Praça-forte de Campeche

Campeche, Campeche - Mexico

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A "Praça-forte de Campeche" localizava-se na cidade e estado de Campeche, a oeste na península de Yucatán, no México.

História

Os espanhóis Francisco Hernández de Córdoba e Antón de Alaminos avistaram, em 22 de março de 1517, as costas de Can-Pech (atual Campeche), e batizaram o povoado indígena ali existente como São Lázaro, santo do dia. Avançando pela costa alcançaram Chakanputun (atual Champotón) onde, a 2 de abril de 1517, foram atacados e derrotados pelos indígenas, liderados pelo cacique local Moch Couoh. Os ferimentos então sofridos por Hernández de Córdoba, acarretaram o seu falecimento em Cuba, poucos dias mais tarde.

Em 1526, Carlos I de Espanha (1516-1556) concedeu a Francisco de Montejo permissão para conquistar a Península de Yucatán. O processo foi longo e difícil. O seu filho, Francisco de Montejo, o Moço, fundou, em 4 de outubro de 1540 a vila de São Francisco de Campeche, uma das poucas capitais do estado que o atual México possui na costa.

Graças à sua localização geográfica e à sua vocação de porto exportador de matérias-primas, como o pau de campeche (“Hematoxylon campechianum”) uma madeira tintureira, Campeche constitui-se num próspero entreposto comercial, vindo a declinar após o processo da Independência do México.

A sua prosperidade desde cedo atraiu a cobiça de corsários e piratas ingleses, franceses, neerlandeses, franceses e portugueses, entre os quais destacaram-se William Parker (1597), Cornelis Jol (“Pie de Palo”) e Diego de los Reyes (Diego “el Mulato”) (1642), Eduard Mansvelt (1663), Laurens de Graaf (“Lorencillo”, 1685), e outros. O ataque do primeiro foi assim descrito:

"En 1597 el pirata inglés William Parker (Guillermo Parque, como le llamaban los cronistas españoles), asaltó la villa de San Francisco de Campeche. Un día apareció en el puerto una flota compuesta por tres navíos que se mantuvieron a una cierta distancia de la costa, sin visos de atacar. Los confiados vecinos se retiraron a sus domicilios sin pensar que la presencia de los piratas pasase de cierta amenaza. Bien entrada la noche, con la complicidad de un vecino llamado Juan Venturate, desembarcaron en la playa de San Román y atacaron la villa. Sorprendidos los campechanos abandonaron sus viviendas; pero ya repuestos se reunieron en el templo de San Francisco y desde ahí, bajo las órdenes de sus alcaldes, Pedro de Interián y Francisco Sánchez, organizaron el contraataque, entrado el día siguiente. Tras horas de lucha, Parker ordenó la retirada pero en su precipitada fuga, abandonaron parte del botín, a algunos prisioneros y a Venturate, a quien, al conocerse su complicidad, se le condenó a muerte en juicio sumario y fue ejecutado. (...).

(...). en el contraataque participó otro barco amigo que venía de Yucatán con el propósito de auxiliar a la población y que uniéndose a otras embarcaciones campechanas prosiguieron la persecución de Parker a quien dieron alcance, logrando capturar a uno de sus barcos piratas con todo y la tripulación. Durante diecisiete días Parker voltejeo en torno al puerto con la esperanza de recuperar el navío perdido, sin lograrlo. Finalmente desistió de su propósito y enfiló hacia otros rumbos (...).
" (Casares G. Cantón, Raúl; Duch Colell, Juan; Antochiw Kolpa, Michel; Zavala Vallado, Silvio et ál (1998). Yucatán en el tiempo. Mérida, Yucatán. ISBN 970 9071 04 1)

A fortificação colonial

Como resposta às ameaças registaram-se várias propostas para a defesa de Campeche. A primeira, em 1664, consistiu no projeto de construção de uma fortificação de planta retangular com baluartes nos vértices, cujos muros seriam rasgados por quatro portas, duas em cada eixo, que corresponderiam, respetivamente, às atuais ruas 14 e 63.

Sabe-se que a vila era primitivamente defendida por um baluarte denominado de “El Bonete”, que existiu no local da atual Praça de Armas, frente ao mar. A primeira defesa formal do porto, sob a invocação de San Benito, foi levantada na costa do bairro de San Román: de planta retangular, era semelhante a torreão.

