Fort of Âncora

Caminha, Viana do Castelo - Portugal

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O "Forte de Âncora", primitivamente denominado como "Forte da Lagarteira", localiza-se no antigo lugar da Lagarteira, atual cidade e freguesia de Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha, distrito de Viana do Castelo, em Portugal.

Sobre um maciço rochoso na margem direita da foz do rio Âncora, em posição dominante sobre a praia, defendia aquele porto e povoação pesqueira, coadjuvando a defesa proporcionada pelo Forte do Cão, na Guelfa.

História

Acredita-se que a primitiva ocupação humana da foz do rio Âncora seja anterior à invasão romana da península Ibérica, mas foi neste período que adquiriu importância graças à extração de minérios na região.

De acordo com a lenda local, a toponímia Âncora liga-se ao episódio do afogamento, nas águas deste rio, de Urraca Sánchez, segunda esposa de Ramiro II de Leão (931-951), com uma âncora atada ao pescoço, como punição por adultério.

Em 1683 o Dr. Monteiro Monterroio em sessão da Câmara Municipal de Viana pediu para se fazerem redutos, plataformas nos desembocaduras no rego das fontes de Montedor e rio Âncora para depor peças de artilharia se fosse necessário e para ali haver vigias e guardas.

Embora alguns autores acreditem que a moderna fortificação do local remonte à época da Guerra da Restauração (1640-1668), MOREIRA (1984) afirma ser mais correto atribuí-la ao reinado de Pedro II de Portugal (1667-1705), que fez reforçar as defesas da linha fronteiriça do rio Minho e da costa oceânica ao sul da sua foz. Para este local foi determinada a edificação de duas estruturas marítimas: o Forte do Cão, na Gelfa, cobrindo a foz do rio, e o Forte da Lagarteira, cobrindo o portinho a norte da povoação, este último tendo sido iniciado em 1690. (Op. cit.) GUERRA (1926) dá-o como erguido entre 1699 e 1702. (Op. cit., p. 688) Na mesma época e região foram erguidos ainda os Fortins da Areosa e de Montedor, o primeiro próximo a Viana do Castelo. O mesmo autor complementa que a função destas estruturas era a de coibir as incursões de piratas argelinos e saletinos, então frequentes na costa portuguesa, em busca de cativos. Estas fortificações, em tempo ordinário, estavam guarnecidas por paisanos, e no caso do forte da Lagarteira, cita o "Diccionário Geográfico" do padre Luís Cardoso (Lisboa, 1751, vol. I, p. 374). (Op. cit., p. 689)

No século XX registou-se a cedência do forte ao Ministério da Marinha (16 de novembro de 1939).

Em 1955 foi objeto de obras de conservação a cargo da Direcção dos Serviços de Construção e Conservação.

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 47.508, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 20, de 24 de janeiro de 1967, retificado no Diário do Governo n.º 59, de 10 de março de 1967 (localização retificada para o concelho de Caminha).

Na primeira metade da década de 1980 sofreu obras de consolidação e beneficiação, a cargo da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN). Mais recentemente, em 1997 voltou a ter atenção, quando sofreu novas beneficiações e trabalhos de revisão e conservação.

Atualmente sedia a Capitania do Porto de Caminha e a Delegação Marítima de Vila Praia de Âncora.

Características

Fortificação marítima abaluartada de pequenas dimensões, na cota de 4 metros acima do nível do mar, apresenta planta poligonal estrelada, formada por 4 baluartes laterais e bateria ressaltada, de 3 faces encimadas por eirado, na fachada posterior, voltada ao rio.

Os seus muros, em talude, em cantaria de pedra, são corridos em toda a sua extensão por moldura curva encimada por parapeito, interrompida nos cunhais por guaritas, facetadas e coroadas por bola sobre plinto, e por canhoeiras na bateria. No baluarte virado a norte sobressai da muralha um balcão fechado sobre 3 modilhões e com bueiros.

Ao centro da face reta do frontispício, rasga-se o portal de arco pleno, de aduelas marcadas e sobre pés direitos, encimada pelas armas de Portugal, coroadas e com volutões laterais.

No interior, pequena praça de armas enquadrada por 3 construções com cobertura de 1 água e 2 rampas de acesso ao adarve e eirado. Os quartéis são abobadados e possuem lareira.

Nas canhoneiras da bateria podem ser observadas algumas antigas peças de artilharia.



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Contribution

Updated at 27/08/2014 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (12).


  • Fort of Âncora

  • Forte da Lagarteira

  • Fort

  • 1699 (AC)

  • 1702 (AC)


  • Peter II of Portugal

  • Portugal


  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 47.508, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 20, de 24 de janeiro de 1967, retificado no Diário do Governo n.º 59, de 10 de março de 1967 (localização retificada para o concelho de Caminha).

  • Ministério da Defesa Nacional (Portugal)

  • Capitania do Porto de Caminha



  • Military Active Unit

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Viana do Castelo
    City: Caminha



  • Lat: 41 -49' 5''N | Lon: 8 52' 5''W






  • Em 1955 foi objeto de obras de conservação a cargo da Direcção dos Serviços de Construção e Conservação.
    Na primeira metade da década de 1980 sofreu obras de consolidação e beneficiação, a cargo da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN). Mais recentemente, em 1997 voltou a ter atenção, quando sofreu novas beneficiações e trabalhos de revisão e conservação.




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