Fort of Santo Antão

Praia da Vitória, Autonomous Region of Azores - Portugal

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O “Forte de Santo Antão” localizava-se na freguesia de Santa Cruz, concelho de Praia da Vitória, costa oeste da ilha Terceira, na Região Autónoma dos Açores, em Portugal.

Erguia-se a cerca de 30 metros à direita da foz da ribeira de Santo Antão, conforme o testemunhavam alguns restos de muralhas que se encontravam dentro das águas do mar, a cerca de 10 metros da costa, na maré-baixa, (MELO, 1994:43.) e a cerca de 750 metros ao Norte do Forte de São Caetano, coadjuvando a defesa deste e a do Forte de São João.

História

Foi edificado em 1576 por determinação do corregedor dos Açores, Ciprião de Figueiredo e Vasconcelos, (DRUMMOND, 1981:231-233.) conforme o plano de defesa da ilha elaborado por Tommaso Benedetto.

Após a conquista da Terceira (julho de 1583) por D. Álvaro de Bazán, 1.º marquês de Santa Cruz de Mudela, foi inventariado o seguinte material bélico neste forte:

"No forte chamado Santo Antão: Duas meias colibrinas de bronze; um esmeril de bronze; três berços de bronze; cinco peças de ferro coado; dois berços de ferro coado; vinte e seis pelouros e carregadores."

E complementa:

"Em um baluarte que está junto da Praia: Uma peça de ferro coado; dois berços de ferro coado; vinte e seis pelouros e carregadores." (FRUTUOSO, 1998:Livro VI, cap. 26, p. 87)

No contexto da Dinastia Filipina (1580-1640) o cartógrafo Luís Teixeira registou o "Forte de S. Amtam". ("Descripçam da Ylha do Bom Ihesu chamado Terceira", 1587, mapa, cor, 64 x 89 cm, Portolano 18, Biblioteca Nazionale Centrale di Firenze)

No contexto da Guerra da Sucessão Espanhola (1701-1714) encontra-se referido pelo marechal Castelo Branco na relação "Fortificações nos Açores existentes em 1710", como "O Forte de Santo Antam no meyo da Bahya da Praya". (Arquivo dos Açores, vol. IV, 1882, p. 178.)

Com a instalação da Capitania Geral dos Açores, o seu estado foi assim reportado:

"24.º - Reducto de Santo Antão. Está reformado de novo e só lhe falta acabar-se a sua plataforma. Tem quatro canhoneiras e duas peças de ferro e huma dellas precisa reparo novo e carece de mais duas peças, com os seus reparos e para se guarnecer quatro artilheiros e dezeseis auxiliares." (JÚDICE, 1767.)

Também há conhecimento de uma planta sua, datada de 1771 (1776?), já apresentando o formato retangular. (FARIA, s/d.)

Encontra-se referido como "23. Forte de S. Antão na dita V.ª [da Praia]" no relatório "Revista aos fortes que defendem a costa da ilha Terceira", do Ajudante de Ordens Manoel Correa Branco (1776), que lhe aponta os reparos necessários: "Carese este Forte de se lhe fazer hua muralha de baixo do perfil pella parte da terra, e hua tarimba, e porta na sua caza; proximo ao dito Forte se acha a cantaria para aquella obra."

Encontra-se assinalado como "F Reduto de Santo Antão" na "Planta da Bahia da Villa da Praia. para a Intiligencia do Molhe e Projecto do Ill.mo e Ex.mo Snr. Conde de S. Lourenço Governador e Capitão General das Ilhas dos Açores" (Angra, 1805) e, no mesmo período, dele existe alçado e planta, com o título "Forte de Sto. Antam", de autoria do sargento-mor do Real Corpo de Engenheiros, José Rodrigo de Almeida (1806). ("Alçado e planta dos fortes da Luz, das Chagas, Santo Antão e Santa Catarina do Cabo da Praia, 1806, Praia da Vitória, ilha Terceira, Açores.")

No contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), embora não se encontre indicado no desenho "Poziçao dos Navios da Esquadra Portuguesa na Bahia da Villa da Praia (Ilha Terceira) no combate do dia 11 de Agosto de 1829" (Biblioteca Nacional de Portugal), está assinalado como "25. Forte de S.to Antão." na gravura "Ataque da 3.ª no dia 11 de Agosto de 1829. / Pelo Tenente Gualvão do Regimento dos Voluntarios da Rainha, e augmentada com os nomes das embarcações e forteficações" (c. 1830).

A "Relação" do marechal de campo Barão de Basto em 1862 informa que se encontrava em estado de ruína. (BASTO, 1997:267.)

De acordo com o tombo de 1881, não aparentava ter sido um dos fortes melhorados pelo Capitão-general dos Açores, Francisco António de Araújo e Azevedo, entre 1818 e 1820, no contexto da crise entre Portugal e Espanha em 1817, suscitada pela ocupação de Montevidéu na América do Sul.

À época do tombo, encontrava-se abandonado e em ruínas. (Damião Pego. "Tombos dos Fortes da Ilha Terceira".)

Esta estrutura desapareceu no início do século XX. (MELO, 1994:44.)

Características

Exemplar de arquitetura militar, do tipo abaluartado, marítimo.

Apresentava planta retangular, em alvenaria de pedra (tufo vulcânico), com uma área de 235,4 m².

Na segunda metade do século XVII rasgavam-se em seus muros 4 canhoneiras. A planta do "Tombo" de 1881 assinala-lhe apenas três, no muro pelo lado do mar, e, em seu interior, do lado esquerdo, erguiam-se a casa de guarda e o paiol.



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Contribution

Updated at 16/07/2018 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (7), Projeto Fortalezas Multimidia (Mayra) (1).


  • Fort of Santo Antão


  • Fort

  • 1576 (AC)




  • Portugal


  • Missing

  • Monument with no legal protection





  • Disappeared

  • 235,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Autonomous Region of Azores
    City: Praia da Vitória



  • Lat: 38 -44' 42''N | Lon: 27 3' 44''W




  • 1767: 2 peças antecarga de ferro.






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