre si através de sinais semafóricos instalados nos pontos mais elevados. Pela sua importância destacava-se o Forte de São Vicente, na margem direita do rio Lisandro, à saída oeste de Torres Vedras, que tinha capacidade para 2.200 homens e 50 bocas-de-fogo, o qual ainda hoje subsiste, em relativo bom estado de conservação.
A construção das linhas, que exigiu enormes meios financeiros, materiais e humanos, só foi ultimada em 1812, na expectativa de uma nova invasão que não se materializou, e ascendeu a 152 fortificações - permanentes e de caráter temporário -, artilhadas com 628 bocas-de-fogo. A sua direção superior passaria, em determinada altura para o capitão engenheiro John Thomas Jones, após Fletcher ter sido designado para outras missões (veio a falecer em San Sebastián, a 31 de agosto de 1813).
Derrotadas na batalha do Buçaco (27 de setembro de 1810), a 11 de outubro de 1810 as tropas francesas sob o comando do marechal André Masséna depararam-se com as Linhas de Torres, encontrando uma terra estéril e as forças aliadas solidamente fortificadas. É sobejamente conhecido o papel determinante que as Linhas vieram a ter, detendo a marcha do exército francês e obrigando-o a bater em retirada a 4 de março de 1811.
A Guerra Peninsular terminou em Toulouse em 1814, mesmo ano em que Napoleão abdicará do poder. Cessada a ameaça napoleónica (1815), as linhas de Torres Vedras foram desguarnecidas e desartilhadas em 1818.
Uma carta de João Paulo Bezerra, ministro plenipotenciário português em Londres, datada de 1817, as obras das Linhas custaram à época 255.793 libras esterlinas (em nossos dias algo em torno de 300 mil euros).
O conjunto encontrava-se em Vias de Classificação, incluído no processo da “1.ª e 2.ª Linhas de Defesa a Norte de Lisboa durante a Guerra Peninsular, também conhecidas como Linhas de Torres, nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa” (128 obras militares), pelo anúncio n.º 12/2013, publicado no Diário da República, 2.ª Série, n.º 9, de 14 de janeiro.
O conjunto das fortificações das Linhas de Torres Vedras foi declarado património nacional pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) no dia 1 de março de 2018, sendo classificado como Monumento Nacional em 21 de março de 2019.
Alguns dos antigos fortes subsistem, sendo 29 deles mantidos pelas Câmaras Municipais de Torres Vedras, Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço e Vila Franca de Xira. A maior parte das intervenções de restauração tiveram lugar em 2010, quando das celebrações do bicentenário das Linhas de Torres.
Características
Exemplar de arquitetura militar, oitocentista.
Constituía-se num vasto sistema defensivo composto por uma tripla linha de fortes e redutos, reforçando os obstáculos naturais do terreno, formando uma barreira delimitada pelo rio Tejo a leste e a Sul, e pelo oceano Atlântico, a oeste. Ao todo ascendeu a 152 fortificações que, estando completamente guarnecidas, implicavam a utilização de 39.475 homens e 628 peças de artilharia. Este conjunto de linhas estava dividido em 8 distritos, cada um com o seu comando militar:
