Sancho I of Portugal

Portugal

Sancho I de Portugal (Coimbra, 11 de novembro de 1154 - Coimbra, 26 de março de 1211), cognominado "o Povoador", foi o segundo rei de Portugal. Usou o título de “Rei de Portugal e dos Algarves”.

Biografia

Quarto filho de Afonso I de Portugal (1143-1185), foi batizado com o nome de Martinho, por haver nascido no dia do santo com o mesmo nome. Embora não estivesse destinado a reinar, a morte do seu irmão mais velho, D. Henrique, quando contava apenas três anos de idade, levou à alteração do seu nome para um nome mais hispânico, ficando desde então Sancho Afonso.

Em 1170 foi armado cavaleiro pelo próprio pai logo após o acidente deste em Badajoz, e tornou-se o seu braço direito, quer do ponto de vista militar, quer do ponto de vista administrativo. Nos primeiros tempos da nacionalidade, muitos eram os inimigos da Coroa, nomeadamente o reino de Leão e Castela, a quem o Condado Portucalense havia pertencido. Ao mesmo tempo, o Papado demorava em reconhecer a independência de Portugal. Em busca de aliados, o reino de Aragão, tradicional inimigo de Castela, foi o primeiro a reconhecer a independência de Portugal. O acordo foi firmado 1174 pelo casamento de Sancho, então príncipe herdeiro, com a infanta Dulce Berenguer de Barcelona (ou de Aragão), irmã mais nova de Afonso II de Aragão.

Em 1178, D. Sancho fez uma importante expedição contra os Muçulmanos, batendo-os próximo a Sevilha e o rio Guadalquivir, e afastando-os do território português.

Com o falecimento do pai, foi coroado na Sé de Coimbra, cidade que manteve como capital do reino. Como soberano deu por findas as guerras fronteiriças pela posse da região da Galiza, a norte, e dedicou-se a combater os Muçulmanos nas fronteiras a sul. Aproveitou a passagem dos efetivos da Terceira Cruzada por Lisboa, na Primavera de 1189, para conquistar Silves, um importante centro administrativo e económico do Algarve, com população estimada à época em 20.000 pessoas. Vitorioso, determinou a fortificação da cidade e a construção do castelo, que ainda hoje pode ser admirado. A posse de Silves foi efémera, já que em 1190 Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur cercou a cidade com um exército, e com outro atacou Torres Novas, que apenas conseguiu resistir durante dez dias, uma vez que o reino de Leão e Castela ameaçava de novo as fronteiras a norte.

D. Sancho I dedicou muito do seu esforço governativo à organização política, administrativa e económica do reino. Acumulou um tesouro real e incentivou a criação de manufaturas, bem como ao fortalecimento da burguesia. Concedeu diversas cartas de foral principalmente nas regiões da Beira e de Trás-os-Montes: Gouveia (1186), Covilhã (1186), Viseu (1187), Bragança (1187), e outras, criando novas vilas e povoando áreas remotas do reino, em particular com imigrantes da Flandres e Borgonha.

É ainda recordado pelo seu gosto pelas Artes, e pela Literatura em particular, tendo deixado ele próprio vários volumes com poemas. Em seu reinado sabe-se que alguns portugueses frequentaram universidades estrangeiras e que um grupo de juristas conhecia o Direito que se ministrava em Bolonha. Em 1192 concedeu ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra 400 morabitinos para que se mantivessem em França os monges que lá quisessem estudar.

O seu túmulo encontra-se no Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, ao lado do do pai.

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Contribution

Updated at 06/12/2013 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.




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