Denis of Portugal

Portugal

Dinis I de Portugal (Santarém, 9 de outubro de 1261 - Lisboa, 7 de janeiro de 1325) foi o sexto rei de Portugal. Governou entre 1279 e 1325.

Biografia

Filho de Afonso III de Portugal e da infanta Beatriz de Castela, foi aclamado em Lisboa em 1279, tendo subido ao trono aos 17 anos. Em 1282 desposou Isabel de Aragão, que ficaria conhecida como a Rainha Santa.

Lutou contra os privilégios que limitavam a sua autoridade. Em 1282 estabeleceu que só junto do rei e das Cortes é que se podiam fazer as apelações de quaisquer juízes e, um ano depois, revogou doações feitas antes da sua maioridade. Em 1284 recorreu às Inquirições, a que outras se seguiram. Em 1290 foram condenadas todas as usurpações.

Quando subiu ao trono, a Coroa estava em litígio com a Santa Sé em razão de abusos do clero em relação à propriedade real. D. Dinis por acordo diplomático, obteve a Concordata após a qual os litígios passaram a ser resolvidos pelo rei e os seus prelados. Apoiou os cavaleiros portugueses da Ordem de Santiago, que pretendiam separar-se do seu mestre castelhano. Conservou os bens da Ordem dos Templários em Portugal, transferindo-os para a Ordem de Cristo.

Travou guerra com Castela, mas dela desistiu depois de obter as vilas de Moura e de Serpa, territórios para lá do rio Guadiana, e a reforma das fronteiras do Ribacoa. Percorreu vilas e cidades, em que fortificou os seus direitos, zelou pela justiça e organizou a defesa em todas as comarcas. Fomentou todos os meios de uma riqueza nacional, na extração de prata, estanho, e ferro, exigindo em troca um quinto do minério e um décimo de ferro puro. Desenvolveu as feiras, protegeu a exportação de produtos agrícolas para a Flandres, Inglaterra e França. As exportações abrangiam ainda sal e peixe salgado. Em troca importavam-se minérios e tecidos. Em 1293, através de uma Carta Régia, criou a Associação de Mercadores, também conhecida por Bolsa de Mercadores. Esta Bolsa serviu para tentar proteger os mercadores de possíveis prejuízos com as embarcações, durante ou após as viagens, e ao mesmo tempo, serviu de incremento para a futura Marinha Portuguesa ao serviço da Coroa. Estabeleceu com a Inglaterra um tratado de comércio em 1308. Foi o grande impulsionador da marinha portuguesa, embora fosse à agricultura que dedicou maior atenção. A exploração das terras estava na posse das ordens religiosas. D. Dinis procurou interessar nelas todo o povo, pelo que facilitou a distribuições de terras. Fundou aldeias, estabeleceu toda uma série de valiosas medidas tendentes a fomentarem a agricultura, adotando vários sistemas consoante as regiões a as províncias. Fez transformar zonas de pântanos em terras próprias para a prática da agricultura (arroteias). Mandou reflorestar o Pinhal de Leiria substituindo os pinheiros mansos que já existiam por pinheiros bravos, de maior crescimento.

Deve-se ainda a D. Dinis um grande impulso na cultura nacional. Entre as várias medidas tomadas, destacam-se a “Magna Charta Priveligiorum”, primeiro estatuto da Universidade de Coimbra, a tradução de muitas obras, a determinação de que os documentos oficiais deixassem de ser redigidos em latim para passarem a sê-lo em português, a determinação de que os documentos escritos mais importantes fossem guardados no Estudo Geral de Lisboa, e outras.

A sua corte foi um dos centros literários mais notáveis da Península.

Encontra-se sepultado no Mosteiro de São Dinis, em Odivelas.

Bibliografia

SERRÃO, Joaquim Veríssimo. "História de Portugal, Vol. I: Estado, Pátria e Nação (1080-1415), 2.ª ed.". Lisboa: Verbo, 1978.

SERRÃO, Joel (dir.). "Pequeno Dicionário de História de Portugal". Lisboa: Iniciativas Editoriais, 1976.

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Contribution

Updated at 19/09/2014 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.




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