A Primeira Linha (Linha Avançada) ligava Alhandra à foz do rio Sizandro, num total de 46 quilómetros de extensão. Foi a segunda linha a ser construída, 13 quilómetros a norte da Segunda Linha, visando reforçar-lhe o flanco direito. Era guarnecida por 18.683 homens e estava artilhada por 319 peças. Subdividia-se em quatro distritos:
− Distrito n.º 1 - desde a posição (1) na linha assente sobre o Tejo, que atravessa a planície de Alhandra, até ao Moinho do Céu (11), por cima da estrada da Arruda, guarnecido por 6.280 homens e artilhado por 96 peças:
Obra Militar n.º 1 - Defesas do Tejo:
Forte 1A - Bateria do Tejo
Forte 1B - Entrincheiramento
Forte 1C - Bateria da Estrada 1
Forte 1D - Bateria da Estrada 2
Forte 1E - Bateria da Estrada Real
Forte 1F - Bateria da Subida
Obra Militar n.º 2 - Bateria do Conde
Obra Militar n.º 3 - Reduto da Boavista
Obra Militar n.º 4 - Bateria de São Fernando
Obra Militar n.º 5 - Forte da Serra do Formoso
Obra Militar n.º 5A - Bateria das Antas
Obra Militar n.º 5B - Bateria 1.ª de Alfarge
Obra Militar n.º 5C - Bateria 2.ª de Alfarge
Obra Militar n.º 5D - Bateria 1.ª do Bulhaco
Obra Militar n.º 5E - Bateria 2.ª do Bulhaco
Obra Militar n.º 5F - Bateria 1.ª da Serra do Pinheiro
Obra Militar n.º 5G - Bateria 2.ª da Serra do Pinheiro
Obra Militar n.º 6 - Bateria dos Melros
Obra Militar n.º 7 - Forte do Calhandriz
Obra Militar n.º 8 - Forte de Trancoso
Obra Militar n.º 9 - Forte do Casal do Cego
Obra Militar n.º 10 - Forte da Carvalha
Obra Militar n.º 11 - Forte do Moinho do Céu
Obra Militar n.º 114 - Forte 1.º de Subserra
Distrito n.º 2 - desde o forte do Passo (12), na escarpa rochosa por cima da estrada da Arruda, até ao forte avançado, à direita da estrada que segue para o Sobral (152), guarnecido por 3.090 homens e artilhado por 55 peças:
Obra Militar n.º 12 - Forte do Passo
Obra Militar n.º 13 - Forte da Caneira
Obra Militar n.º 14 - Forte do Alqueidão
Obra Militar n.º 15 - Forte do Machado
Obra Militar n.º 16 - Forte do Trinta
Obra Militar n.º 17 - Forte do Simplício
Obra Militar n.º 152 - Forte Novo
Distrito n.º 3 - desde o reduto para artilharia de campanha (151) na Patameira até ao reduto sul (29), perto de Enxara do Bispo, guarnecido por 1.900 homens e artilhado por 24 peças:
Obra Militar n.º 28 - Forte Pequeno da Enxara
Obra Militar n.º 29 - Forte Grande da Enxara
Obra Militar n.º 128 - Forte da Archeira
Obra Militar n.º 129 - Forte da Feiteira
Obra Militar n.º 130 - Forte do Catefica
Obra Militar n.º 151 - Reduto da Patameira
Distrito n.º 4 - desde o Forte Novo da Ordasqueira (149), por cima de Matacães, para defender a estrada de Runa, até à posição (113) na foz do Sizandro, guarnecido por 7.413 homens e artilhado por 144 peças:
Obra Militar n.º 20 - Forte de São Vicente
Obra Militar n.º 21 - Forte de São Vicente
Obra Militar n.º 22 - Forte de São Vicente
Obra Militar n.º 23 - Reduto dos Olheiros
Obra Militar n.º 24 - Reduto da Forca
Obra Militar n.º 25 - Forte de São João
Obra Militar n.º 26 - Forte da Ordasqueira
Obra Militar n.º 27 - Castelo de Torres Vedras
Obra Militar n.º 30 - Reduto do Grilo
Obra Militar n.º 31 - Reduto da Alquiteira
Obra Militar n.º 32 - Forte do Formigal
Obra Militar n.º 111 - Forte do Passo
Obra Militar n.º 112 - Forte das Gentias
