Castelo de Pirescoxe

Loures, Lisboa - Portugal

O "Castelo de Pirescoxe", também referido como de Pirescouxe, Pirescoche, Piriscouxe, Periscoxe e Pires Coche, localiza-se na União das Freguesias de Sta. Iria de Azóia, S. João da Talha e Bobadela, concelho de Loures, no distrito de Lisboa, em Portugal.

Erguido em posição dominante sobre uma espécie de promontório de onde se descortina o curso do rio Tejo, trata-se, na realidade, de uma mansão senhorial, acastelada, típica da nobreza de Portugal em finais da Idade Média.

História

Não se conhece, com segurança, a origem da toponímia, que alguns afirmam ligar-se ao nome de Pero Escouche (provavelmente Pedro Pais da Silva, chamado Pedro Pais Escachia ou simplesmente Pedro Escachia) e, outros, a um indivíduo de apelido Pires, que coxo, era conhecido como "Pires Coxo".

Em 1442, Nuno Vasques de Castelo Branco e sua esposa, Joana Juzarte, instituíram um morgadio neste local, até então uma quinta da família. Para a sua residência, fizeram erguer um paço, monumentalmente acastelado.

No século seguinte, após uma reformulação dos espaços em seu interior, com o falecimento de D. Pedro de Castelo Branco da Cunha (1620-1675), 12.º Senhor de Pombeiro, que recebeu de João IV de Portugal (1640-1656) o título de 1.º visconde de Castelo Branco (25 de setembro de 1648) e, posteriormente, de Afonso VI de Portugal (1656-1683), o de 1.º conde de Pombeiro (6 de abril de 1668), Comendador da Ordem de Cristo, Capitão da Guarda de Teodósio de Bragança, Príncipe do Brasil, extinguiu-se a linhagem dos de Castelo Branco. Falecido o derradeiro proprietário do paço, o imóvel veio a conhecer o abandono, caindo em ruínas.

O conjunto encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo decreto n.º 44 075, publicado no Diário do Governo n.º 281, I Série, de 5 de dezembro de 1961.

A partir de 2001, por iniciativa da Câmara Municipal de Loures, com a colaboração do então Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), teve lugar uma extensa intervenção de consolidação, recuperação e revitalização do conjunto, requalificado como espaço cultural. O projeto, de autoria do arquiteto Francisco da Silva Dias, teve os trabalhos de prospecção arqueológica a cargo da arqueóloga Raquel Silva. Estão disponíveis ao público visitante, hoje, auditório ao ar livre para eventos culturais, cafetaria, galeria de artes plásticas, sala multiusos, além da área envolvente, ajardinada.

Características

Exemplar de arquitetura civil, embora aparente externamente uma arquitetura militar.

De pequenas dimensões, apresenta planta quadrada. Conhece-se apenas em linhas gerais a disposição interna do conjunto, de uso civil.

Uma muralha baixa, rematada por ameias, envolve todo o conjunto, reforçada por três torres, também de planta quadrada, ameadas, com apenas dois pavimentos. Estas torres, assimetricamente dispostas, são flanqueadas por mata-cães sobre modilhões.

Interiormente, o centro do conjunto funcionava como pátio, a partir do qual acedia-se às diversas áreas. No lado da fachada principal erguia-se o corpo residencial, onde subsiste uma grande chaminé no Salão Nobre. Este, liga-se lateralmente a dois outros corpos onde existiam quartos, áreas de apoio e uma capela (de que ainda restavam vestígios em 1939, como o espaço e a abóbada originais). Nos fundos, localizavam-se as dependências domésticas e da criadagem, como cozinhas, despensas e armazéns.

A lenda do tesouro de D. Sebastião

A tradição local pretende que, nas caves do castelo, encontra-se oculto o tesouro de Sebastião I de Portugal (1557-1578), afirmando-se ainda que a última proprietária do imóvel mudou-se por não suportar mais ser incomodada, durante a noite, por curiosos em busca dessa riqueza. António Godinho, um historiador local, afirma que pode haver um fundo de verdade na lenda, uma vez que um dos antigos proprietários do castelo acompanhou aquele soberano na fatídica Batalha de Alcácer-Quibir (1578).

Contribuições

Atualizado em 02/04/2019 pelo tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.


  • Castelo de Pirescoxe

  • Pirescouxe, Pirescoche, Piriscouxe, Periscoxe e Pires Coche

  • Palácio fortificado





  • Portugal


  • Restaurada e Bem Conservada

  • O conjunto encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo decreto n.º 44 075, publicado no Diário do Governo n.º 281, I Série, de 5 de dezembro de 1961.





  • Centro Turístico-Cultural

  • ,00 m2

  • Continente : Europa
    País : Portugal
    Estado/Província: Lisboa
    Cidade: Loures



  • Lat: 38 -51' 47''N | Lon: 9 5' 30''W






  • 2001: a Câmara Municipal de Loures e o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), empreendem uma extensa intervenção de consolidação, recuperação e revitalização do conjunto, requalificado como espaço cultural.




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