Em 1680, o alferes e engenheiro militar Martín de la Torre projetou a construção de baluartes com 5 portas, sendo a do Mar na altura da atual Calle 55, a de Terra, na da Calle 59, uma no bairro de San Francisco, no lado oposto à atual Calle 10, outra no bairro de San Román, na altura da Calle 10, e a última no molhe, a pouca distância da Porta do Mar. O orçamento apresentado era da ordem de 40 mil pesos, e o tempo estimado para execução da obra era de dois anos. Embora o projeto tenha tido a aprovação do Concelho das Índias, as obras, porém avançaram lentamente, sem o aporte dos fundos necessários.

Martín de la Torre faleceu em 1683, sem ter conhecido avanços significativos em seu trabalho. Dois anos mais tarde, em 6 de julho de 1685, o pirata neerlandês Laurens de Graaf (“Lorencillo”), a serviço da colónia francesa de São Domingos, conquistou e saqueou a cidade de Campeche, onde permaneceu 54 dias. Após esse episódio, que praticamente destruiu a vila, promoveu-se uma coleta para retomar os trabalhos, reiniciados a 3 de janeiro de 1686, uma quinta-feira.

Em 7 de maio de 1686 Carlos II de Espanha (1665-1700) nomeou o austríaco Jakob Franck (Jaime Franck) como engenheiro militar do Vice-Reino da Nueva España e capitão de Cavalaria. Transferindo-se para Campeche, deu prosseguimento aos planos de Martín de la Torre, com o auxílio do sargento Pedro Osório de Cervantes. Entretanto, protegido de Don Melchor Portocarrero Lasso de la Vega, 3.º conde de Monclova, Vice-Rei da Nova Espanha (1686-1689), ao término do mandato deste, substituído por Gaspar de la Cerda y Mendoza, conde de Galve (1688-1696), Franck perdeu o apoio e a possibilidade de continuar as obras.

Em 1690 Franck apresentou uma proposta de revisão do projeto de Martín de la Torre ao então Governador e Capitão-General do Yucatán, Juan José de la Bárcena (1688-1693). Por ele dotava-se a vila de apenas 3 portas: a Puerta del Mar, a de San Francisco, e a de San Román.

Em outubro de 1704 Franck concluiu a última cortina e o Baluarte de Santiago, com o que se encerrava o hexágono muralhado. A construção havia durado 18 anos e o seu custo total estimado foi da ordem de 225.000 pesos.

Em 1705 o engenheiro militar francês Luis Bouchard de Becour promoveu algumas modificações no traçado da muralha. Essas obras foram concluídas em 1710 e a muralha passou a apresentar planta na forma de um hexágono irregular com oito baluartes: San Carlos, Santa Rosa, San Juan, San Francisco, San Pedro, San José, Santiago e Nuestra Señora de la Soledad.

Posteriormente, o então Governador e Capitão-General do Yucatán, Antonio de Figueroa y Silva (1725-1733) compreendeu que havia um problema com a Porta de Guadalupe (antiga Porta de San Francisco) e da Porta de San Román, devido à grande quantidade de palha que se acumulava nas edificações em torno das portas, não apenas como cobertura, mas também devido ao normal movimento de carga e descarga de mercadorias nesses locais. Desse modo, sugeriu a abertura de uma nova porta, pelo lado de terra, forçando desse modo, um eventual inimigo a contornar o bairro de San Francisco, um dos mais importantes da vila, dando tempo aos defensores para fazer fogo desde o alto das muralhas.

Carlos III de Espanha (1759-1788) ordenou o fechamento das portas de Guadalupe e San Román, considerando a pouca distância entre essas portas e o mar, o que, na prática, comprometia a defesa das mesmas.

A vila de São Francisco de Campeche na Província de Yucatán foi elevada a cidade por Carlos III de Espanha a 1 de outubro de 1777 e, em 1784, foi declarada como “porto menor”. No entanto, no contexto da guerra contra a Inglaterra, em 1804 o porto foi encerrado, o que causou grande descontentamento local, afirmando pela primeira vez a necessidade de criar-se uma autoridade independente de governo geral na península.

A Independência

Em 17 de setembro de 1821, a câmara municipal de Campeche, em sessão solene proclamou a independência, e pronunciou-se a favor do "Plano de Iguala" (24 de fevereiro de 1821). Posteriormente, em 29 de maio de 1823, Campeche declarou a sua união ao México sob a condição de que fosse uma República Federal.

As diferenças entre Campeche e Mérida foram polarizadas; o porto tenha interrompido seu comércio marítimo com Veracruz, e Mérida realizava o seu com Havana. A capital, Mérida se inclinava pela absoluta independência, e Campeche preferia a incorporação com o México. Don Andrés Quintana Roo foi o mediador para a solução do conflito, mas quando os fatos não foram do agrado do gabinete presidencial, o general Antonio López de Santa Anna enviou uma expedição militar para submeter a península.

