Philippe Guiteau

France

Phillipe Guiteau, também referido como Guiton, Guitão e Guitou (século XVII), foi um engenheiro militar francês.

Biografia

A serviço de Portugal passou ao Estado do Brasil, na qualidade de engenheiro militar, percebendo de soldo quarenta mil réis por mês.

Em fontes brasileiras o seu nome está associado aos trabalhos do Forte de São Marcelo, em Salvador na Bahia, de 1650 a 1656 - quando se afirma terá falecido – sendo substituído nesses trabalhos pelo seu conterrâneo, Pierre Garcin.

OLIVEIRA (2004) refere que a sua permanência no Brasil deve ter durado cerca de três anos, uma vez que em 1650 foi nomeado responsável pelas obras da Praça-forte de Peniche, no Reino, de onde não mais se afastou. O mesmo autor refere também que Guiteau recusou-se a servir em Angola, para onde fora destacado, o que foi considerado insubordinação, por pouco não tendo sido repatriado para a França. O delito parece ter sido perdoado à época, e o profissional destacado para novas comissões no mesmo cargo. (Op. cit., p. 96)

MOUREAU (2011), em nota, comenta que Guiteau terá atuado no Brasil, tendo servido a D. António Telles de Menezes, conde de Vila Pouca de Aguiar (1647-1650) e a D. Jerónimo de Ataíde, conde de Atouguia (1654-1657), tendo vindo a falecer durante o governo deste último. (Op. cit., nota 634, p. 190.)

Fontes portuguesas, por outro lado, associam o seu nome às obras da Praça-forte de Peniche, a partir de 1653.

SOUSA VITERBO informa que em 1651 este engenheiro pediu para ir servir em Trás-os-Montes. O seu memorial foi enviado ao Conselho de Guerra com a recomendação de que não se atendesse o seu pedido, por se lhe haver mandado dar passaporte para regressar à sua terra (a França), em consequência de não ter querido ir servir no reino de Angola para onde tinha sido despachado. Segundo a mesma fonte "estas ordens não tiveram execução porque em maio de 1653 era enviado com João Gilot, Gaspar Pinheiro Lobo e um arquitecto a examinar a praça de Peniche e tratar da sua fortificação". Refere-se ainda que prestou bons serviços em Trás-os-Montes, nomeadamente na zona de Vila Pouca de Aguiar. (Op. cit.) A mesma obra transcreve um documento no qual se refere que o engenheiro Guiteau foi mandado trabalhar para a Baía, no Estado do Brasil.

Bibliografia

MOREAU, Filipe Eduardo. “Arquitetura Militar em Salvador da Bahia, Séculos XVI a XVIII”. Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação da FAU-USP, área de concentração História e Fundamentos da Arquitetura e Urbanismo, São Paulo, fevereiro de 2011.

OLIVEIRA, Mário Mendonça de. "As fortificações portuguesas de Salvador quando Cabeça do Brasil". Salvador: Fundação Gregório de Mattos, 2004.

SOUSA VITERBO. “Dicionário Histórico e Documental dos Arquitectos, Engenheiros e Construtores Portugueses”. Vol. I, pp. 474-476.

Contribution

Updated at 09/10/2013 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.




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