Forte Novo

Cascais, Lisboa - Portugal

O chamado "Forte Novo", também referido como "Forte Novo de Cascais", localiza-se na freguesia de Cascais e Estoril, concelho de Cascais, distrito de Lisboa, em Portugal.

Situa-se na EN-6, entre a ponta de Santa Marta e a Boca do Inferno, na falésia, sobranceiro à Pedra da Nau, identificando-se apenas uma guarita.

História

Foi erguido em época posterior às antigas fortificações que se defendiam a barra do rio Tejo, desde o Cabo da Roca à cidade de Lisboa, nos séculos XVII e XVIII.

Embora se desconheça a data precisa de sua construção, acredita-se que esta remonte às primeiras décadas do século XIX, admitindo-se o ano de 1832 como o mais provável, uma vez que, em 1833, já aparece mencionado na Planta da Costa compreendida entre o Cabo da Roca e Cascais.

No contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), terá sido erguido por forças absolutistas, com a função de complemento da defesa de Cascais. Diante da retirada das tropas absolutistas da região de Lisboa, em outubro de 1833, foi abandonado.

Em 1868 o capitão de engenharia António Joaquim Pereira informa que o forte já se encontrava muito arruinado, o que poderá testemunhar a menor qualidade do seu projeto, ou, em alternativa, a extrema rapidez da sua construção, que terá privilegiado características mais utilitárias do que propriamente monumentais.

Em 1872, o terreno onde se encontra o imóvel foi adquirido pelo visconde de Gandarinha, que preservou o monumento da destruição, quando Pedro Lourenço de Seixas Barrucho aí pretendeu construir um novo imóvel. Infelizmente, esta preservação não foi acompanhada de passos conducentes à efectiva reabilitação do conjunto e, na atualidade, o que dele resta são ruínas, limitando-se a pequenos troços de muros sem leitura definida.

O "Forte Novo (troço de muralha)" encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 129/77 publicado no Diário da República, I Série, n.º 226, de 29 de setembro.

Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado, do tipo marítimo.

Planimetricamente, esta fortificação, de pequenas dimensões, tem paralelos imediatos com as de Cresmina, Praia do Guincho, Alta e Galé, numa linha de continuidade em relação a outras obras militares costeiras setecentistas. Apresenta seção levemente estrelada, com prolongamentos em cunha sobre os ângulos de um hipotético quadrado. Possuía porta axial voltada a terra (a norte). No interior, os compartimentos da guarnição adossavam-se à secção setentrional, ladeando a porta, enquanto que a face voltada ao mar (a sul) era preenchida com as canhoeiras. Estas, segundo a descrição de CALLIXTO (1940), seriam seis e estavam assentes sobre um parapeito de três lanços, no segmento central do muro.

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Contribuições

Atualizado em 14/04/2019 pelo tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Com a contribuição de conteúdo de: Ion Cibotari.


  • Forte Novo

  • Forte Novo de Cascais

  • Fortim

  • 1832 (DC)




  • Portugal


  • Ruínas mal conservadas

  • Proteção Nacional
    Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 129/77 publicado no Diário da República, I Série, n.º 226, de 29 de setembro.





  • Ruínas

  • ,00 m2

  • Continente : Europa
    País : Portugal
    Estado/Província: Lisboa
    Cidade: Cascais

    Sobranceiro à Pedra da Nau
    2750-641 Cascais


  • Lat: 38 -42' 37''N | Lon: 9 25' 33''W










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