Beeston Castle

Beeston, England - United Kingdom

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O “Castelo de Beeston” (em inglês, "Beeston Castle") localiza-se em Beeston, no condado de Cheshire, no norte da Inglaterra.

Em posição dominante sobre a planície de Cheshire, é um dos castelos com vistas mais espetaculares no Reino Unido, estendendo-se por oito distritos, desde os montes Peninos a leste, até às montanhas de Gales a oeste.

História

Antecedentes

O penhasco integra uma cadeia de colinas rochosas que se estende ao longo da planície de Cheshire. Trabalhos de prospecção arqueológica na área trouxeram à luz pontas de flechas de sílex datadas do Neolítico, restos de um assentamento da Idade do Bronze (c. 800 a.C.), e de um castro da Idade do Ferro (c. 400 a.C.)

O castelo medieval

O castelo foi erguido na década de 1220 por Ranulph de Blondeville, 6.º conde de Chester, pouco depois de seu regresso da Quinta Cruzada (1217-1221). Acredita-se que o próprio conde tenha sido o responsável pela traça do castelo, inspirando-se nas fortificações que tinha visto durante o período que passou na Terra Santa, embora não tenha chegado a contemplar a sua conclusão.

Encontra-se descrito em fontes medievais como “Castellum de Rupe” (“castelo da rocha”). Além da função defensiva, constituía-se em um símbolo do poder senhorial e, juntamente com o Castelo de Bolingbroke em Lincolnshire, e o Castelo de Chartley, em Staffordshire, foi um dos três maiores castelos construídos pelo conde à época, tendo todos semelhanças construtivas entre si, particularmente na traça das torres.

Embora a maioria das defesas já existissem em 1232, ano da morte do conde; naquele momento ainda não existiam quaisquer dependências ou quartéis. O seu sucessor, John, 7.º conde de Chester, faleceu sem deixar descendentes e, desse modo, em 1237 Henrique III de Inglaterra (1216-1272) tomou posse dos domínios de Cheshire e, consequentemente, do castelo de Beeston. Este soberano fez ampliar a primitiva estrutura no contexto das suas guerras contra o País de Gales, tendo o castelo sido utilizado como prisão para nobres galeses. Apesar disso, não foi feita qualquer tentativa para se construir qualquer estrutura residencial no castelo. Acredita-se hoje que a guarnição era aquartelada possivelmente em construções de madeira no interior do recinto interno.

Pouco depois, em 1254 Henrique III cedeu os domínios de Cheshire a seu filho, o príncipe Eduardo, juntamente com o título de conde de Chester, que desde então é ostentado pelo herdeiro ao trono da Inglaterra. Em 1272, Eduardo foi coroado como Eduardo I de Inglaterra (1272-1307), e completou a conquista do País de Gales. Em seu reinado, e no século XIV, o castelo recebeu melhorias, tendo sido mantido em bom estado.

No século XVI foi deliberado que o castelo não seria usado pela Coroa britânica e, em 1602, foi vendido a sir Hugh Beeston, de Beeston Hall.

A Guerra Civil Inglesa

No contexto da Guerra Civil Inglesa (1642-1651) a antiga fortificação voltou a ser utilizada para fins militares quando, em 20 de fevereiro de 1643, forças parlamentares sob o comando de Sir William Brereton ocuparam o castelo, repararam os seus muros e limparam o poço. No mesmo ano, parte do exército real irlandês chegou a Chester. Na noite de 13 de dezembro, o capitão Thomas Sandford e oito soldados desse exército lograram penetrar às ocultas no castelo (possivelmente com o auxílio de algum traidor) e surpreenderam o seu comandante, o capitão Thomas Steele que, desconcertado pelo acontecimento, rendeu-se sob a condição de que lhe deixassem abandonar o recinto com honras. Steele viria a ser punido por este fracasso.

De posse da praça, os realistas ali resistiram durante um ano ao cerco das forças parlamentares (novembro de 1644 a novembro de 1645), até que a falta de mantimentos os obrigou a capitular. Em 1646 teve lugar uma corte marcial em Warrington, onde se decidiu que os castelos de Halton e Beeston deveriam ser desmantelados para evitar que fossem novamente usadas como fortificações.

Do século XVIII aos nossos dias

Ao longo do século XVIII, o castelo foi utilizado como pedreira e a porta principal do recinto interior foi demolida para construção de uma via para a retirada da pedra do local.

Em 1840 o castelo foi adquirido como parte de uma compra maior por John Tollemache, 1.º barão Tollemache, à época o principal proprietário de terras de Cheshire. Tollemache fez construir uma casa para o vigia, a qual foi ampliada no século XX.

Em meados do século XIX o castelo foi utilizado como cenário para a celebração de uma festa beneficente, com dois dias de duração, destinada a arrecadar dinheiro para os órfãos e viúvas locais. O evento tornou-se bastante popular, chegando a atrair mais de 3.000 visitantes por dia.

O castelo chegou aos nossos dias em ruínas, embora muralhas e torres encontrem-se em estado bom o suficiente para permitir ao visitante uma compreensão clara de como era no passado.

De propriedade do “English Heritage”, encontra-se relacionado como “listed building” no grau I, e classificado como “Scheduled Ancient Monument”. A casa do vigia encontra-se relacionada como “listed building” no grau II.

O castelo está aberto ao público e conta com um pequeno museu e com um centro de visitantes.

Características

Exemplar de arquitetura militar, românico e gótico, de enquadramento rural, isolado, no topo de um penhasco de arenito a cerca de 110 metros acima do nível do mar.

Diferente de outros castelos da época, este não tem uma muralha como última linha defensiva. Os seus construtores tiraram vantagem dos elementos naturais do terreno, acrescentando pontualmente sólidas muralhas, torres e portas para definir a fortificação.

O conjunto desenvolve-se em duas áreas principais:

- um pequeno recinto murado interno, situada no extremo oeste do penhasco, com uma suave inclinação em três dos seus lados;

- um recinto murado externo, erguido na parte mais baixa da colina, que conta com uma imponente casa da guarda, dividida internamente em dois pavimentos, com duas torres de planta circular ladeando o arco central, protegida por um fosso com 5 metros de largura e 3 metros de profundidade.

Foram escavados dois poços na rocha para fornecer água potável aos defensores do castelo. Um deles, com 113 metros de profundidade, é um dos mais profundos abertos em castelos ingleses.

A lenda do tesouro de Ricardo II

Uma lenda local pretende que um valioso tesouro, pertencente a Ricardo II de Inglaterra (1377-1379), permanece oculto nos jardins do castelo. Aquele soberano teria ocultado parte das suas riquezas em Beeston, quando de sua viagem a Chester em 1399, antes de embarcar rumo à Irlanda, para sufocar uma revolta que, entretanto, ali eclodira.

Em seu retorno, Ricardo foi deposto por Henrique de Bolingbroke, 2.º duque de Lancaster, que viria a reinar como Henrique IV de Inglaterra (1399-1413). Tendo o tesouro permanecido oculto, ao longo dos séculos foram realizadas numerosas buscas, a maioria delas no poço profundo do recinto murado interior, mas sem sucesso.

Contribution

Updated at 12/06/2018 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (3).


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  • Castellum de Rupe

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  • United Kingdom


  • Conserved Ruins

  • National Protection
    Encontra-se relacionado como “listed building” no grau I, e classificado como “Scheduled Ancient Monument”. A casa do vigia encontra-se relacionada como “listed building” no grau II.





  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : United Kingdom
    State/Province: England
    City: Beeston



  • Lat: 53 -8' 17''N | Lon: 2 41' 38''W










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