Pedro Teixeira

Portugal

Pedro Teixeira (Cantanhede,1570, 1585 ou 1587 — Belém do Pará, 4 de julho de 1641) foi um militar, sertanista e explorador português. Moço Fidalgo da Casa Real, foi agraciado com o grau de Cavaleiro da Ordem de Cristo .

Biografia

Pouco se conhece sobre a sua ascendência ou os seus primeiros anos de vida. Nascido em Cantanhede, a 30 quilómetros a noroeste de Coimbra, a sua data de nascimento é controversa, visto que há referências aos anos de 1570, 1585 e 1587. Na estátua erigida em sua homenagem na sua cidade natal, essa data é referida como 1585.

No contexto da Dinastia Filipina (1580-1640) o então Alferes Pedro Teixeira chegou ao Brasil em 1607 e durante vários anos contribuiu decisivamentee com Jerônimo de Albuquerque, na campanha para expulsar os franceses de São Luís do Maranhão, no litoral nordeste do Brasil.

Após a expulsão destes, em fins de 1615, a Coroa determinou o envio de uma expedição à foz do rio Amazonas, com vistas a consolidar a sua posse sobre a região. Uma expedição de três embarcações, sob o comando de Francisco Caldeira Castelo Branco, foi enviada, nela seguindo o então alferes Pedro Teixeira. A 12 de janeiro de 1616, as embarcações ancoraram na baía de Guajará onde, numa ponta de terra, foi fundado o Forte do Presépio, núcleo da atual cidade de Belém do Pará. Esse forte converteu-se na base avançada portuguesa para a expulsão dos invasores e para a conquista da região amazónica.

Em 1625 lutou contra os neerlandeses estabelecidos em um forte no rio Xingu e os ingleses, estabelecidos ao longo da margem esquerda do rio Amazonas. Em 1626 subiu o rio Tapajós em busca de Tupinambás para o comércio de escravos. Frei Vicente do Salvador (OFM), na sua obra "Historia do Brazil" (1627), destacou a sua atuação.

Em 25 de julho de 1637 comandou uma expedição que partiu do Maranhão com 45 canoas, 70 soldados e 1.200 indígenas, flecheiros e remadores, subindo o curso do rio Amazonas, em busca da confirmação da comunicação entre o oceano Atlântico e o Peru, rota percorrida no século anterior pelo castelhano Francisco de Orellana. O seu destino final foi Quito, no atual Equador. Fundou a povoação de Franciscana, na confluência do rio Napo com o Aguarico, no alto sertão, para delimitar as terras de Portugal e de Espanha, de acordo com a linha do Tratado de Tordesilhas (1492). Retornou a Belém, dois anos mais tarde, em 1639, tendo sido percorridos mais de 10 mil quilómetros. A viagem foi registrada pelo jesuíta Cristóbal de Acuña na obra “Nuevo descubrimiento del gran Rio de las Amazonas” (Madrid, 1641).

Como reconhecimento por sua extensa lista de serviços prestados na conquista da Amazônia portuguesa, foi agraciado com o cargo de capitão-mor da Capitania do Grão-Pará e recebeu o título de Marquês de Aquella Branca. Tomou posse em fevereiro de 1640, mas a sua gestão foi curta, tendo durado apenas até maio de 1641, vindo a falecer em julho desse mesmo ano.

O Exército Brasileiro presta homenagem ao militar português desde 1979, quando nomeou o 2.º Batalhão de Infantaria da Selva, sediado na cidade de Belém, como Batalhão Pedro Teixeira

Bibliografia

MIRANDA, Evaristo Eduardo de. Quando o Amazonas corria para o Pacífico. Petrópolis: Editora Vozes, 2007.

SOUTHEY, Robert. História do Brasil (v. I). Belo Horizonte: Editora Itatiaia & EDUSP, 1981.

Contribution

Updated at 16/02/2019 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.




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