Rafael Pinto Bandeira

Brazil

O Brigadeiro Rafael Pinto Bandeira (1740 – 1795) nasceu na Vila de Rio Grande, em 16 de dezembro de 1740. Era filho do lagunista e Coronel de Dragões Francisco Pinto Bandeira. Seu pai fora o segundo estancieiro a fixar-se no Rio Grande do Sul, por volta de 1733, na região do atual município de Sapucaia do Sul. Fora, também, o comandante da Primeira Companhia do Regimento dos Dragões do Rio Grande (legendário Regimento fundado por Silva Paes e cuja organização foi concluída em 1739).

Em 1763, Rafael já era um soldado experiente e bastante conhecedor do território rio-grandense. Ao que tudo indica, teve seu batismo de fogo em Monte Grande, em 1763, sob o comando de seu pai, então tenente dos Dragões.

Com a invasão de parte do território do Rio Grande do Sul, em 1763, pelos espanhóis. Rafael Pinto Bandeira foi um dos líderes das guerrilhas ordenadas por Portugal contra a Espanha. Comandante da Cavalaria Ligeira na Fronteira do Rio Pardo, suas guerrilhas, assim como aquelas comandadas por seu pai, tiveram suas bases nos atuais municípios de Canguçu e Encruzilhada. Nestes locais as convegências de caminhos cobriam Rio Pardo de um ataque.
Liderou os ataques vitóriosos ao Forte de Santa Bárbara e Tabatingaí (1774); aos fortes São Martinho (31 de outubro de 1775) e Santa Tecla (26 de março de 1776). Depois da conquista do Rio Grande, usou a cidade de Canguçu como cobertura do Rio Grande. Pinto Bandeira falava Tupi-guarani, e tornou-se um personagem famoso em Portugal, na Espanha, no Brasil e no Prata. Assentara praça no Exército Demarcador em 1755. Foi alvo de intrigas e ciúmes de seus companheiros pelo prestígio recebido do Vice-Rei. Viveu com Bárbara Vitória, filha do cacique Miguel de Caraí.

Ao final da Guerra de Restauração do Rio Grande, foi mostrado como um herói pelo Vice-Rei, Marquês do Lavradio. Respondeu a processo sob acusação de apropriar-se de presas de guerra (gado), sendo inocentado. Retornou ao Rio Grande como comandante da Fronteira do Rio Grande, com sede em sua propriedade do Pavão, em Pelotas. De 25 de janeiro de 1784 até maio de 1787, foi governador do Rio Grande do Sul em carácter interino. Foi chamado a “primeira espada continentina”, por ser o primeiro filho do Rio Grande do Sul a brilhar na guerra, com repercussão internacional. Faleceu em 9 de abril de 1795, sem descendência masculina. Seus restos mortais encontram-se na bicentenária Igreja de Rio Grande.

Fonte: (BENTO, 1996: p.260).

Contribution

Updated at 12/11/2008 by the tutor Roberto Tonera.




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