Obra Militar n.º 113 - Bateria da Foz
Obra Militar n.º 131 - Bateria da Cruz
Obra Militar n.º 132 - Bateria dos Palheiros
Obra Militar n.º 133 - Bateria dos Pedrulhos
Obra Militar n.º 134 - Bateria do Outeiro da Prata
Obra Militar n.º 135 - Bateria da Carrasqueira
Obra Militar n.º 136 - Bateria da Milharosa
Obra Militar n.º 137 - Bateria do Outeiro da França
Obra Militar n.º 138 - Bateria do Pombal
Obra Militar n.º 139 - Bateria da Bordinheira
Obra Militar n.º 140 - Bateria do Outeiro do Monte
Obra Militar n.º 141 - Bateria do Mogo
Obra Militar n.º 142 - Bateria do Bonabal
Obra Militar n.º 143 - Forte da Galpeira
Obra Militar n.º 144 - Bateria das Mouguelas
Obra Militar n.º 145 - Forte de Belmonte
Obra Militar n.º 146 - Forte de Bececarias
Obra Militar n.º 147 - Bateria da Ponte do Rol I
Obra Militar n.º 148 - Bateria da Ponte do Rol II
Obra Militar n.º 149 - Forte Novo da Ordasqueira
Obra Militar n.º 150 - Bateria da Ribaldeira
A Segunda Linha (Linha Principal) ligava Póvoa de Santa Iria a Ribamar, num total de 39 quilómetros de extensão. Primeira a ser construída, interceptava os desfiladeiros de Mafra, Montachique e Via Longa e apoiava-se nas serras de Chipre, Fanhões e Serves, e no Cabeço de Montachique. Era guarnecida por 15.442 homens e estava artilhada por 215 peças. Subdividia-se em três distritos:
Distrito n.º 5 - desde o reduto do Salgado (33), na margem do Tejo, à direita da posição de Vialonga, até ao reduto (19) na Serra da Ajuda, guarnecido por 3.502 homens e artilhado por 72 peças:
Obra Militar n.º 18 - Forte da Ajuda Grande
Obra Militar n.º 19 - Forte da Ajuda Pequeno
Obra Militar n.º 33 - Forte do Salgado
Obra Militar n.º 34 - Forte da Estrada / Forte do Curral
Obra Militar n.º 35 - Reduto da Quintela Pequeno
Obra Militar n.º 36 - Reduto da Quintela Grande
Obra Militar n.º 37 - Forte da Vinha / Abrunheira
Obra Militar n.º 38 - Forte da Casa
Obra Militar n.º 39 - Forte da Quintela Reentrante
Obra Militar n.º 40 - Forte da Aguieira
Obra Militar n.º 41 - Reduto da Portela Pequeno
Obra Militar n.º 42 - Reduto da Portela Grande
Obra Militar n.º 43 - Bateria do Vizo
Obra Militar n.º 44 - Bateria da Cachada
Obra Militar n.º 45 - Bateria do Penedo
Obra Militar n.º 46 - Bateria da Oliveira
Obra Militar n.º 47 - Bateria dos Galvões
Obra Militar n.º 48 - Forte do Tojal
Obra Militar n.º 126 - Forte Novo do Cabo
Obra Militar n.º 127 - Forte do Moinho
Distrito n.º 6 - desde a plataforma para artilharia, à direita (49), no desfiladeiro do Freixial, até ao reduto (73), na estrada de Mafra, Casal do Conto, guarnecido por 5.640 homens e artilhado por 73 peças:
Obra Militar n.º 49 - Forte do Picoto
Obra Militar n.º 50 - Reduto do Quadradinho
Obra Militar n.º 51 - Forte do Freixial
Obra Militar n.º 52 - Forte do Capitão
Obra Militar n.º 53 - Forte da Presinheira
Obra Militar n.º 54 - Forte do Moinho
Obra Militar n.º 55 - Forte do Vale
Obra Militar n.º 56 - Forte do Permouro
Obra Militar n.º 57 - Forte do Mosqueiro
Obra Militar n.º 58 - Forte do Carrascal
Obra Militar n.º 59 - Forte do Moinho da Carambela
Obra Militar n.º 60 - Reduto da Achada 1
Obra Militar n.º 61 - Reduto da Achada 2
Obra Militar n.º 62 - Forte do Alto do Cheira
