Atalaia da Cabeça Magra

Moura, Beja - Portugal

A “Atalaia da Cabeça Magra”, ou simplesmente “Atalaia Magra”, no Alentejo, localiza-se a cerca de três quilómetros da cidade de Moura, na freguesia de Santo Agostinho, concelho de Moura, distrito de Beja, em Portugal.

História

A primitiva ocupação da região à margem esquerda do rio Guadiana remonta à época pré-histórica, conforme testemunham as antas ali abundantes e, em período mais recente, a necrópole romana em Sobral da Adiça.

À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, a região foi conquistada em 1166 aos muçulmanos por Afonso I de Portugal (1112-1185).

Sob o reinado de Dinis I de Portugal (1279-1325), por volta do final do século XIII, foi erguido um conjunto de quatro atalaias, vigiando este troço da fronteira com Castela: a Atalaia da Cabeça Gorda, a Atalaia da Cabeça Magra, a Atalaia de Alvarinho e a Atalaia de Porto Mourão, que comunicavam visualmente entre si, e com o Castelo de Moura. Saliente-se que na região, à época, aquele soberano promovia a remodelação do Castelo de Moura, datando de 1290 a sua Torre de Menagem.

A atalaia ergue-se no alto de uma colina ocupada primitivamente por um castro da Idade do Ferro.

Hoje parcialmente em ruínas, única sobrevivente do conjunto, encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 1/86, publicado no Diário da República n.º 2, de 3 de janeiro.

Características

Exemplar de arquitetura militar, de enquadramento rural, isolado.

Simples torre de vigia, em alvenaria de pedra miúda, apresenta planta circular com cerca de quatro metros de diâmetro por doze metros de altura. A pouco mais de um metro acima do solo, em seu muro rasga-se uma porta em arco ogival, no estilo gótico, primitivamente acedido, acredita-se, por escada de madeira amovível. Os muros a Oeste apresentam ruína parcial. Nos remanescentes observam-se três pequenas janelas quadrangulares. O interior da torre era originalmente dividido em dois pavimentos, o inferior recoberto por abóbada de pedra e o superior por traves de madeira, hoje desaparecido. O acesso aos pavimentos faz-se por escada de pedra, em caracol.

A torre estaria originalmente inscrita num recinto muralhado, do qual restam apenas alguns vestígios.

Ao contrário da Atalaia Magra, as de Porto Mourão, da Cabeça Gorda e de Alvarinho apresentavam planta quadrangular.



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Contribuições

Atualizado em 04/03/2020 pelo tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.


  • Atalaia da Cabeça Magra

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  • Dinis I de Portugal

  • Portugal


  • Ruínas Conservadas

  • Proteção Nacional
    Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 1/86, publicado no Diário da República n.º 2, de 3 de janeiro.





  • Ruínas

  • ,00 m2

  • Continente : Europa
    País : Portugal
    Estado/Província: Beja
    Cidade: Moura



  • Lat: 38 -9' 44''N | Lon: 7 25' 4''W










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