Forte de Santo Antônio de Gurupá

Gurupá, Pará - Brasil

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O Forte de Santo Antônio de Gurupá localiza-se na ilha grande de Gurupá, na confluência do rio Xingú com o delta do rio Amazonas, sobre um rochedo em posição dominante daquele canal de navegação, no atual Estado do Pará.

Existiu sobre os escombros de um forte erigido por holandeses no primeiro decênio do século XVII (Forte de Tucujús) e conquistado em 1623 por Bento Maciel Parente (SOUZA, 1885:66), que o reconstrói em taipa de pilão, sob a invocação de Santo Antônio.

Sofreu ataques em 1629 (dois navios ingleses sob o comando de Roger North) e em 1639, quando sob o comando do Capitão João Pereira Cáceres, afugentou forças holandesas que para ali retornavam (GARRIDO, 1940:23). Em 1647, um novo assalto holandês a esta posição foi tentado: uma expedição de oito navios adentra a boca do rio Xingú e, entre o rio Pery e o rio Acaraí, erigiu o Forte de Mariocay. Foram batidos pelo Capitão-mor do Pará, Sebastião Lucena de Azevedo, que arrasou essa posição (SOUZA, 1885:66) (vide Fortim holandês do rio Macari).

Arruinado pelo tempo e pela natureza, o Governador e Capitão-General do Pará, Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho, ordenou a reconstrução do Forte de Gurupá em 1690, trabalhos que se iniciaram no ano seguinte, dando-lhe a forma poligonal. Para o século XVIII, GARRIDO (1940) cita informação de Pedro Calmon, informando que a praça foi artilhada com peças de bronze para ela mandadas fundir em Gênova, em 1735, por D. João V (1705-50) (op. cit., p. 23). Trabalhos de reconstrução de sucederam em 1742, com o Engenheiro genovês Domingos Sambucetti (SOUZA, 1885:66); em 1761, com o Capitão Engenheiro Gaspar João Geraldo de Gronfeld; e entre 1771 e 1774, com risco do Ajudante Antônio José Pinto, seu comandante à época (GARRIDO, 1940:24). Neste período, a fortificação exercia a função de Registro, visitado, em 1784, pela expedição de Alexandre Rodrigues Ferreira (1783-92), que sobre ela observou que se encontrava em boa posição, sobre um rochedo, dominando perfeitamente a boca do [rio] Xingú, sendo os navios obrigados a irem aí apresentar os seus passaportes (SOUZA, 1885:66).

À época do Império, BAENA (1839) afirmava que esse Registro era meramente para servir de alguma coisa, e não por ser apropriado para esse fim, visto oferecer o [rio] Amazonas naquela paragem muitos trânsitos fora da sua vista; entretanto "(...) essa fortaleza foi obrada com alguma luz de arquitetura militar." (BAENA, Antônio Ladislau Monteiro. Ensaio Chorographico do Pará. 1839. apud SOUZA, 1885:66

BARRETTO (1958) ilustra a referência a esta fortificação com uma foto de 1949, onde se observam as muralhas (de alvenaria de pedra) em bom estado de conservação, com uma edificação (Quartel da Tropa) sobre o terrapleno, e algumas peças de artilharia pelo lado do rio. O portão, pelo lado de terra, é acessado por uma pequena escadaria. O autor informa que, à época (1958), a estrutura encontrava-se guarnecida por um pequeno destacamento da 8ª Região Militar (op. cit., p. 42-44). O acesso é feito por um portão de ferro batido. Pelo lado do rio, existe um obelisco de construção posterior. Essas ruínas encontram-se tombadas pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1963, estando atualmente sob jurisdição do Ministério da Defesa.



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Documento Manuscrito
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Relatório sobre a Fortaleza de Gurupá
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Relatório do Ministro da Guerra, João Nepomuceno de Medeiros Mallet, em maio de 1902
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Documento Impreso
1902
 
 

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Links relacionados 

Arquivo Noronha Santos
Link para o Arquivo Noronha Santos, pertencente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional -IPHAN, que dispõe de uma base de dados sobre os bens culturais tombados nacionalmente, inclusive as fortificações no Brasil. Para encontrar as fortificações, faça uma pesquisa (busca) na seção Livros do Tombo.

http://www.iphan.gov.br/ans/inicial.htm
Forte de Santo Antônio de Gurupá
Página da enciclopédia Wikipédia versando sobre o Forte de Santo Antônio de Gurupá, que se localiza na ilha grande de Gurupá, na confluência do rio Xingú com o delta do rio Amazonas, sobre um rochedo em posição dominante daquele canal de navegação, no atual município de Gurupá, no Estado do Pará, no Brasil.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_Santo_Ant%C3%B4nio_de_Gurup%C3%A...

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Contribuciones

Actualizado en 11/12/2008 por el tutor Roberto Tonera.

Con la contribución de contenidos de: Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contribuciones con medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (3).


  • Forte de Santo Antônio de Gurupá

  • Forte de Santo Antônio.

  • Fuerte

  • 1601 (DC)


  • Bento Maciel Parente


  • Portugal


  • Ruinas abandonadas

  • Protección Nacional
    Patrimônio Histórico Nacional.
    Livro Histórico: Inscrição:361, Data:5-7-1963.
    Nº Processo:0484-T-52.


  • Ministério da Defesa do Brasil



  • Ruinas

  • 0,00 m2

  • Continente : Sudamérica
    País : Brasil
    Estado/Província: Pará
    Ciudad: Gurupá

    Localiza-se na ilha grande de Gurupá, na confluência do rio Xingú com o delta do rio Amazonas, sobre um rochedo em posição dominante daquele canal de navegação, no atual Estado do Pará.


  • Lat: 1 21' 43''S | Lon: 51 37' 15''W





  • Da fortificação resta apenas o muro de pedra, uma casa e parte da construção com forma poligonal.
    Fonte: Disponível em: <http://www2.iphan.gov.br/ans/inicial.htm>. Acesso em 14/05/2008.
    Constituía-se, inicialmente, de taipa de pilão.
    BARRETTO (1958) ilustra a referência a esta fortificação com uma foto de 1949, onde se observam as muralhas de alvenaria de pedra em bom estado de conservação, com uma edificação (Quartel da Tropa) sobre o terrapleno. O portão, pelo lado de terra, é acessado por uma pequena escadaria. O acesso é feito por um portão de ferro batido. Pelo lado do rio, existe um obelisco de construção posterior.

  • Foi reconstruído pela primeira vez em 1690, por incunbência do Governador Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho, sob um novo plano que o ampliou. Esta obra, assim como as de 1760 e 1774, nunca eram concluídas, e o forte, devido ao abandono, voltava a desmoronar. Em 1963, é feito um novo pedido de tombamento e hoje está sob jurisdição do Ministério da Guerra.
    Fonte: Disponível em: <http://www2.iphan.gov.br/ans/inicial.htm>. Acesso em 14/05/2008.




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