Obra Militar n.º 63 - Forte do Casal da Serra
Obra Militar n.º 64 - Forte do Canto do Muro da Tapada
Obra Militar n.º 65 - Forte de Santa Maria
Obra Militar n.º 66 - Forte da Feira
Obra Militar n.º 67 - Forte do Cabeço Gordo
Obra Militar n.º 68 - Forte do Matoutinho
Obra Militar n.º 69 - Forte da Quinta do Fidalgo
Obra Militar n.º 70 - Forte da Quinta do Estrangeiro
Obra Militar n.º 71 - Forte da Portela
Obra Militar n.º 72 - Forte da Estrada
Obra Militar n.º 73 - Forte da Coutada
Distrito n.º 7 - desde Casal da Pedra (74), no desfiladeiro de Mafra, até ao reduto de S. Julião (97), junto à costa atlântica, a norte da Ericeira, guarnecido por 6.300 homens e artilhado por 70 peças:
Obra Militar n.º 74 - Forte do Casal da Pedra
Obra Militar n.º 75 - Forte da Milhariça
Obra Militar n.º 76 - Forte do Sonível
Obra Militar n.º 77 - Forte do Juncal
Obra Militar n.º 78 - Forte do Telhadouro
Obra Militar n.º 79 - Forte do Gio
Obra Militar n.º 80 - Forte da Quinta da Boa Viagem
Obra Militar n.º 81 - Forte da Serra de Chipre
Obra Militar n.º 82 - Forte da Patarata
Obra Militar n.º 83 - Forte do Meio
Obra Militar n.º 84 - Forte do Curral do Linho
Obra Militar n.º 85 - Forte do Areeiro
Obra Militar n.º 86 - Forte de Nossa Senhora da Paz
Obra Militar n.º 87 - Forte do Pinheiro
Obra Militar n.º 88 - Forte do Cabeço do Neto
Obra Militar n.º 89 - Forte do Moxarro
Obra Militar n.º 90 - Forte de Penegache
Obra Militar n.º 91 - Forte da Alagoa
Obra Militar n.º 92 - Forte do Picoto
Obra Militar n.º 93 - Forte de Marvão
Obra Militar n.º 94 - Forte de Ribamar
Obra Militar n.º 95 - Forte do Zambujal
Obra Militar n.º 96 - Forte da Carvoeira
Obra Militar n.º 97 - Forte de São Julião da Ericeira
A Terceira Linha ligava Paço de Arcos ao Forte da Junqueira, num total de 3 quilómetros de extensão. Constituía um único distrito, o Distrito de Oeiras, e era assim guarnecida:
Distrito n.º 8 - desde a fortificação principal conhecida como "Alto Algueirão" (98), onde se encontra o atual quartel-general da NATO, até à posição (110), na linha que se estende para a direita do Forte das Maias, guarnecido por 5.350 homens e artilhado por 94 peças:
Obra Militar n.º 98 – Forte de Algueirão
Obra Militar n.º 99 – Forte do Arieiro
Obra Militar n.º 100 Forte da Estrada
Obra Militar n.º 101 Forte da Medrosa 1.º
Obra Militar n.º 102 – Forte da 2.º
Obra Militar n.º 103 – Forte das Antas 1.º
Obra Militar n.º 104 – Forte das Antas 2.º
Obra Militar n.º 105 –Forte das Antas 3.º
Obra Militar n.º 106 – Forte da Lomba
Obra Militar n.º 107 – Forte da Quinta Nova
Obra Militar n.º 108 – Forte do Junqueiro
Obra Militar n.º 109 – Forte da Figueirinha
Obra Militar n.º 110 - Linha fortificada do Forte103 à linha da costa
Forte de São Julião da Barra
As duas primeiras linhas estavam concebidas para fechar os quatro eixos definidos pelas quatro estradas que as atravessavam e por onde poderiam avançar as tropas francesas: Torres Vedras-Mafra, Torres Vedras-Montachique, Sobral-Bucelas e a estrada ao longo da margem do Tejo, passando por Alhandra. Fora destes itinerários, tornava-se impossível, em muitas extensões de terreno, a passagem da artilharia e de carros de apoio, ou mesmo da cavalaria.
