Castle of Coca

Coca, Segovia - Spain

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O “Castelo de Coca” (em espanhol, “Castillo de Coca”) situa-se na vila e município de Coca, província de Segóvia, na Comunidade Autónoma de Castela e Leão, na Espanha.

Situa-se no exterior da vila, em uma esplanada de uma zona escarpada, num meandro do rio Voltoya, afluente do Eresma. É considerado um dos melhores expoentes da arquitetura gótico-mudéjar espanhola.

História

A vila pertenceu à Coroa de Castela até 1439, ano em que foi cedida a Íñigo López de Mendoza, marquês de Santillana. Este, em 1451 permutou-a pela vila de Saldaña com Alonso de Fonseca y Ulloa, bispo de Ávila e arcebispo de Sevilha.

Em 1453, Alonso de Fonseca y Ulloa obteve de João II de Castela a autorização real para erguer o castelo, embora as suas obras só tenham tido início duas décadas mais tarde.

Em 1460, necessitando ausentar-se de Coca, Alonso de Fonseca y Ulloa cedeu os seus direitos à vila a seu irmão, Fernando de Fonseca, que os exerceu até à sua morte (1463). Alonso faleceu em 1473, no cargo de arcebispo de Sevilha, e Coca veio a ser herdada por seu sobrinho, Alonso de Fonseca, filho de Fernando. É a Alonso que se deve a construção do castelo, a cargo do mestre de pedraria Alí Caro: um corpo central de planta quadrada definindo um pátio em estilo mudéjar, flanqueado pela imponente Torre de Menagem. Os trabalhos estavam praticamente concluídos em 1493 e, a partir de então, foi utilizado como residência senhorial e cenário de grandes festas, frequentadas por importantes personalidades da sociedade da época, como por exemplo o cardeal francês Jean Jouffroi, que chegara a Castela com a proposta de matrimónio entre a Infanta Isabel (depois rainha) com o duque de Berry de Guyena, irmão de Luís XI de França, e Beatriz de Bobadilla, marquesa de Moya.

Em 1502, os Reis Católicos asseguraram-se que, quando do falecimento de Alonso, o castelo passasse para as mãos do irmão dele, Antonio Fonseca. E, no ano seguinte (1503), a rainha Isabel decretou que os herdeiros da vila de Coca apenas poderiam ser varões, com o que eliminou a possibilidade de que o castelo fosse herdado por uma das duas únicas filhas de Alonso. Deste modo, em 1504, castelo passou para Antonio Fonseca, capitão dos Reis Católicos, que fez ampliar os seus elementos defensivos. Estes viriam a ser colocados à prova mais tarde, quando do ataque do marquês do Cenete, que pretendeu resgatar a sua prometida, María de Fonseca, ali retida pelo seu tio.

Em 1512 trabalhavam no castelo mestres de pedraria de Sevilha, que possivelmente foram os artífices de muitos dos seus elementos decorativos. Em 1521 o castelo sofreu o ataque de forças comuneiras em represália pelo incêndio de Medina del Campo levado a cabo pelo próprio Antonio de Fonseca; sem conseguirem tomar o castelo, os comuneiros destruíram o vizinho castelo de Alaejos.

Em 1645 as dependências do castelo serviram como prisão para o duque de Medina Sidonia, acusado de se ter querido proclamar rei da Andaluzia. Posteriormente, através de enlaces matrimoniais, o castelo veio a tornar-se propriedade da poderosa Casa de Alba, em que se mantém até aos nossos dias.

Ao longo de sua história o castelo conheceu diversas reformas: as galerias do Pátio de Armas (século XVI), a galeria entre a Torre de Menagem e a de Pedro Mata (século XVII), e outras melhorias em 1715. Mas, a partir de 1730 o seu arquivo foi trasladado para Madrid, e o castelo caiu em abandono, sendo saqueado.

No contexto da Guerra Peninsular (1808-1814) a vila foi ocupada por tropas francesas em 1808. Tendo estas estabelecido quartel no antigo castelo, causaram-lhe grandes estragos, de modo que, ao abandoná-lo em 1812, apenas restavam ruínas. O quadro agravou-se quando, em 1828, um administrador da Casa de Alba, inescrupulosamente vendeu materiais do castelo, entre os quais as colunas de mármore do pátio, o que acentuou ainda mais o estado de ruína.

O castelo encontra-se declarado como Monumento Nacional desde 1926, e classificado como “Bien de Interés Cultural” desde 3 de junho de 1931, sob o n.º RI-51-0000878 no catálogo de monumentos do Património Histórico de Espanha.

Em 1954 foi cedido ao Ministerio da Agricultura por 100 anos menos 1 dia, tendo sofrido extensa campanha de restauração e requalificação, entre 1956 e 1958, para albergar a Escuela de Capacitación Forestal.

Em 1995 foi utilizado como cenário em três dos 15 capítulos do concurso televisivo da TVE “La noche de los castillos”, embora o seu interior não tenha sido utilizado, substituído por um cenário do pavimento L-3 dos desaparecidos Estudios Buñuel-TVE.

Uma maqueta à escala deste castelo encontra-se no Parque temático Mudéjar de Olmedo, e outra no Minimundus, em Klagenfurt, na Áustria.

Características

Exemplar de arquitetura militar e civil, de enquadramento rural, isolado.

A sua construção empregou tijolos, não apenas como material de construção, mas também como elemento decorativo. Foi empregue pedra calcária nas ameias, nas colunas do pátio de armas e em outros elementos decorativos.

O sistema defensivo consta de três partes: um largo fosso exterior, e dois recintos muralhados, defendidos por torreões. O fosso é ultrapassado por uma ponte, que conduz ao primeiro recinto. Após ele, uma porta gradeada conduz ao pátio de armas.

O recinto inferior apresenta planta quadrada, com torres nos vértices, sendo a de maiores dimensões a de menagem. Os diversos pavimentos desta última são acedidos por uma escada em caracol em tijolos: capela, sala de armas e outras. A sala de armas possui uma abóbada de nervuras góticas com mosaicos decorados por motivos geométricos de várias cores. Do alto da torre divisam-se os Castelos de Cuéllar e de Íscar.

A Torre de Pedro Mata acompanha em altura a de Menagem, uma vez que ambas protegem a porta de acesso ao Pátio de Armas. As duas restantes são a Torre da Muralha e a dos Peces. No interior do recinto podem encontrar-se também outras salas com decoração de estuque e murais, assim como uma masmorra.

Contribution

Updated at 12/06/2017 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


  • Castle of Coca


  • Castle

  • 1473 (AC)

  • 1493 (AC)



  • Spain


  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    Encontra-se declarado como Monumento Nacional desde 1926, e classificado como “Bien de Interés Cultural” desde 3 de junho de 1931, sob o n.º RI-51-0000878 no catálogo de monumentos do Património Histórico de Espanha.





  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Spain
    State/Province: Segovia
    City: Coca



  • Lat: 41 -13' 6''N | Lon: 4 31' 32''W





  • Exemplar de arquitetura gótico-mudéjar espanhola.

  • 1956-1958: intervenção de restauração e requalificação para albergar a Escuela de Capacitación Forestal.




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