Francis Drake

United Kingdom

Francis Drake (Devon, Inglaterra, 13 de julho de 1540 — Costa de Portobelo, Panamá, 27 de janeiro de 1596) foi um capitão de marinha e corsário inglês que alcançou o cargo de vice-almirante do Reino Unido. Realizou a segunda viagem de circum-navegação do mundo (1577-1580), vindo a ser condecorado por Isabel I da Inglaterra como cavaleiro (1581).

A Passagem de Drake tem esse nome em sua homenagem, apesar de ele próprio nunca a ter utilizado. Preferia navegar pelo Estreito de Magalhães, uma área mais segura para navegação.

Os seus feitos tornaram-no lendário, como um herói para os ingleses, mas como um pirata para os espanhóis, que o referiam como “El Draque”. O seu nome em latim era "Franciscus Draco" ("Francisco, o Dragão"). Filipe II de Espanha (1556-1598) ofereceu uma recompensa por sua vida de 20.000 ducados.

Biografia

Filho de Edmund Drake e de Mary Mylwaye fez as primeiras viagens ainda jovem, passando pelas Índias Ocidentais e pela Guiné. Um grupo de navios com um carregamento de escravos que lhe foi encarregue por John Hawkins para conduzir em 1567 foi atacado por Espanhóis, sobrevivendo à escaramuça apenas 3 embarcações, o que lhe terá deixado um profundo ressentimento contra os espanhóis.

Em 1572 partiu de Plymouth para, com sucesso, atacar os navios espanhóis que se encontravam no porto do Nome de Deus (Colômbia). No ano seguinte, de regresso à Inglaterra, tornou-se corsário na Irlanda, às ordens do conde de Essex. Com o falecimento de seu patrono, Drake procurou em Isabel I da Inglaterra um novo patrono, sendo acolhido com a intenção de criar uma força que se opusesse ao domínio que a Espanha exercia no comércio com a América.

Desse modo, partiu uma vez mais de Plymouth em 1577, com outros dois comandantes (Thomas Doughty e John Winter), vindo a atacar as costas espanholas do mar do Sul com 5 embarcações:

• "Pelican", de 18 canhões e 100 toneladas, depois rebatizado como “Golden Hind”;

• "Elizabeth", de 16 canhões e 80 toneladas;

• "Marygold", de 10 canhões e 30 toneladas;

• "Swan", embarcação de suprimentos de 50 toneladas; e

• "Christopher", de 15 toneladas.

A eles foi acrescentado um sexto, o “Mary” (ex-“Santa Maria”), um navio mercante português apresado na costa da África, perto das ilhas de Cabo Verde. Ao grupo juntou-se o seu capitão, Nuno da Silva, um homem com considerável experiência de navegação no Atlântico Sul.

Sabe-se que as costas do Peru e do Chile foram saqueadas pela frota de Drake, com destaque para o apresamento do galeão espanhol “Cacafuego” (1579), com um valioso carregamento em ouro e prata. Tomou posse da Califórnia (a que chamou "Nova Albion"), e retornou pelas ilhas das especiarias - Ternate, Molucas, Java -, contornou o cabo da Boa Esperança, a Serra Leoa e no mês de setembro de 1580 retornou a Plymouth, tendo circum-navegado o planeta. O feito e os preciosos produtos com que vinha carregado valeram-lhe uma rápida subida de prestígio na Corte e o título de "sir" outorgado pela rainha.

Dedicou-se em seguida a atacar as Antilhas, tomando o controlo da ilha de São Domingos em 1585. Dois anos depois, à frente de 30 embarcações, levou a cabo novos ataques contra a Espanha, nomeadamente no porto de Cádis.

Quando do ataque da “Armada Invencível” espanhola às ilhas britânicas (1588), foi o segundo em comando da frota inglesa, subordinado apenas a Charles Howard e à própria soberana. No ano seguinte (1589) Drake comandou cerca de 150 embarcações inglesas, tendo John Norreys como comandante das tropas de desembarque, na que ficou conhecida como "Armada Inglesa", "Contra Armada" ou "Expedição Drake-Norris". Os seus objetivos eram atacar “La Coruña”, no que foram repelidos. Rumaram então a Lisboa, ancorando em Cascais a 20 de maio desse ano, sendo recebidos amigavelmente. Norreys, que após desembarcar em Peniche marchou sobre Lisboa à frente de alguns milhares de soldados, observou 12 galeões fundeados no porto, a defenderem a capital. Enviou assim uma mensagem a Drake para que avançasse com a sua frota sobre a capital. Este, entretanto, à vista das 60 peças nos muros da Fortaleza de São Julião da Barra, e cientes da artilharia dos galeões, reuniu com os demais comandantes e decidiram por unanimidade aguardar em Cascais, a uma distância segura de São Julião, aguardando o recuo das forças de Norreys para reunir forças. Enquanto aguardava, Drake apresou uma frota de 60 embarcações mercantes, neerlandesas e francesas, com mantimentos para Lisboa. Do lado espanhol, com a chegada de reforços da Andaluzia, Filipe II deu ordem de atacar a frota inglesa, ferindo-se o recontro nas primeiras horas de 9 de junho, com vitória espanhola. O terceiro e último objetivo era o de atacar e estabelecer uma base nos Açores, para dali atacar as frotas da prata espanholas, e também fracassou, tendo o prestígio de Drake na Inglaterra ficado comprometido.

Em 1595 atacou novamente as Caraíbas. Às 04:00 do dia 28 de janeiro de 1596 a bordo do “Defiance”, Drake faleceu de disenteria, depois de um ataque fracassado a San Juan, Porto Rico. No dia seguinte (29) foi sepultado no mar, próximo a Portobelo, ao som de trombetas e tiros dos canhões. De acordo com a lenda, o seu corpo foi lançado ao mar em um caixão de chumbo, trajando uma armadura de ouro de 18 quilates, com sua espada, também de ouro.

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Contribution

Updated at 21/10/2016 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.




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