A estas somava-se uma Quarta Linha, na margem Sul do rio Tejo, entre a Mutela, em Cacilhas, e o Alto da Raposeira, na Trafaria, com uma extensão de 7,5 quilómetros, com a função de garantir a segurança no momento de uma eventual retirada, e de manter sob controlo a eventual ação do inimigo na península de Setúbal:
Obra Militar n.º 1A - Castelo de Almada
Obra Militar n.º 2A – Forte do Pragal
Obra Militar n.º 3A – Forte de Palença
Obra Militar n.º 4A – Forte de Raposo
Obra Militar n.º 5A – Forte de Bicheiro
Obra Militar n.º 6A – Forte de Prior
Obra Militar n.º 7A – Forte da Granja
Obra Militar n.º 8A – Forte de Castelo Picão
Obra Militar n.º 9A – Forte de Montinhoso
Obra Militar n.º 11A – Forte de Morfacem
Obra Militar n.º 12A – Forte da Raposeira Grande
Obra Militar n.º 13A - Forte da Raposeira Pequeno
Obra Militar n.º 14A - Forte da Margueira
Obra Militar n.º 15A – Forte de Alorna
Obra Militar n.º 17A – Forte de Armeiro-Mor
Obra Militar n.º 18A – Forte de Melho
Obra Militar n.º 19A – Forte de Pombal
Obra Militar n.º 20A – Forte de Piçolos
Obra Militar n.º 21A – Forte de Pêra
Atualmente, LOBO (2015) refere mais duas linhas nesse complexo defensivo:
"(...) O sistema defensivo era composto por seis linhas, sendo as duas primeiras, designadas por Linhas de Torres Vedras, as mais importantes, mais desenvolvidas e mais guarnecidas, construídas aproveitando a morfologia acidentada da zona entre o rio Tejo e o Atlântico. Uma terceira linha situava-se num perímetro envolvente do Forte de São Julião, em Carcavelos, protegendo uma crucial zona de embarque. Uma quarta defendia os limites da cidade de Lisboa. A quinta linha defendia a margem sul do Tejo, entre Almada e Caparica, de costas para o rio e voltada para leste. A sexta linha foi projetada para proteger a península de Setúbal, mas em 1810 ainda só existiam algumas fortificações acabadas nos arredores de Setúbal. Estas duas últimas linhas deveriam proteger uma eventual penetração inimiga vinda através do Alentejo e a atividade marítima em Lisboa." (Op. cit.)
