Alexandre José Montanha

Portugal

Alexandre José Montanha, filho de Leocádia Teresa da Rosa e José da Costa Montanha, nasceu em Lisboa, Pena, Portugal, em 23 de março de 1730, falecendo em Lisboa, Mercês, em 12 de novembro de 1800.

Estudou na Academia Militar da Corte, tendo aprendido aritmética, desenho, álgebra, geometria, fortificação de praça e campanha, hidráulica e trigonometria plana. Em 1763 parte para Abrantes sendo Ajudante de Infantaria com exercício de Engenheiro. Foi promovido a capitão de Infantaria em 23 de julho de 1765, com exercício de engenheiro, para servir no Rio de Janeiro, no Brasil, pelo prazo de seis anos com o soldo de 24$000 reis por mês. Destacado para a Capitania do Rio Grande de São Pedro (atual Rio Grande do Sul), lá permaneceu por vários anos.

Urbanista, topógrafo, agrimensor, demarcou e loteou as povoações de Taquari (vila do Senhor São José de Tibiquary ) e Santo Amaro (1771), Porto de São Francisco (1772) e Santana do Morro Grande (1778), destinadas à instalação de casais açorianos, levantando a planta de cada uma dessas localidades. O levantamento de 1772 é provavelmente a primeira planta da atual Porto Alegre, cidade onde existe uma avenida com o nome do militar (Rua Capitão Montanha).

Montanha projetou o Forte de São Pedro do Lagamar (São José do Norte, RS) e planejou e dirigiu melhoramentos nos fortes de São José da Barra e do Arroio (Rio Grande/RS). Depois da reconquista pelos portugueses da Vila de Rio Grande (abril de 1776), realizou também o levantamento dos fortes construídos pelos espanhóis naquela vila.

No campo das fortificações, foi autor dos seguintes levantamentos e mapas:

1773 - Mapa geográfico de uma parte da América Meridional, desde o Trópico de Capricórnio até a barra do Rio da Prata, o qual mostra o terreno que ocupam os vassalos de Sua Majestade Fidelíssima pelas fronteiras do Rio Grande do Sul porque é parte da Capitania de São Paulo, o qual vai marcado com aguada vermelha, e o que possuem os Espanhóis, se demarca com aguada amarela. O que os mesmos Espanhóis indevidamente nos arrancaram na última guerra e de que até o presente senão desapossaram vai de amarelo fixado; e o que nós temos avançado sobre eles depois da paz, se mostra com aguada verde. A linha de carmim com as aguadas verde e amarela assinala os lugares por onde discorria a linha divisória da demarcação de limites da América Meridional que foi inteiramente configurado pelos geógrafos e astrônomos que foram mandados executar a mesma divisão com repetidas observações geométricas e astrônomas. Acrescentado de vários lugares, povoações, rios e passos no continente do Rio Grande de São Pedro [atual Rio Grande do Sul] que os mais mapas não trazem até o presente. Feito por ordem do Illmo. e Exmo. Senhor Marquês de Lavradio, Vice Rei e Capitão General de mar e terra do Estado do Brasil. Aumentado a maior ponto e elevado por mim.

1776 - Planta dos Fortes construídos pelos Castelhanos na margem meridional do Rio Grande de São Pedro [atual cidade de Rio Grande, RS], com as explicações históricas e relações das munições que neles se acharam quando os mesmos se viram reduzidos a retirar-se precipitadamente para [Fortaleza de] Santa Teresa [atual Uruguai] na manhã de 2 de abril de 1776 (não assinado mas escrito com a letra de Alexandre José Montanha).

1777 - Planta e perfil do Forte de São José da Barra do Rio Grande de São Pedro [atual cidade de Rio Grande, RS], em janeiro de 1777. Prospecto dos edifícios de qualquer lado da praça.

1777 - Plano da Fortaleza de Arroyo situada légua e meia distante da Vila de São Pedro do Rio Grande [atual cidade de Rio Grande, RS].

A 20 de Novembro de 1780 foi promovido a Sargento-mor de Infantaria (equivalente a Major), mantendo sempre o exercício de engenheiro. A 16 de Maio de 1791 ascendeu a Tentente- Coronel, já, provavelmente, após seu retorno a Portugal.

Serviu como Capitão, Sargento-mor e Tenente-Coronel de Infantaria com o exercício de engenheiro, em Lisboa e no Brasil, entre 25 de Outubro de 1765 e 30 de julho de 1791.

Recebeu as condecorações de Cavaleiro da Ordem de Cristo e da Ordem de Santiago da Espada.

Fontes:
(TAVARES, 2000: p. 117).

(BENTO, 1996: p. 256).

(REBELLO, 2009: p. 27-38).

Contribution

Updated at 01/06/2010 by the tutor Projeto Fortalezas Multimidia (Mayra).




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