Na noite de 6 de agosto de 1857, 150 homens armados tomaram os principais fortes da cidade; as exigências dos rebeldes eram, entre outras, a destituição da Câmara Municipal, e dez juízes criminais.

A “Cidade Histórica Fortificada de Campeche” encontra-se classificada como Património Mundial pela UNESCO desde 1999.

Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado.

Quando ficou completa, apresentava planta no formato de um polígono hexagonal irregular, com um perímetro de 2.560m, com seis frentes, quatro portas, e oito baluartes. À época encontrava-se artilhada com 92 peças. Era apoiada por dois fortes, em posição dominante sobre colinas vizinhas. As muralhas, em terra apiloada, exceto nas faces voltadas ao mar, foram demolidas no século XX, subsistindo em nossos dias apenas cerca de 500m das mesmas, 7 baluartes, 2 portas e os 2 fortes. A coloração ocre predomina nos frisos das muralhas, dando à cidade um visual característico.

Entre as suas estruturas defensivas, destacam-se:

- Baluarte de la Soledad – também referido como “Fuerte de la Soledad”, situado três quarteirões ao norte da “Puerta del Mar”. O seu nome é em homenagem à Virgem de la Soledad, padroeira dos marinheiros e por erguer-se à beira-mar, próximo à Porta do Mar. Erguido entre 1690 e 1692, apresenta planta pentagonal irregular, com uma área de 2.344 m². Em um dos seus flancos conserva parte da antiga muralha. O acesso ao baluarte, por uma portada, conduz a uma praça de armas. Num dos lados da praça de armas dispõe-se a rampa que acede ao caminho de ronda, às canhoneiras e às guaritas, de onde se aprecia a vista sobre a cidade e o mar. Internamente distribuem-se seis compartimentos abobadados em dois níveis: atualmente 4 são salas de exposição, 1 de sanitários e a última é utilizada para trabalhos de restauração. Este baluarte comunicava com dois outros: o Baluarte de San Carlos e o Baluarte de Santiago. Atualmente encontra-se requalificado como um museu sobre o povo Maia e história colonial. Na Calle 8 s/n.º, Circuito Baluartes, em Campeche, pode ser visitado semanalmente de quarta a domingo, das 8h00 às 20h00.

- Baluarte de San Carlos – também referido como “Fuerte de San Carlos”. Erguido sobre uma fortificação mais antiga, foi assim designado em homenagem a Carlos II de Espanha, e inaugurado em 1676 pelo então Governador, Don Sandro Fernández de Angulo. Apresenta planta no formato pentagonal com uma área de 840 m². Em nossos dias é acedido por uma rampa modificada que, a partir do nível da rua conduz ao primeiro nível, através de pesadas portas de madeira. Em seu interior abre-se uma cisterna e destaca-se um compartimento subterrâneo abobadado conhecido como “El Pulguero” outrora utilizado como cárcere. O nível superior apresenta uma bateria com duas peças de artilharia de grosso calibre, e um campanário em um dos vértices. A tradição local afirma que foi por este ponto que o corsário neerlandês Cornelis Jol, no comando de uma armada de dez embarcações, atacou a vila em 1633. Afirma-se ainda que o baluarte se liga, por tuneis e passagens secretas, a outros edifícios da cidade. Atualmente abriga o Museu Municipal, com a carta de elevação a cidade outorgada em 1777 por Carlos III de Espanha, as chaves da cidade, e um vasto acervo sobre a evolução da cidade, e uma coleção de mobiliário, armas, esculturas e documentos. Na Calle 63 e Calle 8, Circuito Baluartes, em Campeche, pode ser visitado semanalmente de terça a sexta-feira, das 8h00 às 20h00, aos sábados, das 8h00 às 14h00 e aos domingos, das 9h00 às 13h00.

- Baluarte de San Francisco – Foi assim denominado em homenagem ao fundador da Ordem dos Frades Menores. Apresenta uma área de aproximadamente 1.342 m² e une-se à Porta de Terra por um grande lance de muralha que, no extremo oposto se liga ao Baluarte de San Pedro. Em 1889 devido ao crescimento urbano perdeu quase a metade de sua estrutura para dar lugar a uma via de elétrico. Atualmente foi devolvido ao seu tamanho original, podendo apreciar-se a gola da muralha, o corpo da guarda, o armazém e o quartel. Uma das suas partes abriga a biblioteca Gustavo Martínez Alomía.