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Entre os dois comandos estão indicados o total de imagens disponíveis e o número da imagem visualizada no momento. o Clique para marcar a opção "Auto" e assim avançar de uma imagem para outra de forma automática. o Somente para os usuários contribuintes, conectados ao Website fortalezas.org (logados na área restrita do ambiente de edição), está disponível ainda a opção Editar, onde o Tutor do registro (imagem) pode ir diretamente à área de edição para alterar os dados cadastrados. o Clique no ícone em forma de impressora para abrir uma nova janela do Navegador de Internet onde é possível imprimir a imagem que está sendo visualizada no momento (Veja no final deste texto como imprimir todo o conteúdo sobre a fortificação visualizada). o Clique na opção "Retornar para o texto" para fechar a janela de visualização de imagens e voltar ao texto principal da fortificação. • Box de Mídias - Panorâmicas: o Para abrir Panorâmicas (panoramas fotográficos em 360°), clique sobre a aba correspondente no box de mídias, de forma a carregar as miniaturas com os arquivos disponíveis sobre a fortificação visualizada. Utilize a barra de rolagem horizontal para mostrar todos as panorâmicas disponíveis. o Clique sobre a miniatura da panorâmica desejada para carregar as informações disponíveis sobre a mesma e que são mostradas na mesma janela anteriormente ocupada pelo texto principal. o Na janela de visualização são mostrados: o título da panorâmica, seu número identificador (ID), uma descrição sobre o seu conteúdo, os créditos de realização da panorâmica, data de sua realização e o nome do usuário que cadastrou esse arquivo, que pode ser o tutor da fortificação ou outro usuário contribuinte (ver abaixo informações sobre o item "Contribuições"). Clique sobre o nome do contribuinte para acessar as informações disponíveis sobre esse usuário. Ao lado dessas informações, um ícone em forma de fotograma informa o tamanho em Kb do arquivo. o Clique sobre esse fotograma para abrir e visualizar a panorâmica. o Na parte inferior da janela de visualização, os comandos de Anterior e Próxima permitem acessar diretamente as demais panorâmicas disponíveis. Entre os dois comandos estão indicados o total de panorâmicas disponíveis e o número da panorâmica visualizada no momento. o Clique na opção "Retornar para o texto" para fechar a janela de visualização de vídeos e voltar ao texto principal da fortificação. • Box de Mídias – Desenhos CAD: o Para abrir Desenhos em CAD (arquivos em formato DWG, do padrão CAD, como levantamentos gráficos cadastrais, projetos de restauração, etc),clique sobre a aba correspondente no box de mídias, de forma a carregar as miniaturas com os arquivos disponíveis sobre a fortificação visualizada. Utilize a barra de rolagem horizontal para mostrar todos os arquivos CAD disponíveis. o Clique sobre a miniatura desejada para carregar as informações disponíveis sobre a mesma e que são mostradas na mesma janela anteriormente ocupada pelo texto principal. o Na janela de visualização são mostrados: o título do desenho em CAD, seu número identificador (ID), uma descrição sobre o seu conteúdo, os créditos de autoria do desenho, data de sua realização e o nome do usuário que cadastrou esse arquivo, que pode ser o tutor da fortificação ou outro usuário contribuinte (ver abaixo informações sobre o item "Contribuições"). Clique sobre o nome do contribuinte para acessar as informações disponíveis sobre esse usuário. o Ao lado dessas informações, um ícone em forma de fotograma informa o tamanho em Kb do arquivo. Clique sobre o ícone em forma de fotograma para abrir e visualizar o desenho (é necessário já possuir instalado no computador o programa Autocad ou outro software de visualização de arquivos DWG). o Na parte inferior da janela de visualização, os comandos de Anterior e Próxima permitem acessar diretamente os demais desenhos disponíveis. Entre os dois comandos estão indicados: o total de desenhos disponíveis e o número do desenho visualizado no momento. o Clique na opção "Retornar para o texto" para fechar a janela de visualização de desenhos e voltar ao texto principal da fortificação. • Abaixo do box de mídias, são apresentados uma série de quesitos com os dados parametrizados sobre a fortificação: Nome atual, Outras denominações, Tipo, ano de Início da construção, etc. Dados parametrizados são aqueles pelos quais é possível realizar pesquisas na página de Busca por fortificações. As pesquisas podem ser realizadas por cada um desses quesitos individualmente, ou por intermédio do