Francisco Carlos da Luz

Brazil

O marechal Francisco Carlos da Luz (Praia Comprida, município de São José (SC), 29 de outubro de 1830 — Rio de Janeiro, 1906) foi um político e militar brasileiro da época imperial e do início da República.

Filho de José Maria da Luz e Clara Francisca Costa. Foi professor de matemática e deputado geral duas vezes pela província de Santa Catarina, de 1861 a 1864 e de 1876 a 1877.
Marcado pelo falecimento de sua mãe, quando ainda era bem jovem, Francisco Carlos deixou a sua família em Santa Catarina e ingressou na Escola Militar.

Em 9 de junho de 1846, aos 16 anos, foi considerado adido àquela academia e, em 21 de agosto, passou a aluno efetivo, matriculado no 1º ano da escola como cadete. Sempre foi considerado um excelente aluno em seus estudos.

No dia 20 de abril de 1849, Francisco Carlos foi promovido ao posto de 2º tenente com carta de engenheiro militar e de bacharel em Matemática.
Exerceu a cátedra de Matemática, Química, Ciências Físicas e Materiais na Escola de Aplicação do Exército e na antiga Escola Central do Rio de Janeiro. Pelo Decreto Imperial de 18 de julho de 1852, foi promovido a 1º tenente e, por longo tempo, foi diretor do Laboratório Pirotécnico de Campinhos, no Rio de Janeiro, onde se dedicou com ardor e proficiência a sua especialidade, no fabrico de espoletas e foguetes de alta tecnologia, que, nesse campo, puseram o exército brasileiro em vantagem sobre as corporações militares dos países vizinhos e que obtiveram resultados espetaculares nos combates da Guerra do Paraguai.

Em 2 de dezembro de 1854, por Decreto Imperial, Francisco Carlos foi galardoado com o título de Cavaleiro da Ordem da Rosa e, por merecimento, em 1856, atingiu o posto de capitão.

No ano de 1860, Francisco Carlos fez grande doação de livros para a Biblioteca Pública de Santa Catarina, então recém-inaugurada. Todos os anos repetia tais doações, sendo hoje considerado um benemérito daquela instituição de cultura. No acervo da mencionada Biblioteca, ainda hoje podem ser encontradas obras de sua autoria e de outros escritores no Setor de Obras Raras.

Incentivado pelo pai, José Maria da Luz, e pelos tios, Jacinto José da Luz e João Pinto da Luz, Francisco Carlos lança a sua primeira candidatura para a Câmara dos Deputados e fica como suplente. Porém, antes de terminada a legislatura, assume cadeira na Casa Legislativa.

Na segunda eleição, seus ascendentes, líderes do Partido Conservador em Santa Catarina, encaram o embate eleitoral como verdadeiro desafio e lançam como candidatos o capitão Francisco Carlos da Luz e o almirante Jesuíno Lamego da Costa. Saem ambos vitoriosos e Francisco Carlos da Luz se reelege para a Câmara Legislativa do Império, juntamente com o almirante Lamego.

Em 27 de outubro de 1868, Francisco Carlos é promovido a major e, com o advento da Guerra do Paraguai, o exército convoca-o para a importante missão, obrigando-o a deixar as atividades legislativas para assumir a direção do Arsenal de Guerra no Rio de Janeiro.
Terminado o conflito militar, Francisco Carlos retornou aos trabalhos parlamentares, sobressaindo por ter solucionado o problema dos limites territoriais entre as províncias do Paraná e de Santa Catarina.

Francisco Carlos foi promovido a tenente-coronel, em 14 de junho de 1881, e a coronel graduado, em 31 de outubro de 1885.
Regente de cadeira na Escola Superior de Guerra, Francisco Carlos ainda comandou a Escola Militar, onde se formara.
Quando explodiu a Revolta da Armada, no Rio de Janeiro, Francisco Carlos exercia o comando-geral da arma de Artilharia do Exército Brasileiro. Fiel ao governo republicano, coube-lhe a responsabilidade de defender a capital federal e rechaçar os navios revoltosos.
Atingiu o posto de marechal, o mais elevado na hierarquia do exército, e somente se reformou quando alcançado pela compulsória. Foi agraciado com diversas comendas e condecorações do governo brasileiro, bem como de governos de outros países.

Francisco Carlos da Luz foi figura de valor no universo intelectual brasileiro, como autor de diversas obras literárias e de cunho técnico. Mais tarde, após deixar o serviço ativo do Exército, passou a prestar contribuição de relevo à imprensa, escrevendo artigos de fundo político que foram publicados pelo jornal do Comércio, editado no Rio de Janeiro. As matérias de sua autoria eram assinadas sob o pseudônimo de M.R.(Marechal Reformado).
Tendo se consorciado com Maria de Moraes Âncora (?-1905), filha do engenheiro militar Firmino Herculano de Morais Âncora, Francisco Carlos deixou quatro descendentes, dentre os quais duas filhas, sendo avô de Edmundo da Luz Pinto, um dos mais representativos dentre os parentes e colaboradores do governador Hercílio Luz de Santa Catarina.

Com o falecimento de um de seus filhos, o engenheiro Francisco Ancora da Luz (nascido por volta de 1860), o marechal educou os netos durante o final de sua vida na cidade do Rio de Janeiro, entre os quais pode-se mencionar Francisco Âncora da Luz.

Francisco Carlos faleceu no Rio de Janeiro, em 1906. E, de acordo com os relatos de alguns de seus descendentes, o óbito teria ocorrido na mesa de uma cirurgia.
É em sua homenagem o nome do Forte Marechal Luz, situado no Município catarinense de São Francisco do Sul.

Fonte:
Francisco Carlos da Luz. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Dísponivel em: <
http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Carlos_da_Luz> Acesso em 30 de abril de 2008.

Contribution

Updated at 14/11/2008 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Bernardo).




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