- Baluarte de San Juan – Foi assim denominado em homenagem ao fundador da Ordem Hospitaleira de São João de Deus, que se dedicava aos cuidados com os navegantes. Foi concluído em torno do ano de 1698, com o objetivo de defesa da Porta de Terra. A sua planta é semelhante à do Baluarte de Santa Rosa, considerada uma obra-prima da engenharia militar, com uma superfície de 764 m². Possui, como os demais, gola nas muralhas, guaritas, um campanário e uma rampa de acesso à bateria. Conta com um poço, Adossado a um pano de muralha, por ter sido utilizado como residência, encontra-se muito descaracterizado.

- Baluarte de San Pedro – Foi assim denominado em homenagem ao primeiro papa. Concluído em 1702, apresenta uma superfície de 780 m². Aqui funcionou, no período colonial, um tribunal do Santo Ofício. No contexto da independência, em 1824 teve um importante papel nas batalhas contra o governo de Mérida e o general Antonio López de Santa Anna, como quartel de tropa e depósito de munições. Ao seu lado foram construídos o hospital e a Igreja de San Juan de Dios, no início do século XVIII. Atualmente é utilizado como posto de informação turística, e abriga um museu de artesanato.

- Baluarte de Santa Rosa – Foi assim denominado em homenagem a Rosa de Lima, a primeira mulher americana santificada. De planta pentagonal, apresenta uma área de 1.157,45 m². O lintel de sua portada tem gravado o nome de Santa Rosa e um monograma da Virgem Maria. Atualmente abriga a pinacoteca Campechana, com um acervo de pinturas e quadros de artistas plásticos locais.

- Baluarte de Santiago – fronteiro ao mar, foi o último dos oito baluartes a ser concluído, em 1704, fechando as muralhas da vila. Foi assim denominado em homenagem a Santiago de Compostela (“Santiago Matamoros”) patrono das conquistas espanholas. , As suas frentes medem 30,71 m e os seus flancos quase 15 m. A sua traça era similar à do Baluarte de San Carlos. No início do século XX foi demolido, e uma réplica – muito diferente – foi erguida na década de 1950, conservando-se apenas a primitiva portada. Atualmente alberga o Jardín Botánico X’much Haltún onde se observam exemplares de flora da região, entre as quais plantas medicinais, comestíveis e ornamentais.

- Baluarte de San José el Bajo – Foi assim nomeado em homenagem ao esposo da Virgem Maria. Encontrava-se a uma distância aproximada de 277 m do Baluarte de San Pedro. Apresentava planta semelhante aos baluartes de Santa Rosa e de San Juan, também com gola nas muralhas e acedido por uma portada ao centro. Foi demolido no início do século XX. Atualmente o seu espaço é ocupado pela Escola Justo Sierra Méndez.

- Batería de San Lucas - erguida em 1792 para complemento da defesa.

- Batería de San Luis - erguida em 1792 para complemento da defesa, e demolida no século XIX.

- Batería de San Matías - erguida em 1792 para complemento da defesa.

A fim de comunicar a área muralhada com os bairros extra-muros no século XVIII foram abertas quatro portas:

- Puerta del Mar – no início das atuais Calle 8 e Calle 59. As suas obras foram concluídas em 1710. A partir do molhe, permitia o acesso à cidade por quem chegava pelo mar, única via de acesso internacional da península. Era defendida pelos baluartes de la Soledad e de San Carlos. Em alvenaria de pedra e sascab (um tipo local de cal) não possuía fosso e nem revelim. Tendo sido a primeira a ser erguida, foi também a primeira a ser demolida, em 1893, por ordens do Coronel Fernando Laphman, juntamente com parte da muralha. Foi reconstruída em 1957 reaproveitando elementos arquitetónicos oriundos de outros monumentos históricos da cidade, como por exemplo o campanário do baluarte de la Soledad e a guarita do Forte de San José el Alto. Em 1997 foi reconstruído um troço de muralha para uni-la com o Baluarte de la Soledad.

- Puerta de Tierra – Foi a últim das quatro portas a ser construída, em 1732. Situa-se a 187,5 m do Baluarte de San Juan. É descrita como uma grande abóbada “muy clara y capaz con dos departamentos a su derecha e izquierda, asimismo de bóveda que son cuerpo y guardia y cuarto de oficial, sobre ellas, en lo superior de la muralla y plano horizontal forma dicha superficie una especie de Plaza de Armas con cuatro cañoneras a la plaza, igual números de dichos a la Campaña, sobre la puerta con comunicación a la extensión de este terreno, hay un curioso y capaz matacaspa o saratana, para defensa de ella con granadas y fuego, con tres entradas tiene disposición y caja para el descenso y ascenso del rastrillo. La puerta es de jaby (jabín, madera muy grande), grande y capaz con sus fajas de hierro, delante de ellas está un revellín de mampostería que lo guarnece una estacada por todo él, totalmente inútil, alrededor tiene un foso reducido y su rastrillo y puente levadizo, el que está inútil y sin uso” (Jose Enrique Ortiz, Piedras ante el mar). Desde o início do século XXI oferece, de quinta a domingo, um espetáculo de luz e som intitulado “El lugar del sol” que evoca a época colonial.