cruzamento de vários desses quesitos combinados. • Nos quesitos "Autor do projeto" e "Iniciada no governo de" está disponível um link para acessar os dados do respectivo Personagem histórico ali listado, remetendo a seção Personagens do Website fortalezas.org. Após efetuar o link, utilize o comando "Voltar" do Navegador de Internet para retornar a página de visualização da fortificação. • Abaixo do box dos dados parametrizados encontra-se o box intitulado: Personagens relacionados, onde são listados o nome e a nacionalidade (acompanhados de uma imagem) dos personagens históricos que possuem alguma relação com a fortificação visualizada. Clique sobre o nome para acessar os dados do mesmo, remetendo-se à seção Personagens do Website fortalezas.org. Após efetuar o link, utilize o comando Voltar do Navegador de Internet para retornar a página de visualização da fortificação. • Abaixo do box Personagens relacionados encontra-se o box intitulado: Bibliografias relacionadas, onde são listados o título, o autor e o tipo (acompanhados de uma imagem) das bibliografias que possuem alguma relação com a fortificação visualizada. Clique sobre o título para acessar os dados do mesmo, remetendo-se à seção Bibliografias do Website fortalezas.org. Após efetuar o link, utilize o comando Voltar do Navegador de Internet para retornar a página de visualização da fortificação. • Abaixo do box Bibliografias relacionadas encontra-se o box intitulado: Links relacionados, onde são listados o título, a sinopse e o endereço de Internet (URL) dos websites (Links) que possuem alguma relação com a fortificação visualizada. Clique sobre o título ou endereço do link para remeter-se ao respectivo website, que será aberto em uma nova janela de navegação. • Abaixo do box Links relacionados encontra-se o box intitulado: Textos relacionados, onde são listados o título, o autor e o resumo do texto postado na seção Forum e que possuem alguma relação com a fortificação visualizada. Clique sobre o título para acessar os dados do mesmo, remetendo-se à seção Forum do Website fortalezas.org. Após efetuar o link, utilize o comando Voltar do Navegador de Internet para retornar a página de visualização da fortificação. • No alto e na base da página, o sistema informa, entre parênteses, o número total de resultados (registros) encontrados na pesquisa anteriormente realizada, e o número do registro que está sendo visualizado. • No alto e na base da página, também estão disponíveis os comandos para avançar (Próxima) e retroceder (Anterior) de uma fortificação para outra, dentre os resultados (registros) encontrados na pesquisa anteriormente realizada. • No alto e na base da página, ainda está disponível o link denominado "Listagem" para retornar a página com os demais resultados (registros) encontrados na pesquisa anteriormente realizada. • Abaixo do box Textos relacionados, encontra-se a tabela de "Contribuições", onde consta o nome do "Tutor do item", que é o usuário responsável pelo cadastro desta fortificação. Abaixo do nome do tutor, são listados os nomes dos demais usuários que contribuíram com o tutor na edição, revisão ou ampliação das informações sobre essa fortificação. • Ao lado do nome do Tutor é informada a data da realização da última atualização dos dados desta fortificação. Ao lado do nome do contribuinte é informada a data em que ocorreu a contribuição daquele usuário. • Logo abaixo, no sub-item "Mídias", são listados os usuários que contribuíram com o Tutor, adicionando algum tipo de mídia a essa fortificação: imagem, vídeo, panorâmica ou desenho CAD. Ao lado do nome do usuário, o número entre parênteses informa a quantidade de arquivos de mídias adicionados por aquele respectivo contribuinte. • Clique sobre o nome do Tutor ou sobre o nome dos demais contribuintes para visualizar as informações disponíveis sobre esses usuários. • Somente para os usuários contribuintes, conectados ao Website fortalezas.org (logados na área restrita do ambiente de edição), está disponível a opção Editar, onde o Tutor do registro pode alterar os conteúdos cadastrados e os demais usuários podem colaborar, contribuindo com uma informação adicional sobre a referida fortificação. • Na parte superior da página, o ícone em forma de impressora abre uma nova janela do Navegador de Internet onde é possível imprimir todo o conteúdo disponível sobre a fortificação visualizada. Na impressão do conteúdo total sobre a fortificação, estarão também listados os dados das mídias, sem as imagens correspondentes. Para imprimir as imagens, veja acima, os item Box de Mídias – Imagens. |