- Puerta de San Román - aproximadamente a meio da atual Calle 12. Por sua proximidade com o mar foi fechada no século XVIII, embora tenha sido reaberta posteriormente. Em janeiro de 2014 foram encontrados os seus vestígios arqueológicos: bases das muralhas, do revelim, o fosso e o seu parapeito.

- Puerta de Guadalupe - primitivamente sob a invocação de San Francisco, na atual Calle 10, frente ao bairro de Guadalupe, pelo que ficou conhecida pela atual designação. Situa-se a meio da cortina de muralha entre os Baluartes de San José (hoje desaparecido) e de Santiago. Comunicava o recinto muralhado com o bairro de mesmo nome. Contava com uma guarita para a sentinela e, junto a ela, com um Corpo da Guarda. Ao alto, foi erguida uma outra pequeno guarita, de onde se podiam lançar granadas. A porta, em madeira de “Piscidia piscipula” com tiras de ferro, era protegida por um revelim sem fosso. No final do século XIX foi demolida por ordem da Secretaria de Guerra e da Marinha, inaugurando em seu lugar a passagem "Porfirio Díaz" em 15 de setembro de 1894.

Atualmente subsistem apenas as duas primeiras.

Para complemento dessa defesa, em 1776 deu-se início aos fortes de San José el Alto e San Miguel, que por se encontrarem em elevações rochosas eram apoiados no sopé dos respectivos montes por duas baterias cada um:

- Fuerte de San José el Alto – localizado a Norte da cidade, foi erguido em 1792 com a função de defesa da costa barlavento. Possui acesso em zigue-zague, fosso seco, ponte levadiça, guaritas, cisterna e paiol. Serviu como palco aos diversos conflitos em que a cidade se viu envolvida no século XIX. Requalificado, desde 1995 abriga o Museo de Barcos y Armas, cujo acervo compreende modelos em escala de galeões, bergantins e canoas indígenas, e ainda espadas utilizadas por Agustín de Iturbide e Pedro Sainz de Baranda, e uma pintura a óleo de Santo Inácio de Loyola, do século XVIII, assinada por Cristóbal de Villalpando.

- Fuerte de San Miguel – situado a Sudoeste, em posição dominante sobre uma colina, de frente para o mar, apresenta quase o dobro das dimensões do Forte de San José. Erguido de 1779 a 1782, ampliado em 1801, como aquele, também apresenta um par de baterias, acesso em zigue-zague, fosso, ponte levadiça, guaritas, cisterna e paiol. Também como aquele, serviu como palco aos diversos conflitos em que a cidade se viu envolvida no século XIX. Requalificado, desde 1999 abriga o Museo de Arqueología Maya que, ao longo de 10 salas, exibe informações sobre as técnicas construtivas dos antigos Maias, as suas cidades, os seus deuses, o seu calendário e as suas táticas de guerra.

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Red de Fortalezas
El objetivo de esta Red es enlazar las diferentes fortalezas de América Latina y el Caribe, compartiendo documentos, investigaciones y promoviendo acciones conjuntas.

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La ciudad fortificada de Campeche
Artículo de Luis Fernando Álvarez Aguilar sobre la ciudad fortificada de Campeche (México), publicado en el blog de la Red de Fortalezas (www.reddefortalezas.blogspot.com).

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Contribution

Updated at 05/07/2018 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (2).


  • Praça-forte de Campeche


  • Fortified City

  • 1680 (AC)

  • 1710 (AC)



  • Spain


  • Restored and Well Conserved

  • UNESCO World Heritage
    A “Cidade Histórica Fortificada de Campeche” encontra-se classificada como Património Mundial pela UNESCO desde 1999.





  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : North America
    Country : Mexico
    State/Province: Campeche
    City: Campeche

    Localizada a oeste na Península de Yucatán, na atual cidade de Campeche, no México.


  • Lat: 19 -51' 22''N | Lon: 90 32' 12''W




  • Século XVIII (início): 92 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres.






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